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Gavião:
Estava viajando para outro estado e tudo isso para comemorar o aniversário da Heloísa e da outra lá. A sorte é que eu não sou procurado.
Entrei no avião e fui até a minha poltrona, comprei logo a do lado da Helena. A filha da puta fica me negando voz no bagulho e até parou de ir para o morro.
Mas já coloquei na minha cabeça que vou pegar ela e só vou sossegar quando isso se realizar. A cena dela só de biquíni na minha frente ainda não saiu da minha mente. E muito menos dela rebolando com um vestido curto pra caralho no dia do baile.
A mente me sabota pensando em como essa diaba deve ser na cama.
Ajeitei o boné na cabeça, fui até minha poltrona, que era ao lado da janela, e sentei ao lado dela, vendo ela me encarar e desviar o olhar ainda sério. Ela estava brava porque a mala tinha quebrado e ela teve que ir ao shopping comprar outra em cima da hora.
Gavião: Falar com os outros é bom, pô - olhei para ela de canto.
Helena: Oi - murmurou - se for vir de gracinha, pode parar.
Gavião: Rum - olhei para ela - tá emocionada? Só falei que é bom falar com os outros. - Fui com meu olhar até a marquinha dela.
Helena: Tá bom então, Gavião - estreitei os olhos para ela e fiquei quieto na minha.
Olhei para o corredor, vendo o povo entrando ainda, e olhei para o outro lado, vendo a Heloísa e mais duas amigas nas outras poltronas. Um Velho veio e sentou ao lado da Helena, olhando sorrindo para ela, que sorriu de volta. Assim que todo mundo entrou, a comissária começou a falar umas coisas e encarei-a, vendo que era gostosinha.
Quando o avião decolou, deitei minha cabeça na poltrona e baixei o boné no rosto, vê se dormia. Quando achei que ia dormir, senti a poltrona começar a se mexer e respirei fundo, virando mais para o lado. Foi quando senti uma mão segurar meu braço.
Tirei o boné do rosto e encarei a Helena, que segurava meu braço e estava com o rosto de medo. Fiquei sério e olhei para o velho ao lado dela, que, quando viu meu olhar, desviou.
Gavião: Qual foi? - perguntei, e ela negou com a cabeça, se aproximando mais.
Helena: Ele tá se aproximando muito e estava colocando a mão perto da minha perna - sussurrou, e olhei para o velho de novo, que agora fingia dormir.
Levantei da poltrona, e ela olhou assustada.
Gavião: Passa para o outro lado - mandei para ela ir para a poltrona que eu estava, e ela levantou e sentou - quero ver esse filho da puta vir se encostar em mim também.
Falei para geral escutar mesmo, e alguns até olharam na minha direção. Já o velho se remexeu e fingiu continuar dormindo. Sentei na poltrona, agora ficando no meio, e continuei sério, sentindo a Helena me encarar.
Helena: Obrigada - neguei com a cabeça, e ela suspirou fundo e se abraçou.
Gavião: Qual foi?
Helena: Tô com frio. Esqueci de pegar minha jaqueta. - estalei a língua e neguei.
Gavião: Burrinha também. - peguei meu celular e entrei no Instagram, vendo que o primeiro story em cima era dela.
Cliquei na bolinha e fui passando, vendo que o último post dela foi no shopping, quando foi comprar a mala.
Gavião: Essa tua tatuagem de folhas é o quê? - encarei-a, que levantou o olhar na minha direção e depois olhou para a tatuagem na mão, fazendo careta.
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Lágrimas de ilusão.
Fiksi PenggemarNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
