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Feliz ano novo,
meus amores 🤍

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Helena:

O restinho de março passou voando; pisquei e já estávamos em abril. Meus dias têm sido corridos, ainda mais porque comecei a ajudar a Helô na ONG.

Comecei a fazer novas "amizades" pelo morro. Quando passo para ir trabalhar ou para ir a algum lugar daqui com a Helô ou com o Igor, as pessoas sempre sorriem em cumprimento, ou algumas senhoras ainda me param para conversar.

Mas só me param mesmo quando estou com a Helô, o Juninho ou sozinha, porque, quando estou com o Igor, eles só balançam a cabeça em cumprimento. Mas também dá para entender, né? O Igor vive com aquela cara de gente ruim dele.

E, falando nele, até que estamos indo bem, sabe? Às vezes dá vontade de sufocar ele quando fica com as ignorâncias? Dá. Mas estamos indo bem. E eu já sabia que iria ser um pouco difícil, porque ele já é assim, fechado e ignorante desde pequeno, mas, na base da conversa – da minha parte, inclusive – e de algumas discussões, estamos indo bem.

É só ter paciência mesmo para lidar com esse homem e com algumas ex-ficantes dele, que acham que eu sou inimiga ou rival delas.

Acho que quase todos do morro já sabem que estamos juntos, e isso porque, assim que contamos para a galera mais próxima e o Juninho ficou sabendo, ele saiu falando para todo mundo que via, dizendo que os pais dele estavam juntos oficialmente.

E, falando em pai também, depois de algumas conversas, decidiram que vão fazer o teste de paternidade já agora durante a gestação. Camile já está com dois meses, mas quem olha assim nem imagina que ela está grávida.

Conversei com ela e, pelas contas, ela disse que ou o bebê é do Juninho ou de um outro menino que eu já esqueci o nome. Fui tentar conversar com o menino, mas ele se negou a ser o possível pai e, daí, quem teve que entrar na história foi o Igor, que já chegou colocando terror no menino, ameaçando e tudo.

Mesmo isso sendo um pouco preocupante, ainda achei meio "fofo" da parte dele, porque ele mal fala com a Camile, sempre fica com a cara fechada para a menina e já até mandei ele parar com isso, porque, querendo ou não, a garota fica desconfortável. Mas aquele dali já tem cara feia de sangue; vai demorar muito para ele mudar.

Peguei minhas coisas, guardei e me despedi do pessoal, saindo do postinho e já vendo o menino que o Igor colocou para me trazer do trabalho e deixar em casa.

Dei boa tarde a ele, que só balançou a cabeça, e subi na moto. O menino quase nunca abre a boca para falar comigo, e já se imagina o porquê, né?

Agradeci ao menino assim que ele parou em frente à casa e desci, entrando e vendo que a Helô já tinha chegado também.

Helena: Oi, minha vida - falei com ela.

Heloísa: Oi, gostosa - sorriu - vou sair hoje, tá?

Helena: Vai, é? - sorri de canto e ela deu risada - vai sair com o Felipe?

Heloísa: Com ele mesmo - sorri - vai ser aniversário de um amigo dele e ele me chamou para ir com ele.

Felipe era um cara que a Helô estava conhecendo. Eu ainda não cheguei a conhecê-lo, mas a Helô já mostrou uma foto dele. Ele aparenta ser legal e respeitoso e é professor de jiu-jitsu.

Fui logo tomar banho e depois fiquei conversando com a Helô enquanto ela se arrumava. Depois, ela pegou o carro e saiu, e eu fiquei sozinha em casa. Fiquei com preguiça de fazer comida, então pedi um x-burguer e uma Coca-Cola. Mandei uma mensagem para o Igor, que estava em algum tipo de missão em outro morro, e depois liguei para a Camile para saber como ela estava, já que ela vem sentindo muito enjoo.

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