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Heloísa:

Heloísa: Tenho que organizar as coisas lá em casa, mas, se der, amanhã eu venho dormir aqui - falei, sentindo ele me abraçar.

Luiz: Vou comprar logo nossa casa, daí não vai ter essa de despedida e dormir separados - me beijou e eu dei risada, vendo ele se afastar e passar a mão na cabeça. - Vou tomar um banho para te levar até em casa.

Concordei e continuei deitada na cama, vendo ele sair do quarto. Peguei meu celular e comecei a mexer. Eu e Luiz estamos juntos há 5 meses, e acho que ele foi uma das melhores escolhas que já fiz na minha vida, sabe? Pode ser que seja porque estamos no começo, mas ele é uma pessoa tão calma, até mais do que eu.

Ele é compreensivo e, mesmo quando temos desentendimentos, busca manter a serenidade e resolver as situações de forma madura. Sempre se esforça para me ver feliz e para que estejamos bem juntos. Quem o observa nas ruas ou nas competições, com toda a sua postura firme, talvez não imagine o ser doce que ele é.

Já tive um outro relacionamento antes dele, que foi um pouco problemático, cheio de discussões, mas também éramos intensos, até demais, inclusive. Mas com o Luiz, tudo se encaixa tão bem, sabe? Mesmo quando as coisas estão difíceis, acabam saindo bem.

E eu espero de todo o meu coração que a gente se dê bem para o resto de nossas vidas e que possamos nos casar e ter filhos.

Enquanto mexia no meu celular, senti um arrepio percorrer meu corpo e meu coração acelerar, uma sensação de frio. Respirei fundo, olhando para a janela, vendo que ela estava fechada, e estranhei, me perguntando de onde teria vindo o frio.

Luiz: O que foi? - levantou o olhar ao me ver, entrou no quarto com a toalha na cintura e eu neguei com a cabeça.

Heloísa: Me deu um frio do nada no corpo. - passei a mão no meu braço e ele abriu o guarda-roupa.

Luiz: Quer que eu compre algum remédio? - perguntou, meio preocupado, e eu ri, negando.

Heloísa: Eu estou bem. - deixei meu celular de lado. - Acho que só estou cansada mesmo.

Ele me olhou ainda meio desconfiado e terminou de se vestir. Peguei minhas coisas e saímos de casa. Fomos até o estacionamento do prédio; o Luiz pegou a moto, coloquei o capacete e subi, vendo ele dar a partida.

Ele foi cortando os carros, acelerando a moto, e eu segurei na cintura dele. Depois de uns minutos, chegamos ao morro e ele foi direto até lá em casa. Assim que desci da moto e entramos na casa, senti meu celular tocar e peguei, vendo que era o Igor.

Estranhei e atendi a ligação.

On:

Helô: Oi? - me sentei no sofá, junto ao Luiz, e escutei a respiração pesada do Igor do outro lado da linha.

Gavião: Onde você está? - percebi que o tom de voz dele estava diferente e passei a mão no rosto.

Helô: Acabei de chegar em casa. O que aconteceu? - perguntei, sentindo o mesmo calafrio que senti quando ainda estava na casa do Luiz.

Gavião: Eu... - escutei o suspiro dele. - Eu preciso de você aqui no postinho. - falou, e eu senti minha boca secar. - Preciso de você aqui, Heloísa.

Helô: Igor... - murmurei, sem me importar que o Luiz estava aqui ao meu lado. - Cadê a Helena? O que aconteceu?

Gavião: Só preciso de você aqui, pô. Vem logo. - falou, e eu nem respondi a ele, só desliguei a ligação e olhei para o Luiz.

Lágrimas de ilusão. Onde histórias criam vida. Descubra agora