Avril encarava as ondas que tinham fim na praia, restando apenas a espuma, o pôr do sol deslumbrante no oceano prendia a atenção do casal que se mantinha em silêncio ja há algum tempo.
— Vamos voltar. Ja está quase na hora do jantar. Estou faminta.
— Esse é o pôr do sol mais bonito que ja vi...
Ao olhar para o lado, percebe que Avril não está mais lá. Henry percorre seus olhos nas pegadas na areia que levavam a Avril voltando para o carro, segurando uma mecha do cabelo devido ao vento que levava seus cabelos a balançarem junto ao ar com sutileza e beleza.
— Eu amo você.
Avril ao ouvir, o olha por cima do ombro, o encarando com tranquilidade, deixa um sorriso singelo surgir em seus lábios e volta sua atenção para o carro.
— Vamos logo! Eu ainda tenho assuntos para resolver hoje a noite. _ Ela diz calma entrando no carro.
Henry corre sorridente até a Ferrari e entra no banco saltando a porta, tirando uma risadinha de Avril.
O caminho de volta foi tranquilo, com o vento frio de início de noite os atingindo com força. A tensão havia se dissipado. Avril troca de marcha, apesar das ruas estarem movimentadas naquele horário, ela acelera, pilotando a cima do permitido. Henry observa a faixa ser desocupada rapidamente pelos carros que estavam a frente.
Mathew tinha razão mais uma vez. Henry observava tranquilo aquela cena, refletindo em como era surpreendente esse tipo de comportamento das pessoas. E por um momento se pegou invejando, quando mandado em missão, as pessoas não o recebiam daquela forma. Isso era raridade, geralmente ele era recebido em um tiroteio ou no meio de uma guerra civil que não parecia ter fim.
Avril estaciona diante ao portão blindado que vai abrindo devagar por um guarda armado. Ela observa rapidamente a movimentação, e não foi preciso de muito mais tempo para querer engatar a ré e tirar Henry dali. Seus músculos travaram tensos, enquanto seus olhos estavam focados em um par de azuis gelo na frente do chafariz.
— Merda! _ o murmurio fez Henry aplumar o corpo que estava relaxado e a olhar de relance. Ela abre o porta luva, puxando uma glock e guardando no cós da bermuda. Abre a porta do carro, e desce apressada. _ Fica no carro! Entendeu? _ o rosnado saiu mais agressivo do que poderia imaginar e se pegou assustada com isso.
Um passo de Ashley foi preciso para três da filha.
— Eu posso explicar! _ Avril diz mas o silêncio de Ashy faz seu estômago congelar.
Sentado a borda do chafariz de braços cruzados, Marco observava o carro, ou melhor Henry que não se conteve e saiu.
— Fica na merda do carro! _ Avril se virou para gritar furiosa, mas Henry colocou as mãos no bolso da calça jeans ainda molhada e veio andando sem pressa.
Marco o encarou mortalmente, mas Henry não se importou, e quando parou ao lado de Avril, dois homens armados o derrubaram, o jogando no chão e o mantendo ajoelhado com armas apontadas na cabeça.
— Para com isso! ME DEIXA EXPLICAR! _ Avril pede mas Mathew a afasta de Henry.
Ashy não desviava o olhar frio da filha. Os irmãos não tinham ordens para sair de casa, e todos os quatro observavam aflitos a situação.
— Me solta Mathew! É UMA ORDEM!
Mathew não teve escolha a não ser solta-la. E rapidamente, Avril sacou a pistola apontando para a mãe, mantendo o mesmo olhar frio que ambas se encaravam.
—Vai apontar uma arma para sua mãe? _ Ashy sussurra com deboche e Avril carrega uma bala.
— Solta ele!
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DiversosLivro 4 - Assumindo por fim sua responsabilidade com a máfia, Avril, filha de Marco e Ashley, terá que lidar com assuntos de "gente grande". Ela foi treinada para ser uma mulher forte e inteligente, capacitada para lidar com a máfia e com qualquer s...
