Seus passos eram decididos, seus saltos ecoavam contra o concreto. As meias escuras traziam a sensualidade e a elegância a sua belíssima aparência. O sobretudo cinza chumbo aplicava o clima gélido da madrugada no porto.
— Está tudo em ordem? – Avril pergunta avaliando o enorme contêiner sendo colocado a bordo de um navio.
— Sim, senhorita. A mercadoria foi conferida duas vezes para não haver falhas ou desculpas. Está tudo no relatório. Cada arma foi numerada e tirada uma foto para que não haja qualquer pretexto. – um subordinado responde tranquilo, abaixando o fuzil diante de sua chefe.
— Qual é a estimativa de tempo para terminarem o carregamento? – Afaga os braços pelo vento frio que soprou com força.
— Pelo menos mais 10 minutos, se não houver incômodos. – Outro responde e Avril suspira pesadamente.
— A guarda-costeira?
— Nenhum sinal deles essa noite.
— Fiquem alertas. – Ela se retira em passos rápidos e volta para o carro.
Fechando a porta, observa agora protegida contra o frio, a mercadoria ser embarcada.
Busca o telefone no bolso do sobretudo e disca o número do cliente.
— Sua mercadoria embarcou. Faremos escolta a fronteira. Depois disso a responsabilidade não é mais nossa. – Avril diz áspera emanando firmeza.
— Foi um prazer fazer negócios com a senhorita.
— Eu digo o mesmo. – Avril desliga sem delongas e guarda o telefone. Um de seus subordinados se aproxima em passos rápidos e ela abaixa o vidro do carro. – O que foi?
— A guarda está fazendo a ronda. Eles vão querer parar o navio e revistar a carga se nos encontrar aqui.
Avril fica séria e sai do carro com agilidade.
— Liguem a lancha. Me levem para o Yate imediatamente!
— Senhorita, pode ser suspeito estar a essa hora em alto mar.
— Apenas faça o que mando. – Ela sussurra. O homem acena positivamente e corre para a lancha, quando ela chega ao transporte, ja ligado. Seu subordinado acelera, enquanto ela aperta o casaco ao redor do corpo.
Sobe a bordo do Yate, retira o casaco rapidamente e se serve de uma taça de espumante.
— Vá para um dos quartos! – ela ordena para o homem que faz imediatamente.
Ela se escora na borda do barco, enquanto sua pele arrepia bruscamente pelo frio.
Não demorou muito para uma lancha ancorar ao lado de seu barco.
— Boa noite, senhorita. – O homem diz e Avril acena tranquila e sorri.
— A que devo a visita?
— A senhora tem permissão para navegar neste horário?
Avril sorri ladino, fingindo uma leve tristeza.
— O senhor pode me informar as horas?
O homem olha no relógio de pulso.
— 3:15 da manhã.
Avril suspira abatida.
— Aquele canalha... me prometeu que viria para comemorarmos meu aniversário... – Ela diz chorosa.
— Eu sinto muito... ele é um idiota por deixar uma dama tão bonita esperando.
Avril sorri triste.
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Decodificação
RandomLivro 4 - Assumindo por fim sua responsabilidade com a máfia, Avril, filha de Marco e Ashley, terá que lidar com assuntos de "gente grande". Ela foi treinada para ser uma mulher forte e inteligente, capacitada para lidar com a máfia e com qualquer s...
