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— Chefe, aqui estão os arquivos que pediu. – deixa dois arquivos na mesa.

O homem engravatado, olha fixamente para as fotos em cada arquivo detalhado sobre tudo da vida dos dois jovens.

Ele solta uma risada nasal e apluma o corpo.

— É interessante como o mundo brinca com algumas situações. – Comenta com sua voz rouca. Pegando primeiramente o arquivo com uma foto de Avril andando séria nas ruas. E depois pega o outro arquivo, com uma foto de Henry retirando o capacete e ajeitando os cabelos. Os colocando lado a lado, passa seu olhar de um para o outro.

— Foi todas as informações que conseguimos. – O subordinado diz um pouco temeroso.

— Henry W. Evans e Avril Bradson...  dois passarinhos que resolveram se aventurar um pouco fora de seus próprios ninhos.

— Eles vão dar trabalho...

    O homem solta uma breve risada debochada, baixa o suficiente para ser ouvida. Ele solta os arquivos na mesa e coça o cavanhaque, o mesmo possuía uma tatuagem no antebraço de uma caveira com rubis. Seus olhos azuis eram frios e distantes.
 
   — Sabe o que é mais interessante... – Pega quatro canetas de cor diferente em sua mesa e as colocam em pares separadas. – Azuis vs pretas... duas famílias muito diferentes, e não se misturam. Quatro cod-X que se casaram entre si e tiveram seus lindos filhinhos. Os criaram de acordo com seus estilos de vida muito diferentes. Será interessante, vê-los lidar com essa situação...

— Devemos ir atrás dos dois?

O homem fica em silêncio alisando a barba e nega.

— Ainda não. Eu quero ver o que vai dar. Quero vê-los se destruir nesse relacionamento que nunca vai dar certo, se depender dos pais. – o homem sorri ladino. – Finalmente depois de tantos anos, eu terei minha vingança daquela família.... eu estive esperando por muitos anos por isso.

***

— Argh! Minha cabeça...– Avril massageia a tempora que latejava.

   Seu rosto ainda estava levemente inchado pelo sono, a claridade era repugnante para seus olhos.

Ela ainda estava vestida com o vestido da noite passada, seus cabelos desgrenhados e maquiagem levemente borrada.

    Henry terminava que servir uma xícara de café e coloca no balcão sem precisar a olhar chegar na cozinha e sentar na baqueta e deitar sua cabeça sobre o mármore.

— Eu te odeio!  – ela balbucia estendendo a mão sem ânimo e pegando a caneca.

— Bom dia para você também, princesa. – Henry sorri ladino e abre o forno retirando um pão caseiro que havia acabado de ficar pronto.

    Avril concerta a postura, ainda com os olhos estreitos.

— Estou ficando envergonhada. Como você pode saber cozinhar e eu não?

Henry ri baixo, corta uma fatia, passa a manteiga que derrete e serve para a garota.

— Posso te ensinar o básico.

— Eu posso contratar você como meu cozinheiro temporário. – Avril murmura e bebe o café forte.

— Não. – Henry nega imediatamente com una expressão divertida. – Não posso lhe dar a chance de ter alguma desculpa para mandar em mim.

Avril se debruça novamente resmungando.

— Olhe o que você fez comigo... Minha cabeça parece que vai explodir.

— Eu não fiz isso com você. Você fez sozinha. Por minha conta, sua boca estaria dormente agora. – Henry brinca se escorando próximo a pia, com o pano de prato no ombro, braços cruzados frente ao corpo, e encarando Avril em péssimo estado.

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