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Helena:

Gavião: Que isso? – perguntou, e eu olhei pra ele, que estava tirando uma folha da minha caixinha.

Helena: Não sei. O que é? – me aproximei, e ele virou a folha na minha direção. – Ah, isso... – sorri de lado, me sentando na cama.

Gavião: Quando você escreveu isso? – olhou pra folha de novo, depois me encarou.

Helena: Um dia antes do chá revelação. Eu não sabia se seria menino ou menina, então resolvi escrever uma carta pra cada. – falei, e ele riu. – Não ri, eu estava ansiosa.

Gavião: Você fez a carta pra Julinha e veio o Kauã. – negou com a cabeça e eu dei risada, empurrando-o de leve.

Helena: Eu guardei as duas. – ele continuou rindo. – E quando a Julinha vier, eu não vou nem precisar escrever outra. Já vai ter essa.

Gavião: Assim que o Kauã nascer e passar seu resguardo, eu meto a Julinha em você. – abri a boca, indignada.

Helena: Ai, Igor! – neguei com a cabeça. – Que linguajar feio. – ele estalou a língua. – E nem vem estalar a língua e resmungar.

Gavião: Posso fazer nada, pô. – largou a carta e se aproximou, colocando a mão no meu pescoço e me puxando pra ele. – E eu tô errado? Se eu não meter, quem é que vai? – revirei os olhos, e ele sorriu de lado, me beijando.

Helena: Se não fosse você, seria outro, né? – falei brincando, e na hora ele fechou a cara. Eu ri. – O que foi? Tô errada?

Gavião: Se liga nas tuas palavras, Rihanna. – apontou, e eu ri. – Que mané outro. Só tem eu. Eu que vou ser o pai dos teus filhos. Tá maluca?

Helena: Mas vai que, por algum acaso... – ele nem deixou eu terminar e me puxou de novo, tapando minha boca com um beijo. Mordeu minha boca de leve.

Gavião: Não tem acaso nenhum, não. – falou sério, e eu ri. – Rum. Se liga.

Helena: Tá bom, então. – ri e me deitei na cama, sentindo uma dor leve nas costas, mas nem ia falar nada. Se falasse, ele ia reclamar de eu ter feito faxina e ainda ido treinar. – Mas me diz uma coisa... tu já teve filho com outra pessoa?

Ele me olhou, ergueu a sobrancelha e se deitou ao meu lado, passando a mão pela minha cintura e alisando minha barriga.

Gavião: Só contigo mesmo. – beijou meu pescoço. – Se eu tivesse estado com outra, tu ia saber, pô.

Helena: Vai saber, né... – dei de ombros, ajeitando a sobrancelha dele e beijei o olho dele. – Tu não tinha uma fama muito boa antes de mim. Eu que te ajeitei, coloquei na linha. – falei, e ele riu. – Que foi? Tô mentindo? Tu se apaixonou de um jeito por mim que não consegue mais me largar. – joguei o cabelo para trás.

Gavião: Tu que se apaixonou por mim e não consegue mais me largar. Ainda se apaixonou duas vezes seguidas. – neguei com a cabeça, mesmo sabendo que era verdade. – Ainda meti mais um filho em tu. Depois desse, ainda vai vir outro e mais outro.

Helena: Tu quer me transformar numa fábrica agora, é? – falei, rindo, sentindo uma paz boa em estar com ele.

Gavião: Fábrica não, pô. Quero é deixar minha marca. Te encher de mini Gavião correndo por aí. – colou o rosto no meu e dei risada, tentando disfarçar o calor que subiu.

Helena: Tu fala isso agora, mas quando eles estiverem quebrando tudo, correndo pela casa, tu vai te trancar no banheiro e dizer que tá com dor de barriga.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora