+ 30 comentários
Votem!!
Helena:
Helô tinha deixado a Dani na casa dela e agora já estávamos chegando em casa. Ainda estava sentindo muita raiva e, talvez, o arrependimento de ter respondido.
Eu não desci ao nível dela, mas, mesmo assim, ainda dei palco. Só que, ao mesmo tempo em que me arrependo um pouco de ter respondido, não me arrependo.
Minha mente estava uma confusão e, junto com o álcool que estava no meu corpo, piorava ainda mais. Queria descontar toda a minha raiva em alguém.
Dobramos a rua que dava para a nossa casa e respirei fundo quando vi o carro dele parado lá.
Heloísa: Meu Deus - murmurou - vocês não se inventem de se matarem, não. - me olhou - Tu tá com raiva e ainda bebeu, e ele deve estar com raiva também.
Parou o carro em frente à casa e descemos juntas. O portão já estava aberto, então já fomos entrando direto, vendo o Gavião na sala de cara fechada.
Gavião: Onde vocês estavam, caralho? - levantou-se com tudo vindo na nossa direção.
Olhei com ódio na sua direção e me virei, saindo dali e indo direto para o meu quarto. Ainda dava para escutar a voz dele brigando com a Heloísa e ela respondendo no mesmo tom.
Peguei meu lenço umedecido para tirar minha maquiagem e, assim que puxei o primeiro, escutei a porta do quarto abrir com tudo.
Helena: Sai daqui - falei sem olhar para ele, sentindo raiva. - Eu não quero papo com você.
Gavião: Não quer papo comigo, o caralho, porra - puxou meu braço com tudo, me virando para ele. Encarei-o, puta da vida, sentindo seu olhar de fúria na minha direção.
Helena: Me larga, seu merda - tentei puxar meu braço, e ele apertou ainda mais, segurando meu queixo com força.
Gavião: Larga uma porra - falou com raiva, aproximando o rosto do meu e ainda me apertando. - Você é maluca, caralho? - quase gritou na minha cara, e senti mais raiva ainda.
Helena: Não grita comigo. - Gritei também. - Quem você acha que é para me apertar assim? - Tentei me soltar, e ele puxou mais ainda para ele, mantendo o aperto firme. - Seu babaca, idiota.
Gavião: Você tem noção do que você fez, porra? Me tirando de otário, falando que eu corro atrás de você - falou com os dentes cerrados, cada palavra carregada de raiva.
Aquilo me fez rir, mas não era uma risada de diversão. Era raiva. Então, era essa a porra da raiva dele? Ele não queria sair rebaixado nessa história toda, mas eu podia?
Helena: Então, é isso? Você não quer sair como otário, mas eu posso? Você só se importa com sua fama de machão, mas eu que tenho que ficar com essa merda de rótulo de otária? Você acha que eu corro atrás de você? Nunca corri, e não vou. Nunca precisei disso.
Falei próxima ao rosto dele também, sentindo seu olhar de raiva, mas o meu era bem mais.
Helena: Você tem essa imagem de cachorrão porque todas são fáceis para você, mas comigo não. E se for para escolher entre a minha imagem ou a sua, pode ter certeza: eu escolho a minha.
Falei, ainda próxima do seu rosto, sentindo a respiração pesada dele e o olhar de raiva. Seu aperto no meu queixo foi diminuindo, mas sua postura rígida permaneceu intacta.
Gavião: Você não sabia ficar calada, porra? Não sabe ficar quieta? - ri - Fica dando palco nessa porra.
Helena: Eu me defendi - falei com mais raiva ainda - você sabia desde o início que eu não queria ser vinculada a você e, quando essa merda toda começou, você não fez porra nenhuma. Deixou todas as suas ficantes debocharem da minha cara. Não teve a porra da postura de homem de verdade.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
