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Uma sessão de golpes faziam Isis desviar, ela se jogou no chão antes de um tiro cortar o ar, quase a acertando. A garota se escondeu na escuridão da floresta, olhando por cima do ombro procurando por uma boa visão de Ray que também havia se escondido.

O militar aposentado não era o melhor em combate, mas sua ótimo pontaria certeira era o que o fez se destacar um dia como um sniper de prestígio.

O homem também se escora em uma árvore ofegante.

— Estou ficando velho... _ sussurra fechando os olhos e respirando fundo por um segundo.

A esculta em seu ouvido lhe da coordenadas que de havia outros por perto.

***

Jackie atira sem piedade, Jennie se encolhe quando a bolinha acerta o concreto da parede, o velho beco dos alojamentos estava escuro o suficiente para que ele não pudesse ver exatamente onde ela estava, mas com a experiência de combate do militar, era difícil de engana-lo.

Jennie murmura, segurando com mais firmeza o fuzil em suas mãos, encolhida, pega um chip e o deixa em um canto, e ainda abaixada tenta sair do beco para adquirir uma nova posição de combate.

Jackie não a seguiu, pois recebeu coordenadas de que ainda havia alguém fazendo cobertura no beco.

***

— Vamos lá Apollo! Faz aquilo que você sabe fazer de melhor!_ O próprio sussurrava enquanto corria ofegante para a floresta atrás da base.

Apollo nunca foi o melhor fuzileiro, ele se sentia inteligente de mais, porém sabia de suas limitações. Em todos os anos no exército, nunca se acostumou com o barulho ensurdecedor de um rifle, ou com a aparência do sangue que fazia seu estômago revirar. Sempre preferiu os trabalhos complexos de estratégia ou ao lado de Nick e Stuart com os radares e hackear. Era mais seguro do que ficar como um louco em meio de um tiroteio sem fim.

— Eu estou velho de mais para isso! Chega de treinamentos! _ resmungou parando para recuperar o fôlego.

Aplumou o corpo para voltar a correr, chegou a levantar a perna para um passo quando seus olhos captaram, escorada em uma árvore, uma garota de olhos azuis que aproveitava a luz da lua em silêncio, olhando fixamente para o satélite natural da terra.

— Parece que meu palpite foi certeiro...

— Hey! Ninguém tem o direito de descobrir meus planos de fulga! _ seu protesto fez Avril sorrir tranquilamente.

O barulho do fuzil devido carregado fez Avril se mover sem pressa, escondendo atrás do tronco. A bala atingiu a árvore. Apollo carregou outra, atento a tudo ao seu redor. Sua mente seguia os passos de Avril, ele sabia onde ela estaria. Atirou, mas não houve barulho, apenas Avril quieta escondida atrás de outra árvore.

— Silênciosa como um fantasma! Gostei! Posso estar velho, mas minha mente ainda é boa para acompanhar você!

O vulto rápido o fez se calar, suas mãos ficaram tensas, ele sorriu, sabia que era apenas um jogo, não tinha o que temer, bom, até o barulho do gatilho ecoar em sonoridade diferente de um air soft.

— Você não faria isso, faria? _ Apollo se virou vagarosamente, encarando o olhar frio da mulher logo atrás dele com uma glock verdadeira apontada para ele.

— Quer pagar para descobrir? Posso alegar que foi acidental, que me confundi nas armas ... _ Avril revirou os olhos e Apollo engoliu em seco. Ela era realmente filha da Ashley, então, sim, teria coragem.

— Tudo bem! Eu me rendo! _ Apollo abaixou amigavelmente o fuzil e Avril levantou o outro braço e disparou.

A bolinha de air soft acertou o colete e ela sorriu ladino.

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