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Helena:
Depois de algum tempo esperando, o médico entra, com um semblante sério, segurando os exames de sangue de Gabi. Ele me encarou e, mesmo tentando ser profissional, sua expressão deixa claro que algo não estava bem.
Médico: Infelizmente, os resultados confirmaram o que temíamos. A Gabi está com leucemia, e os exames indicam que está em um estágio bastante avançado.
Engoli em seco, sentindo meu coração acelerar e meu olho arder na mesma hora. Respirei fundo, tentando não demonstrar aquilo, e olhei para ele, que me olhava com atenção.
Helena: Eu já imaginava que pudesse ser isso. Mas o estágio avançado? - ri sem graça, e ele suspirou, me olhando com cautela.
Médico: Infelizmente, o quadro dela é muito delicado. O câncer já se espalhou de forma agressiva pelo corpo e a medula óssea está comprometida. A quimioterapia é o primeiro passo, mas a verdade é que, com a condição atual, as chances de uma remissão completa são muito pequenas. - mordi meus lábios tentando segurar as lágrimas que queriam descer e olhei para cima. Meu Deus...
Helena: O que podemos fazer? - perguntei, percebendo que minha voz saiu embargada.
Médico: O tratamento da leucemia pode ser eficaz, mas depende muito do estágio da doença. No caso da menina Gabi, a doença já comprometeu bastante o sistema. Isso significa que precisamos começar o tratamento imediatamente, mas, com a condição dela já avançada, as chances de cura ficam muito reduzidas.
Helena: Você está dizendo que... - suspirei, sentindo minha vista ficar embaçada. - ela não tem chances?
Médico: Não é tão simples assim. Existem tratamentos, mas, dado o estado de saúde dela, a possibilidade de uma remissão completa é muito baixa. O que podemos fazer agora é aliviar seus sintomas e tentar dar a ela o maior conforto possível. Mas a verdade é que precisamos nos preparar para o pior.
Helena: Meu Deus - ri, sem saber o que fazer, e senti a primeira lágrima descer. Baixei minha cabeça, ainda sentindo o peso das palavras dele.
Ela é só uma criança. A Gabi só tem 5 anos.
Médico: O que podemos fazer agora é dar todo o suporte emocional e físico para ela. A quimioterapia será nossa tentativa de diminuir os efeitos da doença e tentar prolongar sua qualidade de vida. Mas eu não posso te prometer um final feliz.
Conversamos mais um pouco e me levantei, saindo da sala dele e sentindo todo o meu corpo mole e minha mente atordoada, pensando em mil coisas ao mesmo tempo. Olhei para o papel em minha mão, o resultado do exame de sangue. Meus olhos arderam e, mais uma vez, eu tive que tirar forças de onde não tinha para não chorar aqui, porque ainda tenho que ir falar com a Gabi.
O corredor parecia estar mais longo que o normal. O que o médico falou ainda se repetia como um eco na minha mente: leucemia, estágio avançado, poucas chances.
Passei a mão no rosto, tentando ser forte, e dobrei o corredor. Foi quando vi o Igor parado em frente à porta da sala em que a Gabi está. Ele estava falando sério ao celular, mas assim que me viu, desligou a ligação e veio na minha direção. Igor estava sério, com uma postura rígida, mas ainda dava para perceber a preocupação em seu olhar.
Gavião: E aí? O que ele disse? - perguntou, ainda sério, com os braços cruzados sob o peito. Eu respirei fundo, tentando me recompor para poder dar a notícia a ele. Só que parecia que eu tinha perdido a capacidade de falar. Suspirei, segurando as lágrimas, e ele ergueu a sobrancelha. - Helena?
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
