Henry suspirou pesadamente subindo na moto, Vanessa surgiu ao seu lado com um sorriso debochado.
- Chefinho, eu quero um aumento!
- Chefinho? Vanessa, você começou essa semana e ja quer um aumento.
- Ora, eu mantenho você longe de problemas a mando da minha chefinha! Eu mais do que mereço!
- Tudo bem! Vou pensar a respeito. Vá para casa em segurança, Vanessa!
- Obrigada. Boa noite Henry!
- Boa noite! . _ Henry sorriu abatido pelo cansaço e colocou o capacete. A Esperou tomar um táxi para sair também.
Dirigia devagar, esfriando a cabeça, ja havia se passado mais um dia sem informações de Avril e ele começava a ficar preocupado com ela. Ashley também não deu sinais de vida, nem mesmo sabia se ela estava na Colômbia ou ainda em Nova York. Não recebeu as ligações diárias de Jason animado contando sobre seu treinamento ou outros tipos de aprendizado e isso estava o deixando preocupado, se algo estava acontecendo por de baixo dos lençóis.
Faróis altos o cegou, ele piscou os faróis da moto oedindo para o motorista reduzir o brilho. A luz estava mais forte em sua direção e o impacto foi seco o suficiente para faze-lo rolar pelo asfalto fora de sua moto. Sua cabeça latejava e algo molhado banhava seu rosto.
Sua moto com certeza não teria concerto. Levantou a cabeça, olhou através dos faróis, vendo o vulto curvilineo se aproximar, e o barulho dos saltos ecoando no asfalto.
- Avril... _ sua voz mal saiu de seus lábios, quando a viu se abaixar em cima dos calcanhares.
- Desculpe por isso... Tentei ser o mais gentil possível. Eu preciso te levar agora... Minha mãe precisa salvar nosso filho! _ Ela sussurrou colocando um pano branco no nariz de Henry que perdeu s consciência em segundos.
Avril sentiu agonia ao vê-lo desacordado. Mas não podia fraquejar ou Edgar desconfiaria e todo o plano iria falhar. Além disso, Avril sabia que Ashley só iria tirar Jason das mãos do sequestrador, quando tivesse garantia que nem ela e nem Henry pagariam por um erro.
***
Um murmurio quase inaudível preenche o silêncio absoluto do quarto. Henry levanta a cabeça devagar, sentia cada pedacinho de seu corpo protestar contra seus míseros movimentos. Mantendo seus olhos fechados pelas ondas de vertigem, ele ainda podia sentir o gosto metálico e ácido do sangue em sua boca.
A ânsia parece lhe consumir, mas controlando a respiração consegue aliviar a sensação de vômito contra sua garganta.
Abre os olhos devagar, o mundo ainda estava girando, suas mãos fazem o que pode para ajuda-lo a sentar naquele chão frio. Alisa os cabelos para trás que estão ásperos. Respira fundo e volta abrir os olhos, olha para a janela fechada a sua frente, as cortinas brancas impedindo suavemente a claridade. Olha para a enorme cama posta com edredons limpos. E ao virar a cabeça para sua direita, prende a respiração como se tivesse visto um fantasma, sentada na poltrona o observando com o olhar vigilante, descalço e cabelos soltos levemente desgrenhados. Avril parecia tranquila.
- Como se sente?
- Como se um caminhão tivesse passado por cima de mim. Onde estamos?
Avril desvia o olhar para a janela, o som das ondas na praia da ilha podiam ser ouvidas do cômodo.
Henry tinha um corte no lábio, um na testa bem próximo ao cabelos e seus braços roxos e esfolados.
Henry desvia a atenção para a janela, se esforçando para se manter de pé, cambaleando até a janela, onde espalma as mãos e observa a propriedade cercada pelo oceano.
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RandomLivro 4 - Assumindo por fim sua responsabilidade com a máfia, Avril, filha de Marco e Ashley, terá que lidar com assuntos de "gente grande". Ela foi treinada para ser uma mulher forte e inteligente, capacitada para lidar com a máfia e com qualquer s...
