Docinho para a viagem

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MARLENE M. MCKINNON

...

Depois de um longo treino, finalmente estávamos de volta ao vestuário, terminando de nos ajeitar. Meu pensamento revoltoso ainda estava presente quando se tratava da consideração do time com as garotas. A maior sorte que eu e Mary tivemos fora que nosso time era composto por garotos em quem confiávamos, porque em qualquer outro caso, eu jamais ficaria no mesmo vestuário que um bando de meninos.

- Já está indo, Sirius? – James perguntou assim que saiu de uma das várias cabines de banho, completamente vestido e limpo.

- Estou indo sim – Sirius respondeu.

- Até mais tarde.

Sirius disse algo em francês e eu não pude deixar de rir da expressão de James ao ouvi-lo.

- Ele me xingou? – questionou, virando-se para Mary.

- Non. Nada que você deva levar para o coração, Potter. Relaxa.

- Vocês vão para Hogsmeade esse final de semana? – Frank indagou enquanto penteava o cabelo.

- Segundanista caindo fora dessa conversa... Adeus! – MacDonald disse espalhafatosa, fazendo todos nós rirmos.

- Se tem uma coisa que eu não vou perder é a chance de ter um pouco de descanso dos estudos e dos livros! – exclamei, animada. – Obviamente eu vou, garoto do lago. – James sorriu cumplice ao ouvir o apelido.

- Isso vai continuar até quando?

- Sinto em dizer, Frank, mas isso vai ficar registrado na mente de todos do nosso ano para sempre – Potter afirmou, batendo levemente nas costas de Longbottom.

- Por Gryffindor, eu odeio ser desastrado!

- Não se preocupe com isso. Alice foi uma das únicas almas boas que tentou te ajudar aquele dia. – As bochechas de Longbottom coraram completamente e ele sorriu envergonhado.

- O que vocês vão fazer por agora? – Mary questionou, se olhando no espelho.

- Provavelmente jogar xadrez com o Peter, se ele estiver no dormitório.

- Que legal, James! Muito inovador! Nem parece o mesmo Potter que vive fazendo pegadinhas e arranjando confusão por aí.

- Eis a questão, Lene, o divertido é fazer as pegadinhas com todos os marotos envolvidos. O que não aconteceu ainda esse ano. Eu e Sirius estamos planejando algumas coisas, mas sem o Remus querendo participar... não é do mesmo jeito.

- Está querendo dizer que a mente brilhante e maligna por trás de todas as pegadinhas de vocês é o Remus? Tipo, o Remus Lupin? – Frank perguntou, incrédulo.

- Não diria todas..., mas sim... a maioria delas.

- E todo mundo achando que vocês que estavam influenciando-o.

- Caro Longbottom, você não tem a mínima ideia do que o Lupin é capaz... Vocês esquecem que ele também é um verdadeiro maroto!

- A ideia das cobras na comunal da Sonserina foi dele? – questionei, surpresa.

- Não, aquilo foi ideia do Sirius. As cobras eram inofensivas, só deram um belo susto nos sonserinos.

- E a pegadinha do cabeça de abóbora? – Mary perguntou, me fazendo lembrar das reações de todos quando suas cabeças foram modificadas para abóboras falantes.

- Essa aí foi do Remus! Clássica e surpreendente, não?

- Demorou dois dias para a Dorcas conseguir tirar toda a abóbora do cabelo dela.

Os Marotos (Livro 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora