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     Avril abre a bolsa para pegar sua carteira, seus olhos automaticamente dão falta de um objeto em particular. Ela retira a carteira e levanta o olhar frio para a balconista.

    Retira o cartão vinculado a conta do pai  e entrega para a mulher.

" Teremos dois defuntos hoje..."

   A balconista devolve o cartão, Avril guarda de volta na bolsa e pega sua sacola com um novo laptop e telefone.

    Sai da loja em passos duros, suas compras teriam que esperar. Ela coloca a sacola no banco do passageiro do carro, e da partida no motor.

***

Para de frente a porta, encarando o número gravado a cima do portal, ela olha para a maçaneta com um olhar mortal, e o suaviza instantaneamente.

Abre a porta, revelando sua imagem tranquila.

Henry arqueia a sobrancelha, vendo a sacola com a marca tecnológica cara gravada. Além disso, Avril não expressou nenhum incômodo ou surpresa ao ve-lo sentando confortável em seu sofá.

Ela passa diretamente para o quarto, o solado vermelho de suas botas é refletido no piso. Ela se joga na cama, deitando tranquila de barriga para baixo e pernas balançando no ar.

Retira o telefone da sacola, desfazendo o lacre e abrindo a caixa. Ela inicia o objeto e o coloca na tomada. Faz o mesmo com o computador  e suspira apressada.

Henry arqueia a sobrancelha, ele vem em passos receosos até a porta do quarto e se escora no portal, olhando para a garota sacudindo suas botas como se estivesse feliz com algo.

Ela desliza para fora, o ignorando e indo para o closet. Senta-se no puff, e retira as botas e as guarda perfeitamente alinhadas na prateleira imensa de sapatos.

— Não vai dizer nada? – sussurra incomodado.

   Avril continua em silêncio, ela volta para o quarto amarrando os cabelos. Vendo a tela do computador ligado, digita rapidamente algo.

— Usuário confirmando. Bem-vinda Senhorita A. Bradson. – O computador responde e começa a  restaurar arquivos.

— Você é algum tipo de nerd tecnológica? – Henry solta uma risada nasal debochada.

— Você vai descobrir quem eu sou.

— Bradson, hum... esse sobrenome me parece familiar de algum lugar. – Henry provoca sarcástico.

Avril suspira pesadamente. E faz a pesquisa no google sobre sua família.e deixa a viz robótica do google ler a pesquisa.

— Os Bradson... – O telefone inicia uma ficha detalhada sobre os membros da família e sobre o atual patrimônio dos Bradson. – Henry fica claramente incomodando com o eletrônico que não parava de falar.

Nada sobre a máfia foi citado. Mas não era necessário ja que ele sabia.

   Enquanto Henry prestava atenção, Avril abriu a gaveta do criado mudo lentamente, conferindo com um olhar de relance a adaga de prata da mãe. Usar sua pistola não séria uma boa ideia, ja que o apartamento não era a prova de som. Ela desliza os dedos dentro da gaveta, puxando a lâmina vagarosamente para fora.

Ela sorri, segurando com firmeza o cabo da adaga, a proferindo horizontalmente um corte no ar que fez Henry se afastar no susto.

Ele ri surpreso abanando o dedo indicador.

— Boa tentativa, mas vai precisar mais do que isso para...

    Avril grava a adaga na porta, e se lança com seu próprio corpo em cima de Henry, o agarrando na cintura e o fazendo desequilibrar e ir ão chão. Ela cai por cima, mas Henry rola para o lado. Se recompõe de pé, pegando a faca na porta.

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