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Gavião:

Falei com a Helena para ela ficar ligada na vida dela e que eu iria subir para a outra parte do barco, ter a reunião com os caras.

Conversa para caralho sobre várias favelas do comando, os bagulhos de segurança, rendimento, cargas, invasões e os caralhos a quatro. Até chegar no assunto do Carioca, o velho estava dando dor de cabeça para todo mundo, papo reto.

Parecia aqueles camundongos. Descobriram que o Velho estava em outro estado, foi para a Bahia. Tava difícil pegar ele, então decidimos que teríamos que pegar alguém da família dele, para só assim ele ter que se entregar.

A questão mesmo era ter que descobrir alguém que fosse o ponto fraco dele, já que ele não tem filhos. Pelo menos nós não achamos nenhum. Reunião finalizada e fomos descendo para a parte de baixo, fui atrás de bebida e acendi meu baseado, tentando relaxar e vendo que já era uma da manhã.

Prego: Caramba, aquela mina que o Gavião veio acompanhando é muito bonita, mané. Se pá, é a mais bonita daqui. Depois, vou chegar e pedir o número dela - virei, vendo o filho da puta passar junto de outro e comentando sobre a Helena.

Fechei minha cara e peguei o copo em cima do balcão, indo atrás da Helena. Desde que chegamos aqui, vi os olhares desses filhos da puta na direção dela; uns até tentavam disfarçar, mas sou malandro, porra. Conheço a maldade de outro de longe.

Até as mulheres estavam encarando a Helena. Não teve uma que não encarou ela. Mas também, a filha da puta veio gostosa para caramba, ainda estava na postura dela e sendo educada.

Comecei a procurar por ela e o TH disse que ela estava na parte de trás, junto das outras mulheres. Bebi mais um gole do meu uísque e enxerguei ela de longe, em pé e de costas para mim.

Dizem que roupa preta esconde mais, mas aquela bunda não ficava escondida de jeito nenhum. Com as costas dela de fora, toda desenhada, e um coque baixo no cabelo, porra, hoje ela não se safa.

Cheguei por trás dela e coloquei minha mão na cintura, vendo-a virar meio assustada, mas logo tranquilizar o semblante.

Helena: Achei que ainda estava lá em cima - virou-se completamente e continuei sério, levando meu olhar até a boca dela. - O que foi?

Gavião: Vem cá - puxei-a pela cintura e fomos para a parte de dentro. Puxei-a para dentro de um banheiro e fechei a porta.

Helena: Gavião - negou com a cabeça e neguei também, para que ela ficasse quieta. Joguei o resto do cigarro na pia e a pressionei, segurando seu pescoço. Não falei muito, só taquei o beijo nela.

Fui com a mão na bunda dela e apertei, sentindo-a arfar durante o beijo e ir com a mão na minha nuca, me puxando mais para ela.

Fiz impulso para ela subir na mesa sem parar o beijo e entrei no meio das suas pernas, fazendo seu vestido subir um pouco, e ela colocou as duas pernas ao redor da minha cintura, me puxando mais para ela.

Porra, o foda era que o beijo dela era bom pra caralho. Me prendia e fazia eu querer beijar essa diaba mais vezes.

Nosso beijo estava com uma mistura do caralho: uísque, maconha e sei lá o que ela estava bebendo.

Helena separou o beijo, mordendo meu lábio e dando dois selinhos, encostando a testa dela na minha. Senti meu pau pulsar dentro da calça e respirei fundo.

Gavião: sabe o quanto eu tô me segurando, porra? - encostei meus lábios nos dela - tu é a mulher mais complicada que eu já conheci. Complicada e difícil pra caralho.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora