A pegadinha

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JAMES F. POTTER

...

Assim que olhei para Sirius, recebi um olhar gélido dele.

- Que foi? – perguntei.

- Eu não acredito, James! Eu não acredito! – exclamou e continuou seguindo o caminho, revoltado.

- Que foi que eu fiz? – Fui atrás dele, correndo o mais rápido possível para alcança-lo.

- Você tinha qualquer hora para me chamar e você me chama justamente no momento mais que perfeito?

- Do que você está falando?

- Contei para o Moony.

- Contou, o quê?

- James!

- Que é?

- O que você acha que eu contei para o Remmie, que seria um momento mais que perfeito, hein? – Arregalei os olhos e sorri largamente.

- Contou para ele, então?

- Não fui muito direto nas palavras... eu acabei me embaralhando quando ele supôs que eu estava falando de uma menina..., mas tenho certeza que ele entendeu o recado. – Sirius sorriu, todo bobo e apaixonado.

- Vocês se beijaram? – questionei, animado.

- Não necessariamente.

- Por que não? – Sirius arqueou a sobrancelha e me olhou bravo. – Que foi?

- Nada não, só um inconveniente ser chamado James Fleamont Potter, que atrapalhou o beijo que estava prestes a acontecer!

- Vish... – Ri da reação de meu irmão e logo continuei: - Relaxa, vocês podem fazer isso ainda na casa dos gritos mais tarde.

- Eu sei, eu sei... Acha que o Peter vai levar isso de boa também?

- O quê? Que nossos dois melhores amigos se beijam e se gostam? – Dei uma pausa dramática. – Duvido muito que ele fale um A.

- Certo... Vamos?

- Claro, só não vai se distrair com seus pensamentos cheios de libertinagens com o seu lobi... – Sirius meteu uma cotovelada em minhas costelas. – Ei, porra!

- Fecha essa matraca, Potterzinho, fecha essa matraca! – Riu e saiu correndo.

- Me esperaaa! – Sai atrás.

Ficamos mais tempo que o normal no jogo... Eu e Padfoot inventamos uma desculpa para sairmos mais cedo e disparamos a correr à procura de Peter.

- Vamos fazer assim, vai para o Salão Principal para ver se ele está lá e eu vou nos dormitórios, quando um de nós o encontrar voltamos para cá imediatamente, ok, Jay-Jay?

- Beleza, não demora! Já está ficando muito tarde e já tínhamos que estar lá com ele.

- Certo. – Ele saiu correndo para uma direção e eu fui para o oposto.

Foi o prazo de entrar no Salão Principal para eu ver Wormtail conversando com Alice e Marlene e dar um sinal para que ele viesse comigo.

Ficamos esperando ali por vários minutos até Sirius voltar, correndo e ofegante.

- Maninho... – Olhei para ele e percebi seus olhos marejados, em pânico.

- O que houve, Pads?

- Eu fiz merda... Uma merda... muito grande... Ele não vai me perdoar... Eu...

- Sirius, que é que você fez? – perguntei, ficando preocupado com o estado em que meu irmão estava.

- Eu contei... para o Snape...

- O que você contou para o Ranhoso?

- Ele me cercou... e começou a falar coisas sobre o Reg... Sobre um bando de puristas e... uma marca que eles vão receber... E depois começou a dizer que sabia o que o Rem é... e que contaria para todos... Ele chamou o Moony de abominação... Eu não sei porque fiz isso... Fiquei com raiva e...

- Sirius, cala a boca! – exclamei, fazendo com que ele se calasse e olhasse para mim. – O que você contou para o Snape? Seja objetivo!

- Eu disse como entrar na casa...

Me senti empalidecer por completo. Quanto tempo demoraria para a lua chegar ao ápice? Cerca de uns cinco, talvez sete minutos? Se eu fosse rápido, poderia impedir que o louco do ranhoso tentasse entrar... E foi o que eu fiz.

Sai correndo o mais rápido que pude, sem olhar para trás, e assim que cheguei próximo ao Salgueiro, lá estava o imbecil se esgueirando. Meu coração parou quando notei que a lua havia chegado no ponto máximo no exato segundo em que Snape abriu a passagem. Nunca corri tanto na minha vida...

Tudo se passou como um borrão a partir dali...

Tapei a boca de Snape, que não parava de gritar e tentar se soltar.

- Cala a boca! Cala a sua maldita boca! Você está querendo morrer, seu imbecil de merda? – sussurrei, cheio de raiva, tentando tirá-lo do túnel o mais rápido possível.

- Prefiro a morte do que ser salvo por você! – Ele se debatia freneticamente, mas eu mantive meu aperto em seu braço firme.

- Pois deveria agradecer por eu estar te mantendo vivo, seu ingrato de merda!

Os uivos de Moony se tornaram mais estridentes, eu sabia que ele estava próximo de nós e antes que ele conseguisse sair do Salgueiro, um vulto negro pulou em cima dele e a última coisa que eu ouvi foi um choramingo de cachorro tão alto que fez com que lágrimas caíssem dos meus olhos.

Empurrei Snape para fora de lá e ele saiu correndo como o grande covarde de merda que era. Assim que a passagem se fechou, eu me transformei. Sai correndo pelo corredor, batendo minha galhada várias vezes nas laterais do pequeno túnel. Wormtail não parava de me rodear, desesperado.

E meu único pensamento era: Puta merda, Padfoot, o que você fez...?

...continua no próximo capítulo...

Os Marotos (Livro 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora