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Gavião:

Gavião: Estou gostando desse vestido, não - falei sério, cruzando os braços, e ela me encarou.

Helena: Não posso fazer nada, amor - voltou a passar os produtos no rosto, e eu estalei a língua.

Gavião: Vou embora e vou deixar você aqui. - olhei para o relógio, vendo a hora.

Helena: Então vai. - falou sem me olhar, colando um bagulho no olho - daqui eu arrumo outra festa para ir.

Estalei a língua e ela terminou de se maquiar, passando batom nos lábios.

Helena: Coloca aqui meu salto - sentou na ponta da cama e eu resmunguei, indo colocar o salto - você está muito resmungão hoje. - colocou os pés em cima da minha perna e eu não falei nada, só calcei o salto preto nela logo para a gente ir embora.

Terminei de calçar e, quando achei que podíamos ir, ela ainda foi tirar foto no espelho e gravar vídeo. Passei a mão no rosto e tentei manter a paciência.

Helena: Vem tirar uma foto comigo. - Neguei. - Vem logo, amor. - Sorriu e fui.

Gavião: Tu sempre tira foto, pô. E nem vai postar isso. - Estalei a língua.

Helena: Para de reclamar e faz uma pose, colocando um sorriso no rosto.

Tirei um monte de fotos lá, peguei o celular da mão dela e puxei-a pela cintura, vendo-a colocar a mão no meu ombro, e tirei mais uma foto.

Gavião: Tá bom. - Falei sério e entreguei o celular a ela, dando um beijo rápido na boca. - Tá gostosa. - Apertei sua bunda e ela deu risada.

Ela estava com um vestido vermelho curto, que a deixou ainda mais gostosa. Eu ia todo de preto, mas ela ficou com coisa e mandou eu colocar uma blusa vermelha que eu trouxe. Agora estou de calça preta, tênis preto e blusa vermelha.

Só para combinar com a bolsa que ela vai levar.

Helena: Eu sou, né? - sorri de canto e olhei para os peitos dela, que pareciam ter ficado maiores no decote desse vestido.

Gavião: Só não tô gostando desse bagulho aqui - tentei enfiar os peitos dela mais para dentro - se eu ver algum filho da puta olhando muito, vai para a vala no mesmo instante.

Helena: Ai, Igor, que horror - negou - hoje é dia de comemorar, não vem querer dar um de doido e sair matando o povo, não.

Ela se afastou e pegou o perfume na mochila, começando a passar pelo corpo e depois pegou a bolsa preta que estava ao lado dela.

Gavião: Bora logo - falei, vendo que já era 01:30 da manhã e saímos do quarto.

Já estávamos aqui na Cinco Bocas, tô aqui desde a manhã e ela veio agora na parte da tarde para a gente ir para o baile. Heloísa vai vir também, se já não estiver lá nos esperando.

Saímos de casa e abri a porta do carro para ela entrar. Assim que ela entrou, fechei a porta e atravessei para o outro lado, entrando no carro.

Helena: Você tem muita sorte de ter uma mulher como eu, viu? - olhei para ela, que estava vendo o vídeo que tinha gravado. - Sou linda de tudo, menino.

Gavião: Prefiro mesmo quando você está sem roupa - falei, e ela me olhou com os olhos estreitos. Eu sorri de lado - melhor ainda de quatro na minha cama.

Helena: Meu Deus - colocou a mão no rosto - perdoa a mente desse menino, meu pai.

Neguei com a cabeça e dei partida no carro, vendo os seguranças virem logo atrás. Chegamos à rua do baile, que já estava lotada de gente. Parei o carro mais para cima e desci, já vendo a Helena abrir a porta dela e descer também.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora