Moony, Wormtail, Padfoot e Prongs

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PETER A. PETTIGREW

15/10/1975

- Finalizado então? – perguntei, ansioso.

- Só mais duas coisas para finalizarmos – murmurou Remus, terminando de retocar a pintura junto com James.

- Vamos deixar aqueles apelidos mesmo, não é?

- Você está todo animadinho com o apelido que o Remus te deu, não é, maninho? – James debochou, rindo.

- Se aquiete aí, chifrudo! – retalhou, pegando uma almofada e já se preparando para mirar em Jay.

- Padfoot, não!

- Por que não, Moony?

- Vai estragar a pintura que a gente está fazendo se jogar isso aí no Prongs.

- O que acha disso, Wormtail? – Sirius se virou para mim.

- Eu não sei de nada – falei, rindo.

- Ok, ok. – Riu também. – Não responderam minha pergunta, vamos deixar esses apelidos mesmo, certo?

- Vamos – James e Remus responderam, voltando a se concentrarem na pintura.

- Já terminaram?

- Piet, já é a quinta vez em menos de meia hora que você está perguntando isso! – James exclamou, olhando para mim.

- Por isso mesmo... já terminaram?

- Agora... sim – Remus disse, guardando as coisas. – Six, sua deixa agora...

Sirius saiu disparado para perto de Remus.

- Certo... Vamos selar daquele jeito? – Nós três assentimos. – Ok.

Ele começou a escrever com a letra bem caprichada e detalhada enquanto eu, Jay e Remus ficamos ali, apenas o observando.

- E... acabei. – Sirius levantou a cabeça e se virou para nós. – Vamos fazer agora?

- É o jeito... – James disse.

- Será que vai dar certo mesmo? – perguntei.

- Espero que sim – Remus falou, bem baixinho.

- Animação, marotos! – Sirius exclamou, já pegando a varinha em mãos e se ajeitando. – Se der errado, vamos tentar de novo! Não é assim? Os marotos nunca desistem!

James se levantou e empunhou a varinha, preparado para realizar os feitiços no mapa. Eu e Remus seguimos o mesmo caminho. Realizamos diversos feitiços até...

- Aqui selamos de vez o mapa, não é? – indaguei, os olhando.

- Exato – James respondeu. – Todos prontos? – Assentimos.

Com as quatro varinhas encostadas no centro do pergaminho velho e com absolutamente nada escrito, desenhado ou pintado, todos sorrimos e pronunciamos em uníssono:

- Eu juro solenemente não fazer nada de bom!

E o mapa se abriu com os seguintes versos escritos:

"Os senhores Moony, Wormtail, Padfoot e Prongs,

fornecedores de recursos para malfeitores têm a honra de apresentar:

O MAPA DO MAROTO"

- Isso aí! – James abraçou nós três, muito empolgado.

- Vai matar a gente sufocado! – Sirius dramatizou.

- Exagerado! – Ambos caíram na risada.

- Vamos fechar ele para ver se funciona?

- Claro, Remmie.

Nós quatro nos posicionamos nos mesmos lugares de novo e dissemos juntos:

- Malfeito feito! – E o mapa se fechou, voltando a ser apenas um pergaminho acabado e velho.

- Conseguimos! – Remus exclamou, sorridente.

- Somos os únicos a conhecer Hogwarts por inteira... desde os fundadores! Cada mínimo detalhe! – James disse, pegando o pergaminho e o colocando dentro da gaveta onde costumávamos o deixar.

- Exato! – Sirius se jogou na cama, feliz da vida.

- Vai ser bem mais fácil armar as pegadinhas agora! – Jay se jogou na dele também.

- Já vamos dormir? – questionei.

- Algo em mente? – os dois perguntaram juntos.

- Pensei que faríamos algo...

- Verdade. Pensei que iriam querer aprontar algo com a nossa mais nova aquisição – Remus participou.

- Tipo...? – Ambos se sentaram nas camas e nos olharam.

- O que acham de fazer uma baguncinha nas vestes do pessoal? – propôs, sorrindo maquiavélico.

- Trocar as cores? – James e Sirius questionaram, olhando para Remus.

- E... não deixar com que eles percebam à primeiro momento.

- Adorei essa ideia! – exclamei.

- Muito inofensiva, não acha? – Prongs indagou.

- É, mas... e daí?

- Podíamos fazer algo mais pesado dessa vez.

- Tipo...?

- Sei lá, Remus. – Jay deu de ombros.

- Lembra daquele feitiço das bolhas de sabão, quatro olhos? – Sirius entrou na conversa.

- Lembro.

- Qual seria a reação de todos se, do nada, todo mundo, exceto a Grifinória... e talvez a Lufa-lufa, não sei ainda, eles são os mais legais sem ser a gente..., mas, voltando ao assunto, do nada... todo mundo... começasse a ficar com a boca cheia de sabão?

- Isso! Perfei...

- Vocês enlouqueceram? – Remus olhou para os dois, em choque.

- Não – disseram.

- Não vão fazer isso!

- E... por que não? – Sirius questionou.

- Porque vai que alguém engasga e sufoca... Você que sabe sobre medibruxaria deveria saber que...

- Ninguém vai sufocar, Lobinho! Eu e Jay conhecemos esse feitiço como a palma da nossa mão, é só uma simples azaração!

- Exato! – James concordou.

- Piet? – Sirius se virou para mim.

- O que tem eu?

- É contra ou a favor?

- Posso me abster?

- Não! – os três exclamaram.

- Eu... er... a favor?

- Viu! – Jay se virou para Remus. – Não é perigoso, além de que somos três contra um.

Remus respirou fundo.

- Eu... – Ele ficou quieto, pegou um livro e se sentou na cama. – Boa sorte, não vou impedir vocês.

- Não vai querer participar mesmo? – Sirius perguntou, o olhando.

- Passo dessa vez.

- Ok, então...

- Vamos? – James chamou, já indo para a porta.

- Vamos. – Sirius seguiu o mesmo caminho e eu fui atrás.

...continua no próximo capítulo...

Os Marotos (Livro 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora