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Helena:
Passei a manhã toda e agora, na parte da tarde, estou dando faxina na casa com a Helô. Eu gosto de organização e ela gosta ainda mais. Hoje, decidimos lavar tudo, mudar as coisas de lugar e até limpamos o teto.
Aproveitei e já dei uma melhor organizada no quarto em que estou ficando; mudei a cama de lugar, o guarda-roupa e tudo. Parece até outra casa. Chega a dar até uma sensação de paz ver tudo limpo, cheiroso e mudado de lugar.
Acho que até a luz do sol entra mais iluminada. Mas, assim que terminamos tudo, a Helô começou a reclamar de dor de cólica. Fui até comprar remédio para ela na farmácia e agora ela está deitada no sofá, enquanto eu estou terminando de lavar as minhas roupas e alguns panos da casa.
Terminei de estender as roupas e reaproveitei a água para jogar aqui na laje e no corredor de lá de baixo e esfregar para o chão ficar mais limpo. Ainda sobrou água e fui jogar na calçada de lá de fora. Levei primeiro a bacia e depois fui pegar a vassoura para esfregar.
Baixei meu short da academia e peguei o balde, jogando a água e começando a esfregar o chão em seguida. Fico indignada que o povo joga chiclete assim na porta dos outros; se for para jogar, que jogue no meio da rua, eu hein.
Assim que estava terminando de lavar a calçada, escutei o barulho de um monte de motos passando e ainda olhei, vendo cinco motos, cada uma com garupa e os homens todos armados.
Uns ainda olharam e sorriram; sorri por educação também e, bem na hora, meu olhar bateu com ninguém menos e ninguém mais que o cavalo, que me encarou sério. Ele era o único que estava sem garupa na moto.
Estreitei os olhos para ele por causa do sol, reparando que ele estava sem camisa, mostrando toda a barriga e as tatuagens que tinha pelo corpo. Neguei com a cabeça e uma das motos parou bem ao meu lado. Olhei e dei risada, vendo que era o Juninho, sem blusa também, na garupa de um dos homens.
Juninho: Que isso, mãezona? Não gostei, viu? Você com essa roupa assim na rua - revirei os olhos e dei risada, reparando que as outras motos pararam também.
Helena: Ai, garoto - dei risada - tô normal. - Ele cruzou os braços.
Juninho: Normal nada - resmungou - paizão não fala nada, mas eu falo. - Falou e os homens deram risada.
Helena: Vem me testar não, garoto - fiquei séria e ele riu de lado, todo no deboche.
Ele fica falando essas coisas na frente de todo mundo, aí o pessoal já está começando a achar que eu e o Gavião estamos juntos. Porque ele não chama mais ninguém além do Gavião de paizão. Garoto querendo queimar meu filme.
Xxx: Tá com o patrão mesmo? - Perguntou rindo e olhou para o Gavião, que fechou a cara ainda mais e estalou a língua.
Tudo desse homem é estalar a língua e falar: "rum", já é a marca dele.
Gavião: Podem ir metendo o pé nesse caralho - falou sério e, em um piscar de olhos, sem reclamações, as quatro motos ligaram e aceleraram, saindo dali.
Pareciam até um robô. Misericórdia.
Helena: Cruz credo! -Neguei e peguei o balde e a vassoura. - Tadinhos.
Gavião: Tadinhos - resmungou. -E tu fica com uma roupa dessa assim na rua?
Helena: Ah, pronto. O que tem demais? Tô com uma roupa normal - me olhei.
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
