Eu fico muito feliz quando vejo que vocês estão realmente envolvidos com a história, comentando sobre ela. Isso é o que realmente me motiva a continuar. Mas, ao invés de apenas pedirem mais capítulos, acredito que comentários sobre o que já foi escrito demonstram ainda mais o interesse e carinho. 🫶🏽
+ 40 comentários.
Votem!!
Helena:
Já tinha se passado uma semana desde a última invasão dos policiais e, depois disso, ainda houve outra. Mas, dessa vez, não foi dos policiais, e sim de uma facção rival. Pelo que ouvi, o cara que invadiu é alguém que a facção daqui do morro quer pegar: o tal do Carioca.
Mas, no fim, não deu em nada. O morro ainda continua sendo dominado pela mesma facção. Minha única preocupação mesmo é o Igor, que até hoje não voltou pro morro.
Ele já estava quase duas semanas fora, voltou naquele dia e agora já se passou mais uma semana. Só que a diferença é que, dessa vez, não consigo entrar em contato com ele. Já tentei ligar, mandar mensagem, mas nada. Sempre cai na caixa postal e as mensagens não chegam. Parece que os únicos que sabem onde ele está são os meninos do movimento, que tentam falar com ele.
Já falei com o Juninho e ele disse que o Igor estava bem, mas sem celular, e o lugar onde ele estava não pegava muito bem o sinal. Ao mesmo tempo em que fico preocupada, sinto uma raiva dele.
Por que ele não pode mandar nem um "oi" ou tentar falar comigo e com a irmã dele? Fico nessa, querendo ver ele logo e abraçar ele apertado, mas também com vontade de dar uns tabefes nele.
Nunca imaginei que um dia fosse sentir tanta falta dele, mas aqui estou, às vezes me pegando olhando uma das poucas fotos que temos juntos e rezando para que ele esteja bem. E, para piorar, hoje faz um mês que estamos juntos, assumidos, e ele não está aqui.
Tento seguir minha rotina de trabalho tranquila, porque, apesar da preocupação e saudades, o trabalho não para e eu preciso continuar cuidando da saúde do pessoal daqui.
Mas o pessoal do morro parece sentir falta dele também, sabe? O clima mudou. Algumas pessoas ainda me param para perguntar sobre ele. E, mesmo o Igor sendo aquele cara fechado, que não dá muitos sorrisos para muita gente, ele sempre se preocupou com o pessoal daqui. Dá para ver isso até no postinho que ele reformou, né?
Segui atendendo o pessoal e, até que hoje, a movimentação não estava tão grande. Terminei de aplicar a insulina na senhora e ela sorriu agradecendo.
Xxx: E nada ainda do Gavião, né, minha filha? — me olhou preocupada e eu sorri de lado.
Helena: Ele está bem, acho que daqui a pouco deve estar por aqui. — falei, sem nem saber exatamente como ele estava.
Xxx: Ele tem aquela cara de quem está sempre preparado para matar alguém a qualquer hora, mas ele é um menino bom. — dei risada. — Mas não diz isso pra ele não, viu?
Helena: Segredo nosso. — falei rindo, fazendo um zíper imaginário na boca, o que a fez rir também.
Xxx: Parece que, sem ele, o resto dos meninos fica desnorteado, sem saber o que fazer direito. — fez careta. — Tomara que ele esteja bem. Vou orar por ele.
Balancei a cabeça e sorri de lado, percebendo que, apesar do jeito ogro do Igor, muita gente gosta dele.
Levei a senhora até a porta da sala e percebi uma movimentação no corredor. Um dos enfermeiros passou em direção à frente e eu o parei, perguntando o que tinha acontecido.
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
