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Helena:
Heloísa: Amor, quando eu falei para você dar entretenimento, não era necessariamente para você sair na página de fofoca. - falou assim que cheguei na casa dela.
Helena: Página de fofoca? - perguntei, sem entender.
Heloísa: Pois é, amor. Se brincar, a favela todinha sabe que você saiu do camarote com o Cobra e, no final, saiu praticamente sendo arrastada pelo meu irmão. - colocou a mão na cintura com deboche e eu passei a mão no rosto.
Helena: Helô... - murmurei.
Heloísa: Você ficou com meu irmão? - cruzou os braços - quer dizer, devem ter ficado, né? Já que você dormiu na casa dele. - neguei com a cabeça e me sentei no sofá.
Helena: Eu não fiquei com ele - ela olhou desconfiada - pelo menos não no baile e nem na casa dele.
Heloísa: E ficou aonde? - sentou também e eu sorri sem graça. Como eu falo que fiquei na ONG com ele? Um lugar cheio de crianças? - mentira. - falou e eu olhei assustada para ela - vocês ficaram ontem? Na ONG?
Dei risada nervosa com vergonha e nem precisei confirmar com palavras; só a minha risada me entregou.
Heloísa: Helena. - colocou a mão na boca.
Helena: Não foi na frente de nenhuma criança - tentei justificar - foi naquela hora que eu estava com você e ele me chamou. Daí entramos e fomos para a sala de reunião, mas ele não falou nada, a não ser me beijar - ela ficou parada me olhando - tá com raiva?
Heloísa: Você não ia me contar? - perguntou como se fosse ficar com raiva, e eu dei risada - sua safada, você não ia me contar? Eu estava desconfiada, mas não achei que já tinha rolado. Sei lá.
Helena: Eu ia te contar depois do baile, ou seja, hoje - sorri e ela negou - mas eu não ia para a casa dele, eu juro. Eu tinha saído para ficar com o cobra, mas daí teve alguma briga e ele teve que ir resolver. Aí seu irmão chegou e começou a falar um monte de coisa, e foi quando ele me levou "arrastada" para a casa dele.
Heloísa: Eu sabia que aquelas brigas bestas de vocês iam dar em alguma coisa - apontou - mas só foi beijo, né? Nada de sentimento?
Helena: Nada de sentimentos - sorriu e, bem na hora, escutamos o portão abrir.
Heloísa: Muito bem, porque ele não presta e, se você começar a ter algo sério com ele, pode ter certeza de que é gaia todo dia. - Neguei com a cabeça e, bem na hora, ele passou pela porta com a sacola do mercado.
Gavião: Aí, a coca - falou, e a Helô foi até ele pegando. Fomos em direção à cozinha e eu achei até que a Heloísa não iria tocar no assunto, mas quem disse? Ela começou a falar logo do que estavam comentando nas páginas de fofocas.
Heloísa: Levaram a menina praticamente arrastada e tiraram foto, já falaram até que ela dormiu na sua casa. Devem achar que a Helena deve ter te dado horrores - olhei para ela, para que não falasse disso.
Já estava com vergonha.
Gavião: Deixem achar - falou normalmente e eu olhei para ele.
Helena: Deixem achar nada- neguei. - Tá maluco? Não dei nada para você, não. - Ele me olhou.
Gavião: Ainda...- Voltou a comer e eu olhei para a Heloísa, que revirou os olhos, negando.
A vontade mesmo era de enfiar a cara desse nojento dentro do prato de comida dele.
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
