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— Oi pai. – Ela fecha a porta do quarto.

— Ocupada?

— Estava no banho. Consegui resolver aquele assunto...

— Queria me desculpar por exigir isso de você, Avril. Há muito tempo não tinha um tempo exclusivo com sua mãe... E ela estava preocupada se você conseguiria lidar com isso. – Marco suspira pesadamente vendo Ashy dormir tranquilamente.

— Eu entendo. Mas tem de ser mais paciente comigo, ainda sou inexperiente... – Avril senta na cama e abraça as pernas.

— Eu também era. Assumi a máfia com  muito novo, filha. No início parecia que um erro meu colocaria tudo a perder. Eu apenas queria me desculpar por ter sido ríspido e impaciente com você. Deve estar se sentindo pressionada.

— Está tudo bem. Apenas foi muito difícil conciliar tudo em apenas um dia! Como você fazia, com a empresa e máfia?

— Não fazia. Eu tinha vários secretários para a empresa, mas na máfia é diferente. Se deixar outros resolverem por você, acaba perdendo o controle de tudo. Mas ainda bem que eu encontrei sua mãe...

Avril sorri e boceja.

— Quando vocês voltarem de viagem nós conversamos tranquilamente. – Avril escuta a porta do apartamento abrir e fechar. – Eu preciso dormir. Boa noite pai! Te amo. – Ela desliga e deixa o telefone na cama.

— Você tem uma coleção interessante na garagem...– Henry comenta tranquilo e Avril concorda.

— Eu gostei da sua moto. Vou preparar seu quarto...

— Você não terminou de comer...

Avril alisa os cabelos para trás e escora no corredor.

— Eu não sei mais por onde começar. Eu vou comer, não se preocupe. Vem, vou te mostrar seu quarto.

   Henry a segue, a garota  abre a porta do  quarto de hóspedes trabalhafo em branco e creme. Ela aponta para a suíte.

— Tem toalhas e tudo que precisar para tomar banho.

— Certo. Obrigado! – Henry diz receoso e Avril sai do cômodo.

Ele retira a camiseta e entra no banheiro.

Avril troca de roupa, usando uma camiseta branca longa e um short curto de seda. Ela esquenta a comida no microondas e leva para o escritório. Por mais que quisesse dormir ainda tinha um assunto para resolver.

Ela deixa a comida em cima da escrivaninha, digita rapidamente no computador que inicia a procura de dados. Sai do cômodo voltando para o quarto de Henry.

Avril termina de trocar os lençóis da cama. Ajeita a coberta e os travesseiros. Henry sai do banho, com a toalha enrolada no quadril e outra tirando o excesso de água dos cabelos.

— Tomar banho deveria ser a ordem sagrada depois de um longo dia...– Henry sussurra.

   A garota olha de relance e volta a olhar de novo incrédula. Sua barriga esfria e suas mãos suam, ao ver o peitoral definido, a tatuagem estava mais visível nos braços  fortes sem parte da camiseta para encobri-la.

   Ela engole em seco e volta sua atenção para os lençóis. 

— Pode deixar que eu mesmo arrumo. – Henry se aproxima pegando no cobertor e Avril solta, sai do quarto apressada e fecha a porta. Henry sorri ladino. – Acha que não vi suas bochechas ficarem vermelhas...

Ela bate no rosto alguns tapas.

— Foco Avril... foco!

   Senta em sua cadeira e coloca os óculos,  avalia as informações enquanto comia. Ela fica séria enquanto lia atentamente.

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