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2 meses depois...
Helena:
Eu não sei, mas estou começando a achar que, quando você ignora a pessoa e começa a tratá-la como se fosse só mais uma, a pessoa começa a te dar mais valor.
Eu não sou de estar tratando ninguém assim, porque, para mim, seria mais fácil tirar logo a pessoa da minha vida. Mas, na minha visão, quando você entra em um relacionamento, você entra pensando em um futuro com a pessoa e não vai terminar por causa de uma briga ou outra; você vai insistir até onde der.
Na vez em que eu e o Igor brigamos por ele ter ido a uma festa sem avisar, eu fiz o mesmo que ele, mas acabei esquecendo a aliança em casa. Quando ele viu, surtou, e nós brigamos muito. Acho que foi a pior briga que tivemos naqueles três meses em que estávamos juntos.
Brigamos muito mesmo e foi a primeira vez em que eu acabei perdendo o controle, deixando tudo de lado e falando tudo na cara dele. Acabei gritando e xingando, coisas que eu evitava muito fazer, e ele pareceu ter ficado ainda mais irritado quando viu como eu estava.
Para ter noção, ele chegou a falar que eu saí sem aliança para ficar com outra pessoa. E eu fiquei ainda mais irritada por ele estar duvidando da minha fidelidade. Brigamos ainda mais e foi quando eu disse, totalmente na hora da raiva, que não queria mais nada com ele.
E foi quando tudo finalmente pareceu ter parado. A discussão morreu naquele momento e ficamos um olhando para o outro, ele tentando entender se eu tinha falado aquilo mesmo, e eu queria pedir desculpas, mas a raiva que eu estava sentindo naquele momento foi tanta que eu só desviei o olhar e subi para o quarto.
Mas só foram dez minutos sozinha, dez minutos, e ele entrou no quarto, parou na minha frente, cruzou os braços e me encarou sério, dizendo que eu era mulher dele e que não tinha isso de terminar. Ignorei a fala dele, e ele me puxou e simplesmente pediu desculpas. Sabe o que é ouvir a palavra "desculpa" da boca do Igor? Ele nunca falou isso. Nunca.
Mas eu o ignorei. Não só naquele momento, mas pelo resto dos dias da semana, e estava até indo dormir com a Gabi no quarto, que se tornou totalmente dela. Eu achei que as coisas até iriam ficar por ali mesmo, mas não.
Ele ficou todo quieto na dele, ficou nessa de me levar e buscar no trabalho todos os dias. Às vezes, me ligava do nada enquanto eu estava trabalhando – e ele não gosta de ligações – e mandava um dos meninos que trabalha para ele levar alguns doces para mim no trabalho.
Só sei que foram alguns longos dias até a gente se resolver de verdade e, sinceramente? Eu não sei como chegamos até aqui. Algumas coisas mudaram, outras nem tanto, mas já se passaram 2 meses desde o acontecido e ainda estamos juntos, prestes a comemorar 5 meses juntos e o aniversário da Gabi.
Gavião: pra onde tu vai? - me puxou pela cintura e segurou meu rosto, me beijando - hum?
Helena: vou descer pra comprar algumas coisas para a Gabi - falei, tentando me afastar, e ele passou o braço pelo meu pescoço, me puxando mais ainda para ele - o que foi, hein? - perguntei, sentindo ele beijar meu pescoço.
Gavião: Posso beijar minha mulher, mas não? - ergueu a sobrancelha - se eu não faço o bagulho, tu reclama; se eu faço, tu reclama - estalou a língua - tudo que eu faço tá errado pra tu. - Revirei os olhos.
Helena: Ai, Igor - neguei - tô reclamando de nada.
Gavião: Rum - resmungou - vai com a Heloísa? - Concordei e ele segurou meu rosto, me olhando desconfiado - tá assim por quê? - perguntou sério.
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
