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- Por que eu continuo pensando naquela mulher?

O rapaz murmura, o dia havia amanhecido e ele não conseguiu fechar os olhos, a cada vez que o fazia sua mente o levava a imagem da boca esculpida com um batom vermelho latente.

Salta da cama bufando, vestindo suas calças sem muita delicadeza.

- Eu não vou ficar mais nesse quarto pensando em uma desconhecida gostosa! Eu tenho trabalho a fazer.- Rosna vestindo sua camiseta e calçando os sapatos.

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Avril se estica na cama gigantesca com o sol da manhã aquecendo seu corpo. Ela sorri abrindo apenas um pouco das pálpebras olhando para o quarto. Suspira e senta na cama coçando a cabeça. Espreguiça ainda um pouco sonolenta.

Faz sua higiene pessoal e toma um banho morno.

Batidas na porta a fazem fechar o chuveiro e olhar para o interior do quarto.

- Quem é? - fecha o roupão enquanto seus passos deixavam um rastro pelo apartamento.

- Serviço de quarto.

Avril olha pelo olha mágico, vendo a mulher que segurava trêmula no carrinho.

Ela abre a porta e escora na porta, a vendo ser afastada com a arma na cabeça.

- Desculpe por isso. - o rapaz abaixa a arma e sorri forçadamente. Avril revira os olhos e começa a fechar a porta. Mas Henry coloca a mão a impedindo.

A garota arqueia a sobrancelha e Henry a olha receoso, Avril sorri, olha para a mão do rapaz e força a porta para fechar.

- Por acaso você é algum maníaco? - ela força a porta com as costas enquanto Henry empurrava do outro lado.

- Você não ia me escutar se fosse do modo fácil. - ele protesta retirando a mão e a porta fecha. - Maluca.

- Nem do fácil e nem do difícil. - Avril rosna se afastando da porta. - louco!

- Estou desesperado! Eu preciso de algo interessante para fazer ou vou enlouquecer. Eu imploro...

- E eu com isso? - Avril se afasta para voltar para seu banho.

Henry bufa e senta na porta do apartamento da garota, a camareira ja se foi aproveitando a briga dos dois jovens.

Avril termina seu banho, indo para o closet escolhe uma calça de couro e uma bota de cano curto da mesma cor. Veste uma regata azul celeste, faz uma maquiagem rápida e se perfuma. Ajeita os cabelos e avalia o gloss nos lábios.

Passando de novo pelo quarto ela desliza as mãos no criado mudo, pegando a pistola e ajeitando no cós da calça. Pega a bolsa que deixou em cima da mesa e coloca os óculos de sol. Ela abre a porta do apartamento e Henry desequilibra, caindo com a cabeça aos pés de Avril. Ela o olha sem expressão, e suspira pesadamente com descrença.

- Eu vou chamar a polícia se você não sair! - ela ameaça levantando o pé, mostrando a afiada ponta de sua bota e indica para o militar que era melhor se levantar.

- Eu posso te achar a onde você for! Não me importo de fazer isso o dia inteiro.- Henry murmura se levantando.

- Eu tenho cara de parque de diversões para ficar saciando tédio dos outros? - Avril fecha a porta empurrando com o ombro Henry que estava muito perto e tranca a fechadura. Ela o olha levantando os óculos de sol.

Apenas então ele consegue ver os finos riscos na cor ouro em meio ao azul que vão indo em direção as pupilas negras. Henry fica admirado com as íris e Avril as esconde novamente atrás dos óculos de sol e o dá as costas caminhando tranquila no corredor.

- Vai continuar parado ai? - Avril pergunta sem o olhar. - Se está em missão, oficial, por que não fazer aquilo que seu país te mandou fazer? Va se saciar com isso!

- Porque estranhamente também estou entediado com isso....

    Na verdade Henry estava sentindo pena de matar uma garota tão bonita.

    O elevador abre, ela entra e escora no fundo do elevador, Henry caminha por fim, as portas do elevador começam a se fechar e ele apressa o passo, fecha os olhos e bufa quando vê que não irá dar tempo, mas a garota estica a perna, impedindo a porta de se fechar. Henry arqueia a sobrancelha e entra no elevador.

- Por que segurou?

- Educação. Não te ensinaram isso em casa?

- Então, Avril...

- Eu já disse que não! Não me faça apelar para o lado extremo da coisa. Eu ja vou avisando... sou a mistura do temperamento dos meus pais, e você não vai querer ver o lado da minha mãe!

- Não tem ninguém pior que a minha!

     Avril ri debochada. E ela estava certa. Ela cobre a boca, escondendo o sorriso enquanto se lembrava do temperamento afiado e cru da mãe.

- Esse é o lado da sua mãe que você herdou?

- Não. Esse é o do meu pai. - Avril diz calma mostrando o sorriso e as portas do elevador se abrem na garagem. Ela destrava o carro e abre a porta, encara Henry sem expressão e entra no automóvel.

- Você é má! Eu implorei e nem assim para amolecer o seu coração... - Henry se escora no carro, olhando Avril pelo vidro fumê. Ela abaixa o vidro e sorri.

- Obrigada pelo elogio... - Ela da partida e Henry se afasta enfiando as mãos no bolso da calça.

Avril acelera sumindo das vistas de Henry.

O rapaz suspira, olhando para os sapatos.

- O modo difícil em, uma pena. Eu sou um bom ladrão além de um ótimo oficial. - Henry sussurra retirando a chave do apartamento de Avril do bolso da jaqueta.

Quando ela terminou de trancar a porta, guardou as chaves na bolsa, antes de deixa-la cair dentro do acessório, Henry já estava com os dedos infiltrados do outro lado da bolsa.

Ele olha para o chaveiro bonitinho e sorri lascivo.

- Vamos ver quem é você, gatinha.

    Henry chama o elevador de volta, no andar ele passa tranquilo pelas portas dos outros apartamentos, destrava com calma a porta e entra relaxado.

- Vamos lá herdeira de máfia... bom, dinheiro você tem...- Diz avaliando o apartamento digno de milhões de dolares. A cama ainda estava bagunçada. O casaco da noite anterior dependurado em uma cadeira.

Ele entra no quarto e abre o criado mudo, encontrando logo na primeira gaveta, armas e um envelope por baixo, pega e abre, arqueia a sobrancelha surpreso. Andando mais pelo cômodo, entra no banheiro onde encontra o telefone e o laptop dentro da banheira.

- Esperta... - ele sussurra e vai para a sala.

Pega o envelope e lê atentamente os dados nele contido. E relaxa no enorme sofá luxuoso. Ele tinha um plano para saciar o seu tédio. E seria brincar de gato e rato...

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Sabe com quem ta brincando não, né, filho?

Boa leitura!

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