|Cap. 27|

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–– Espero que André e Guez possam ficar bem. –– sussurro para Mikhail que se encontra deitado ao meu lado na enorme cama presa ao chão de madeira dos aposentos principais do navio.

–– Confie no meu irmão e em seus homens, Alexia. Eles sabem o que devem fazer!

–– Confio minha vida nas mãos de André, Guez e seus homens, mas não posso deixar de me preocupar com o destino daqueles que ficam e, por amor a nós, enfrentam os piores pesadelos diariamente. –– reforço entristecida, me aninhando ainda mais ao corpo quente e duro de Mikhail, sentindo seus braços cingirem meu peito num abraço apertado e carinhoso.

–– Eu sei que se preocupa, meu amor, ainda mais com Guez tão fragilizada após sua perda, mas temos o direito de seguir com nossas vidas, de encontrar significado para os nossos dias. A felicidade nunca foi um destino para minha alma, Alexia. O amor era mero conto de fadas em todos os meus dias passados. Na verdade, o amor era algo odioso e tenebroso quando enxergava quão frágil eu poderia ficar perante ele. Eu não me via com o direito de amar e me sentia apenas na obrigação de proteger aqueles que por sangue ou por desafortunado destino se ligaram ao meu caminho.

–– Eu me liguei ao seu caminho... –– sussurro enquanto me viro despreocupada de encontro ao homem que capturou minha alma. Nossos corpos nus e sem nenhum tipo de vergonha se tocam, minhas pernas entrelaçam confortáveis entre as suas e meus olhos o fitam com uma mistura de ternura, companheirismo e crescente desejo.

–– Você é meu caminho, minha respiração e minha vida, Alexia. –– ele diz enquanto me aperta ainda mais ao seu corpo firme e, com seus olhos escuros pela vontade e pelas sombras que se projetam na noite densa que se segue enquanto rumamos para casa, me beija ardorosamente.

Seu beijo é quente e firme, sua boca toma a minha com gula, seus lábios se moldam grosseiramente aos meus e sua língua desperta todos os meus sentidos ao sugar a minha e me por quente e desejosa em segundos. Um beijo tão forte e tão sensual não se perde enquanto mãos grandes se banqueteiam com meu corpo exposto para dar e receber o prazer da carne que tanto me fascinou e tanto me consome. Seus dedos experientes traçam um caminho sem volta por meus seios entumecidos pelo desejo e seguem com vontade para meu ventre, me tocando lentamente a alma até que ao ponto do desespero e apertada ao homem que perturba meus sentidos com tanto prazer, grito para que avance e me dê do fruto já conhecido do prazer. Ele ri ao soltar meus lábios dos seus, sua boca rosada e levemente inchada pelos beijos calorosos que se seguiram sem trégua, enquanto seus dedos novamente e com mais sofreguidão se apertam na loucura de um vai-e-vem que levanta labaredas de fogo em meu interior.

–– Tão linda... tão linda!... –– escuto a voz de Mikhail distante, mesmo que ao meu lado, enquanto sou carregada para tão próximo do infinito. Seus dedos são mágicos e velozes em minha necessidade ardente, seu corpo é caloroso e sensual, e seus lábios, após abandonarem desgostosamente minha boca esfomeada, caminham lentamente por meu pescoço, sugando e lambendo minha pele mais que sensível, me deixando ao ponto de implorar pelo gozo que se aglomera onde suas mãos seguem tocando.

–– Mikhail, eu vou... eu preciso... –– levanto com dificuldade as palavras sufocadas pelo prazer que me queima como sol.

–– Ainda não meu, amor! –– ele diz e, com todo abandono, deixa meu corpo abruptamente, me fazendo sentir vazia pelo rompimento tão repentino, mas que logo, e antes de qualquer queixa, é puxado e longamente preenchido. O choque inicial por ser tomada tão vigorosamente deixa o lugar para a diferente sensação de estar sobre seu corpo e poder, ao passo que os segundos passam, apreciar todo o controle que exerço.

–– Não fique envergonhada, Alexia. Não sabe como loucamente desejei realizar esta cena, quão loucamente sonhei em te colocar sobre mim e poder apreciar seu corpo se balançar em desespero, me montar com vontade e força. Vamos, minha bela amazona, faça de seu amado esposo o que bem entender, liberte seu prazer e se sinta confiante para angariá-lo. –– Mikhail diz enquanto lentamente se move sob mim, forçando meu corpo a acompanhar seu ritmo calmo e contínuo, me obrigando a balançar sobre ele até não mais segurar o calor que sobe e reanima meu sangue. Seu corpo sob o meu, seu abdome definido, suas braços fortes que se apoderam do meu quadril enquanto me movo, seus olhos brilhantes e o suor que se agrupa em seu belo e pálido rosto me deixam ainda mais eufórica e ainda mais necessitada pelas energias que saem de todos os poros e vão se agrupando entre nossos sexos, me fazendo balançar violentamente e me afundar cada vez mais nas amarras do orgasmo que explode, em ambos, como a mais pura felicidade.

Sinto o corpo do homem que amo se liberar e estremecer sob o meu enquanto banha meu interior com o fruto da nossa união tão desavergonhada e deliciosa. Sinto como meu corpo, meu sexo e meu coração recebem de bom grado seu gozo amortecido pelo meu próprio em uma sinfonia de cores e de, finalmente, a maior e maior liberdade. Fizemos sexo. Fizemos amor. Comemoramos a verdadeira liberdade com a forma mais livre, a expressão mais sincera do homem.

–– Eu te amo, minha doce Alexia! –– escuto a voz calma de Mikhail momentos depois, quando já estou confortavelmente instalada sob seu peito e com nossas respirações mais acomodadas.

–– Eu também te amo, meu Sr. Sombrio. –– sussurro languidamente ao me ajeitar ainda mais sobre seu peito firme e sentir o cheiro de sua pele me invadindo e me confortando no mais íntimo. –– Eu te amo!... –– termino para logo me deixar ser levada pelos braços de um Morfeu belo como um anjo, com olhos de um azul céu e cabelos do mais brilhoso negro. Um Morfeu conhecido e amado, um que graciosamente posso chamar de marido. 


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Sedução do PríncipeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora