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- Mathew, eu preciso de um favor. _ Henry veio na direção do gangster que apreciava o café da manhã observando as montanhas.

- Toda vez que você me pede um favor, eu acabo em confusão.

- Esse é diferente. É uma coisa boa! Eu preciso ir para Nova York, mas não posso deixar Avril ficar sabendo.

- Impossível!

- Qual é, Mathew?! Uma ajudinha!

- Não! Estou fora!

- Tsc!_ Henry olhou de baixo acima do gangster com escárnio. _ Chato!

Henry precisa de ajuda para por seu plano em prática. Marco saiu da casa espreguiçando, encarando a paisagem.

- Querido sogro, preciso de sua ajuda!

- Para o que necessáriamente?_ Marco arqueou a sobrancelha, enfiando as mãos no bolso da calça de moletom.

- Eu preciso pedir a Avril em casamento.

- Achei que ja tinha o feito.

- É! Eu fiz... Mas quero fazer direito! Você ja olhou para sua filha? Ela não tem cara de quem vai se conformar com palavras!

- Você está inseguro, Henry? Se estiver, desista da minha filha. Ela não é para covardes!

Henry ficou em silêncio e com a ajuda das muletas se afastou murmurando.

- Quem poderia me ajudar? Já sei ... _ Henry riu baixo maquiavélico._ Jason!

A criança veio correndo, saido de algum lugar que era um mistério, parou diante do pai e bateu continência.

- Sim, senhor!

- Preciso da sua ajuda. Você vai ajudar o papai?

- Claro! O que preciso fazer?

- Missão de espionagem e coleta de informações...

- Legal!

***

- Vamos lá, Avril. Escolha um estilo de vestido! _ Marco insistiu e a filha torceu a cara em rebeldia.

- Não vou usar um vestido branco e nem me casar na igreja! Isso não faz sentido, pai! Eu não sou virgem, tive um filho antes do casamento, eu sou da máfia e fora outras coisas. Além disso, o Henry vai ser dado como morto!

- Então basicamente a noiva está indo contra tudo do dia da noiva..._ Beatrice riu.

Jason veio correndo e se jogou no colo da mãe.

- Mamãe, mamãe...

Avril sorriu carinhosa

- Sim querido!

- Jason, qual vestido é mais bonito? Ajude sua mãe a escolher um! _ Marco estendeu o telefone mostrando um catálogo.

O pequeno pegou o aparelho, passou cada página pensativo e devolveu.

- Nenhum dele combina com a mamãe! Ela tem que usar um vestido de princesa. Ela é uma princesa, o papai sempre diz que ela é uma princesa!

Beatrice sorriu contra a xícara de café.

- Vamos lá Avril, é só um vestido. Vai ser um dia especial. Até Jason está animado.

- Eu vou pensar a respeito...

- Mãe, posso jogar aquele jogo do seu telefone?

Avril concordou.

- Só um pouco. Está no quarto junto da minha mala.

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