— Seus pais? Porque o teste consiste em conhecer o seus pais? _ Henry pigarrateia ajeitando o corpo e avaliando sua vestimenta se estava boa o suficiente.
Avril esconde o sorriso ladino, coça a nuca e suspira.
— Teste de coragem.
— E o que devo dizer a eles?
Abril pensa, batendo o indicador no queixo.
— Hum... Deixe-me ver...
— Pense rápido então ou direi que quero sua mão em casamento._ Henry brinca e Avril o lança um olhar mortal.
— Quer mesmo morrer pelo que vejo...
— O que? Não gostou da ideia?
— Detestavel. _ murmura sentindo o telefone vibrar no colo. Ela atende apressada e séria. _ Sim... Okay. Vou para casa então. Obrigada por avisar. _ Desliga e suspira. _ Seu teste de coragem foi adiado.
— O que aconteceu?
— A reunião foi adiada.
— Reunião?
— Quando coisas assim acontecem, coisas com envolvimento político, escândalos... Minha família se reúne e discutimos se há a necessidade de entrarmos em resguardo. Sumimos da mídia, dos paparazzis e só aparecemos fazendo coisas normais de família. Isso ajuda a proteger a integridade e o nome dos Bradson.
— Interessante organização familiar... _ Henry comenta impressionado.
— Alejandro, toque para o apartamento. _ Avril diz para o motorista que concorda.
— Agora que percebi que você não está dirigindo. Isso é raridade...
— Resguardo grau 1. _ Avril sussurra digitando. _ Eu sumi durante três dias inerte nesse assunto e ser vista desacompanhada é ruim e suspeitoso.
— E não vai ser ruim ser fotografada comigo?
— Não. Eles ja estão acostumados a me ver cercada de homens.
Henry arqueia a sobrancelha intrigado com tal comentário. O motorista estaciona na garagem no prédio e desce apressado abrindo a porta para Avril. Logo atrás, outro subordinado da garota estaciona a moto de Henry.
— Bela moto._ Comenta entregando as chaves e o capacete.
Avril chama o elevador e Henry olha para a chave na mão e depois para a garota que usava um vestido azul royal aveludado de alças finas. O comprimento do vestido escondia o ferimento na coxa.
" Vai se acovardar agora? Ela ia te levar para conhecer os pais..."
Ele enfia a chave da moto no bolso e leva o capacete, parando ao lado de Avril enquanto esperavam o elevador.
— Vai visitar alguém?
— Sim.
— Quem?
— Você.
— Não estou recebendo visitas.
— Que descortês. Foi essa a educação que te deram? Você era mais educada quando nos conhecemos.
Avril suspira pesadamente quando o elevador chega. Ela entra primeiro e permanece em silêncio. Henry olha de relance para a expressão séria e olhos fixos na tela, ela estava evitando contato visual, mexendo em coisas aleatórias no telefone.
— O que achou da minha farda.
— Normal. Um soldado normal.
" Merda. Porque esse assunto agora? Eu evitei contato visual, como ele sabe que eu olhei? Droga, ele realmente fica charmoso no uniforme."
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Decodificação
RandomLivro 4 - Assumindo por fim sua responsabilidade com a máfia, Avril, filha de Marco e Ashley, terá que lidar com assuntos de "gente grande". Ela foi treinada para ser uma mulher forte e inteligente, capacitada para lidar com a máfia e com qualquer s...
