O brilho do olhar

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REMUS J. LUPIN

...

Assim que me despedi de James e de Sirius, fui ao encontro de minha mãe, que me abraçou logo que cheguei perto dela.

- Senti tanto a sua falta, meu filho!

- Também senti saudades, mamãe. – Olhei em várias direções, mas nem o cheiro, nem a voz, nada dele estavam presentes. – Ele não... veio?

- Seu pai está trabalhando, só voltará amanhã de manhã para casa... – Assenti. – Então, teremos bastante tempo para conversar, não acha? Quero saber de tudo!

- Sim, senhora – falei, sorrindo.

- É, estou percebendo – disse com um sorriso no rosto, olhando na direção de meus amigos. – São eles? – Confirmei levemente com a cabeça. – Vejo que seguiu os meus conselhos.

- Pensei muito sobre o assunto e decidi o que eu queria.

- E o que você quer, pequeno? – Meus olhos se voltaram para minha mãe.

- Quero continuar tendo amigos e nunca mais ter que pensar num futuro onde eu esteja trancado dentro de uma casa, preso como um bicho enjaulado, longe de tudo e de todos.

- Fico feliz de ouvir isso. Muito feliz, filho. E tenho certeza que você escolheu bons amigos para conseguir isso. Eles devem ser garotos incríveis e maravilhosos!

- É... eles são. – Eu a abracei de novo. – Eu... Obrigado, mamãe.

- Não precisa me agradecer, Remus. – Ela me deu um beijo na testa e fez carinho em minha bochecha. – Eu... nunca vi você tão feliz... e isso é tudo para mim. É muito bom te ver sorrindo desse jeito, filho. Te ver com esse brilho no olhar... Eles te fazem muito bem.

- Obrigado por me apoiar, mamãe.

- Sempre, Remus. Sempre! Agora, vamos andando! Você pode me contar o restante das novidades durante o caminho.

- Antes... acho que eu preciso deixar a senhora ciente de um detalhe.

- Qual? – Olhei ao meu redor para confirmar que ninguém estava prestando atenção em nós.

- Meu amigo... o do colar, lembra?

- O que gosta de astronomia, sim.

- Ele sabe... quero dizer, ele descobriu. – Ela apenas me encarou, tranquila. – Achei que a senhora... bom, só queria que soubesse.

- Ele é confiável, certo? – Eu sorri involuntariamente e minha mãe passou o braço por meus ombros. – Me conte mais... no caminho.

Voltamos para casa com enormes sorrisos nos rostos e muitas histórias para serem contadas.

...continua no próximo capítulo...

Os Marotos (Livro 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora