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4 meses depois,
Novembro...
Helena:
Hoje foi meu chá revelação.
Já se passaram quatro meses. Minha barriga cresceu bastante, e fico feliz a cada mês que vou ao médico para ver como meu bebê está. É uma grande mistura de sentimentos, porque estou vivendo algo único, que vai mudar minha vida para sempre.
Estou gerando um pedacinho de mim, que será o símbolo da minha história com o Igor. E eu nunca imaginei que carregar um ser dentro de mim fosse algo tão lindo, único e, ao mesmo tempo, tão difícil.
Em meio a todos esses conflitos, hoje seria um dia de alegria — e eu espero, de coração, que nada de ruim aconteça.
A revelação vai acontecer na Igreja da Penha, aqui no Rio, uma comunidade que faz parte da mesma facção do Igor e que o Igor está ajudando a administrar também. Ele e eu preparamos tudo com muito carinho: a decoração, as músicas, a festinha que vamos fazer depois, que será aqui mesmo na Penha. Está tudo incrível.
Podia ser algo mais discreto? Podia, mas é o Igor. Ele sempre quer algo grandioso e chamativo. E dessa vez não seria diferente, né? Ele disse que tudo teria que ser perfeito, porque seria a revelação do sexo do "herdeiro dele". E, confesso, nem achei ruim. Até que é bom assim, porque ele não economiza em nada. Estamos comprando tudo do melhor para o nosso bebê.
Esses dias, o Igor estava em uma missão. Fiquei quase duas semanas sem notícias dele, e eu não posso negar que fiquei preocupada. A ideia de ele não voltar e eu ter que criar nosso filho sozinha me aterrorizava. Mas, graças a Deus, ele voltou vivo. Só que, pelo visto, tem gente que não quer ele vivo, não. No mesmo dia em que ele chegou, o morro foi invadido. E não era só uma invasão qualquer para tomar território. Eles vieram para matar o Igor.
E, mais uma vez, era o tal do Carioca. Foi nessa invasão que o nervosismo realmente me pegou. Eu cheguei a vê-lo. Ele me viu também e, com certeza, me reconheceu. Começou a trocar tiros com os meninos da minha segurança e, por pouco, não fui pega no meio disso.
Quando finalmente me tiraram daquela situação e me levaram para uma casa - que nem era a minha - eu só consegui chorar. Uma crise de ansiedade me dominou; achei que fosse desmaiar ou, pior, morrer. Mas, no final, tudo deu certo. E eu realmente tento não pensar muito naquele dia.
Heloísa: Será que a Julinha vem? Meu Deus! – falou ansiosa, e eu dei risada, vendo-a alisar a barriga, que já estava enorme. – Eu tô quase para parir meus filhos e vocês me fazendo passar nervoso. Não pode fazer isso com a grávida, não. Que eu fico nervosa o triplo.
Mile: Tá quase todo mundo esperando que seja a Júlia. Eu estou com medo de ir na onda e, na hora, vir o Kauã. – falou, e eu dei risada enquanto a menina terminava de fazer minha maquiagem. – Mas também já tem muito homem na família, tem que vir a Júlia mesmo.
Helena: Vai ser a única menina no meio dos meninos – ri e alisei minha barriga, sentindo meu bebê chutar. – Fico na dúvida do que vai ser, mas algo me puxa a acreditar que vai ser minha menina. Só que, ao mesmo tempo, estou quase indo na onda do Igor, de que vai ser menino.
Dani: Só sei que essa festa está chiquérrima. O Rio de Janeiro vai parar – deram risada. – Agora que a Helena voltou para a internet e estava postando as coisas, um monte de gente está ansiosa para saber qual vai ser o sexo do bebê. Querendo saber tudo da festa.
Falou, e eu sorri, me olhando no espelho e vendo a menina terminando minha maquiagem.
Samara: A mais mais de todas, né? Esquece tudo, que ela tá milionária. – Dei risada. Semana passada eu bati um milhão de seguidores no Instagram. Quase faleci de felicidade.
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
