26.

33.4K 1.4K 333
                                        


Votem!!
+30 comentários.

Helena:

Heloísa: Amor, quando eu falei para você dar entretenimento, não era necessariamente para você sair na página de fofoca. - falou assim que cheguei na casa dela.

Helena: Página de fofoca? - perguntei, sem entender.

Heloísa: Pois é, amor. Se brincar, a favela todinha sabe que você saiu do camarote com o Cobra e, no final, saiu praticamente sendo arrastada pelo meu irmão. - colocou a mão na cintura com deboche e eu passei a mão no rosto.

Helena: Helô... - murmurei.

Heloísa: Você ficou com meu irmão? - cruzou os braços - quer dizer, devem ter ficado, né? Já que você dormiu na casa dele. - neguei com a cabeça e me sentei no sofá.

Helena: Eu não fiquei com ele - ela olhou desconfiada - pelo menos não no baile e nem na casa dele.

Heloísa: E ficou aonde? - sentou também e eu sorri sem graça. Como eu falo que fiquei na ONG com ele? Um lugar cheio de crianças? - mentira. - falou e eu olhei assustada para ela - vocês ficaram ontem? Na ONG?

Dei risada nervosa com vergonha e nem precisei confirmar com palavras; só a minha risada me entregou.

Heloísa: Helena. - colocou a mão na boca.

Helena: Não foi na frente de nenhuma criança - tentei justificar - foi naquela hora que eu estava com você e ele me chamou. Daí entramos e fomos para a sala de reunião, mas ele não falou nada, a não ser me beijar - ela ficou parada me olhando - tá com raiva?

Heloísa: Você não ia me contar? - perguntou como se fosse ficar com raiva, e eu dei risada - sua safada, você não ia me contar? Eu estava desconfiada, mas não achei que já tinha rolado. Sei lá.

Helena: Eu ia te contar depois do baile, ou seja, hoje - sorri e ela negou - mas eu não ia para a casa dele, eu juro. Eu tinha saído para ficar com o cobra, mas daí teve alguma briga e ele teve que ir resolver. Aí seu irmão chegou e começou a falar um monte de coisa, e foi quando ele me levou "arrastada" para a casa dele.

Heloísa: Eu sabia que aquelas brigas bestas de vocês iam dar em alguma coisa - apontou - mas só foi beijo, né? Nada de sentimento?

Helena: Nada de sentimentos - sorriu e, bem na hora, escutamos o portão abrir.

Heloísa: Muito bem, porque ele não presta e, se você começar a ter algo sério com ele, pode ter certeza de que é gaia todo dia. - Neguei com a cabeça e, bem na hora, ele passou pela porta com a sacola do mercado.

Gavião: Aí, a coca - falou, e a Helô foi até ele pegando. Fomos em direção à cozinha e eu achei até que a Heloísa não iria tocar no assunto, mas quem disse? Ela começou a falar logo do que estavam comentando nas páginas de fofocas.

Heloísa: Levaram a menina praticamente arrastada e tiraram foto, já falaram até que ela dormiu na sua casa. Devem achar que a Helena deve ter te dado horrores - olhei para ela, para que não falasse disso.

Já estava com vergonha.

Gavião: Deixem achar - falou normalmente e eu olhei para ele.

Helena: Deixem achar nada-  neguei. - Tá maluco? Não dei nada para você, não. - Ele me olhou.

Gavião: Ainda...- Voltou a comer e eu olhei para a Heloísa, que revirou os olhos, negando.

A vontade mesmo era de enfiar a cara desse nojento dentro do prato de comida dele.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora