No mundo da lua

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SIRIUS O. BLACK

...

Senti um grande aperto no coração ao ver Remus sair por aquela porta. Queria muito poder fazer algo, mas eu...

- Sirius, está tudo bem? Você está olhando para a porta há quase meia hora.

- Só... fiquei preocupado...

- Todos nós estamos, mas vai ficar tudo bem com a mãe dele e...

- Não estou falando dela. Quer dizer... desejo melhoras para ela, mas... sei lá... Ele não parece bem.

- Como assim?

- As olheiras dele aumentaram, ele não comeu quase nada desde sexta e ontem ele quase cochilou na aula de Herbologia.

- Sirius, eu acho que você está muito paranoico.

- Ele quase nem está falando com a gente!

- É o jeito dele. Ele é o mais quieto e reservado de nós. Pensei que você já soubesse disso.

- Eu sei... – James cruzou os braços e eu bufei. – Como vocês não estão conseguindo ver isso?

- Só você está percebendo esse tal de "isso". Entenda, Black, ele é assim mesmo.

- Peter? – O olhei e ele deu de ombros.

- Concordo com o James.

- Só isso?

- Acho que... sim?

- É melhor nós sairmos logo daqui. – James levantou-se da cama.

- Por quê? – Peter perguntou.

- As duas aulas de poções começam daqui a pouco... Seria bom não pegar outra detenção por causa de atraso, não acham?

- Hum – murmurei e ele revirou os olhos.

- Sai do mundo da lua, Sirius, temos coisas a fazer!

- Ah, cala a boca, Potter! – Taquei meu travesseiro em James e ele riu.

- Quanta agressividade!

- Você sempre é o que atrasa e está reclamando de detenções que você mesmo causa?

- Que mentira! Seu mentiroso! – James apontou o dedo para mim. – Você que é o último, todas às vezes!

- Vai a merda, Potter!

- Vai você, Black!

- Por que não vai atormentar a Evans ao invés de ficar enchendo o meu saco? Ah, espera... se bem me lembro... – Ri ao me lembrar da cena. – Você atormentou e o que foi que aconteceu mesmo, Potterzinho?

- Eu te odeio – resmungou e eu passei meu braço por seus ombros.

- Um banho de suco de abóbora na cara... Sorte sua que a amiga dela não deixou ela jogar a torta também, teria sido ainda mais engraçado.

- Você só está rindo porque não foi com você!

- Eu jamais teria feito aquela comparação com as abóboras.

- Era um elogio!

- Que fez todo mundo rir dela.

Ele cruzou os braços e saiu em direção à porta.

- Fiquem aí rindo, seus imbecis, eu estou indo para as minhas nada queridas aulas.

- Ficou bravinho, foi, Potter? – debochei. – Não sabe mais brincar? – James abriu a porta e saiu, ignorando completamente a minha existência e de Pettigrew. – Ei!... Espera a gente, bobão! Estamos brincando!... – Saí correndo atrás dele e Peter veio logo atrás.

Eu e James odiávamos as aulas de poções e como éramos a dupla um do outro, dormíamos em todas – ele por achar a matéria chata demais e eu principalmente para não ter que ouvir os sonserinos apontando o dedo para mim e fazendo piadinhas sobre o "Black grifano" ao lado de um Potter.

Mas eu havia prometido ao Remus que anotaria o conteúdo e assim eu fiz, me preparando para responder qualquer dúvida que ele tivesse enquanto James dormia ao meu lado.

Assim que aquelas torturas – quero dizer, aulas – acabaram, saímos das masmorras e passamos o restante do dia no Salão Comunal conversando e fazendo novas amizades.

Apesar de estar me enturmando, meus pensamentos não estavam concentrados exatamente em ninguém presente ali... James talvez estivesse certo e eu só estava sendo paranoico. Remus era mesmo quieto e na dele..., mas, ainda assim, minha intuição não costumava errar... e ela me dizia que eu precisava ajuda-lo, mesmo não sabendo com o quê ou o porquê.

...continua no próximo capítulo...

Os Marotos (Livro 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora