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— Eu vou sair. _ Henry anunciou fechando um livro e suspirando pesadamente.

— A onde vai? Você viu todos esses livros para serem lidos?_ Jennie protestou.

Jhon pigarrateou, colocando um cobertor nos ombros de Avril que dormia exausta.

— Falem baixo! Tenho a observando, não tenho a visto dormir o suficiente desde a noite da briga na Colômbia...

Henry a olhou com carinho, tirou o livro das mãos dela e o fechou deixando na mesinha de centro. Saiu em silêncio, vestindo a jaqueta e colocando o capacete.

   O barulho do motor da moto fez Avril saltar da poltrona, calçando apressada os sapatos. Mathew estendeu as lentes de contato  castanhas e uma caixa.

   O grupo a encarava cética, percebendo a pressa em cada movimento, a observando colocar uma peruca loira cacheada. Ninguém entendia o que estava acontecendo.

— Com o óculos ou sem?_ ela perguntou a Matheus colocando seus óculos de leitura.

— Com eles! _ Mathew respondeu apressado. _ Troque o batom também. Coloque um nude!

***

Avril  disfarçou ao parar no sinaleiro, vendo a moto de Henry logo a frente. Ela dirigia um carro popular e mascava um chiclete descaradamente.

   Não demorou muito para Henry estacionar frente a um prédio. Avril pegou a bolsa no banco do passageiro e saiu apressada. Passando pelos seguranças sorriu, mostrando o crachá de secretaria.

Henry pegou um elevador, distraido em pensamentos, enquanto Avril se inturmou rapidamente com um grupo de mulheres onde perguntou sorrateiramente em qual andar ficava seu trabalho.

— É seu primeiro dia, não é?_ A ruiva que usava uma calça social e uma blusa branca decotada perguntou sem muito apresso.  Apontou para o elevador de empregados e Avril a seguiu.

—Sim! É meu primeiro dia.

— Quem a contratou?

— Sr. Willians Evans. _ Avril sorriu abertamente e a ruiva acenou não percebendo a farsa.

No último andar, chegaram a tempo de ver Henry entrando em sua sala. A ruiva apontou para a mesa vazia.

— Só apareça quando ele te chamar! Ele pode ser um tanto rude... Nada de bajulações e nem opiniões!

Avril concordou séria e a mulher acenou um boa sorte. Bateu na porta e esperou a permissão para entrar.

— Você andou sumido, Henry. _ Comentou se aproximando com uma papelada de baixo do braço, deixando a porta semi-aberta.

— Eu tenho outro emprego Dayse! Não se esqueça que eu sou muito ocupado! _ Henry disse rodando em sua poltrona e encarou a ruiva friamente. _ Essa papelada, acredito que seja para mim...

— Exatamente! Precisamos da sua permissão para uma missão do outro lado do mundo...

— Ah! Claro! Deixe ai e eu vou avaliar!

— E quanto a máfia dos Bradson?

— Ainda em resolução... _ Henry disse sem animação. _ Não podemos simplesmente extermina-los. Eles tem muita influência...

— Tudo bem. Eu vou a campo agora. Aliás... Sua nova ..

— Henry! Tudo bem cara? Ainda vivo?_ um homem negro exuberante entrou. Era alto de ombros largos e fortes e um sorriso impecável.

— George, felizmente me encontro vivo...

— Eu preciso ir! Vejo vocês depois. _ Daisy acenou saindo e ambos os homens a observaram ir.

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