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— Onde... – Avril revira as gavetas, da penteadeira apressada. – Esse batom não pode ter sumido assim do nada!

Ela bufa irritada, se olha no espelho e arqueia a sobrancelha.

— Seu desgraçado! – vai aumentando o tom de voz progressivamente —Ladrazinho filho de uma...

    Ela grita e chuta a cadeira da penteadeira.

   Ela pega outro batom com ódio, e passa nos lábios com desgosto. Pega sua bolsa e o casaco e sai em passos duros, com um olhar mortal.

— Eu juro que eu te mato, Henry se voltar a cruzar meu caminho!

     Sai batendo a porta da sala. Destrava o Porshe, jogando tudo no banco do passageiro.

Na porta da boate Maick ja a esperava, ela desce jogando a chave do carro para o manobrista.

— Gostei desse batom nud...– Maick comenta e com um olhar ríspido da garota, se cala imediatamente.

Avril chama o elevador da boate de três andares, Maick se põem ao seu lado mais três seguranças. No último andar, o grupo que a esperava ficaram tensos imediatamente ao ver o olhar nada amigável da garota. Todos que tratavam de assuntos com os Bradson, sabiam de seu enorme império e de como podia ser perigoso os frustrar ou procurar briga.

O homem vestido de um terno social azul escuro se põem de pé ajeitando o blazer.

— Senhorita Bradson. – Ele a comprimenta estendendo a mão e beijando a mão da garota com recado. – Está divina.

— Obrigada Sr. Doublers. – Avril diz séria tomando seu lugar na poltrona carmim e cruzando as pernas elegantemente. – Vamos direto ao assunto, por favor.

O homem concorda voltando a se sentar.

— Queremos negociar um carregamento no valor de 1 bilhão. – Ele coloca a pasta em cima da mesa de centro. Maick se aproxima se colocando  ainda de pé, ao lado da poltrona de Avril.

Ela abre o objeto, e começa a ler atentamente o pedido.

***

— Eu quero que seja tomada as providências para o carregamento. Ele deve ser feito nas docas as 3 da manhã. – Avril retira o casaco e entrega para um de seus subordinados.

    O galpão cheio de homens armados em silêncio, escutavam atentamente as ordens se sua chefe.

— Quantos homens para a medida protetiva do embarque? – Outro pergunta e Ashy encara Maick.

— Não precisa ficar me consultando por coisas assim, Avril. Você sabe quantos precisam. Seus pais lhe ensinaram tudo. Não precisa ter medo de errar quando se tem a resposta certa. – Maick sussurra para que apenas ela o escutasse.

— Tem razão. É que no início parece que um único deslize e tudo irá pelo ralo... – ela diz massageando o pescoço. – E mamãe não erra... 

   A blusa de gola alta branca escondia os hematomas em seu pescoço.

— Estou aqui para te auxiliar, Avril. Eu te corrigirei se for necessário. – Maick ja com todos os seus fios brancos da cabeça, sorri amigável.

— Quero 20 homens no cais para proteção e 10 responsáveis pela mercadoria. – Avril diz convicta. – Eu quero saber de cada detalhe desse acordo!

— Sim, chefe! – Os homens respondem alto e Avril entra para sua sala.

— Maick, preciso de um favor.

— Diga.

— Eu quero que encontre o melhor ladrão entre meus homens, que me ensine agora mesmo a arte de roubar.

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