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4 anos depois...

Gavião:

Gui: Vamos buscar a Júlia? – concordei e ele abriu a porta do carro, entrando – e depois vamos tomar sorvete?

Gavião: Vamos mesmo – entrei no carro e liguei – vamos pegar o Pedro e o Gustavo também.

Falei e olhei para ele de canto, vendo que ele deu risada, comemorando. O menor já estava grande, tá ligado? 9 anos e estava esperto pra caralho. O mais velho de todos.

Parei o carro em frente à academia do Luís, que é onde tem o espaço das aulas de jiu-jitsu, onde a Júlia treina junto com os meninos. Desci do carro e o Guilherme desceu também, entrei na academia com ele logo atrás e estava cheia pra caramba, uns até pararam o treino e olharam.

Fui caminhando para os fundos, que era a parte de jiu-jitsu, e assim que a Júlia me viu, largou a garrafinha dela no chão e veio correndo na minha direção.

Juju: Papai – dei risada e me abaixei, pegando-a no colo e senti ela me abraçar – mas que demora. Achei que tinha me esquecido aqui.

Gavião: Exagerada pra caralho, tu – neguei com a cabeça e ela riu. – Tá tranquila?

Juju: Tô sim – balançou a cabeça rápido. – Você vai me levar para tomar sorvete, né? O senhor prometeu. – Dei risada. – Promessa é dívida, pai.

Gavião: Rum. Tu também tinha prometido que não ia arrumar confusão na escola. – Ela deu risada e eu coloquei ela no chão.

Juju: Gui – abraçou ele. – Você vai tomar sorvete com a gente também?

Gui: Mas é claro que vou. – Falou rindo. – Achei que você não ia falar comigo.

Sorri de canto e deixei eles conversando, vendo o Pedro e o Gustavo vindo na nossa direção, cada um com a mochila nas costas. O Pedro ainda estava com a mochila da Júlia e o Gustavo segurando a garrafinha dela.

Gustavo: O senhor vai levar a gente pra tomar sorvete mesmo? A Júlia disse que você iria levar. – Dei risada e balancei a cabeça.

Pedro: Achei que ela estava mentindo. – Falou rindo.

Juju: Mas eu não minto – cruzou os braços e negou com a cabeça.

Gavião: Pega tuas coisas, Júlia. Vou falar com o Luís. – falei e fui na direção do Luís, que já estava terminando de ajeitar uns meninos.

Luís: E aí, Gavião. – falou, depois de ajeitar o menino. – Os meninos estavam falando que você ia levar eles para tomar sorvete.

Gavião: Vou levar eles mesmo. Depois acho que vou levar na praça, aí tu já avisa a Heloísa.

Luís: Pode deixar. Os meninos já tomaram banho e a Júlia também.

Gavião: Tô ligado. Tô indo lá – ele concordou e fui até as crianças de novo, vendo que o Pedro e o Gustavo ainda seguravam as coisas da Júlia – não falei pra tu pegar teus bagulhos, Júlia?

Juju: Ah, pai. Mas os meninos são meus empregados – encarei-a – eles nem acham ruim.

Gavião: Deixa das tuas graças e pega teus bagulhos. – falei e escutei-a resmungar – tá resmungando o que, Júlia?

Juju: Nada – resmungou, pegando a mochila dela, e os meninos deram risada.

Gavião: Pega tua garrafinha também – falei e escutei ela estalar a língua. – Estala a língua não, Júlia Gabriella.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora