Cuidem de bater a meta nos quatro capítulos; só voltarei a postar quando isso acontecer. Se não baterem a meta, não farei mais maratona.
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Duas semanas depois...
Helena:
Eu vinha me segurando o máximo durante essas semanas para não cair na tentação do Cavalo. Mas ele parecia estar disposto a fazer de tudo para entrar na minha mente e eu voltar atrás.
Ele vai até a casa da Helô quando eu não estou trabalhando, fica com papinho, me provoca de todas as formas diferentes, fica falando que eu sou dele, fica me puxando para ele, tentando beijar meu pescoço, e eu tinha que tirar forças que nem eu sabia que tinha para não cair na tentação dele.
Cada passo que ele dava parecia ser calculado para me deixar na dúvida, para fazer com que eu pensasse se ainda havia algo ali. Por mais que eu lutasse e tentasse ignorá-lo, ele permanecia e parecia pensar que uma hora ou outra eu iria cair no jogo dele.
Para ele, não importava se eu o ignorava e tentava ficar distante dele. Ele estava decidido a continuar com o seu jogo até me ver cair. Ele jogava por nós dois.
Às vezes, me dava raiva e a vontade de ficar com outro na frente dele aumentava, mas daí eu lembrava que, se eu fizesse isso, do jeito que ele é doido, ele seria capaz de matar a pessoa.
Até o Juninho estava nesse jogo de tentar fazer com que eu voltasse a ficar com o gavião. Ele ficava cheio de gracinha, falando que era filho de pais separados, que não queria padrasto nem madrasta, por mais que o Cobra fosse legal. E isso fazia o gavião ficar irritado, porque parecia que ele odiava quando o nome do Cobra era citado junto com o meu nome.
Às vezes, eu ainda dou risada, porque o Juninho é cheio das graças, mas já mandei ele parar.
Agora eu estava voltando para casa depois de passar um plantão longo no postinho. Esses dias teve invasão e algumas pessoas tiveram que ficar internadas em observação, daí eu tive que ficar mais tempo por lá, já que o postinho estava bastante movimentado.
Fui subindo o morro, percebendo que a movimentação já estava escassa e que só havia os meninos do movimento. Olhei a hora no meu celular e vi que estava perto de dar 23:00. Respirei fundo, sentindo-me cansada do dia de hoje e só querendo tomar banho e cair na minha cama.
Dobrei algumas ruas para adiantar e, assim que estava chegando à porta de casa, vi o Gavião parar com a moto. Olhei sem entender e fui me aproximando mais, vendo-o descer da moto e me encarar.
Helena: O que foi? - parei próximo dele e tirei a chave do portão da minha bolsa.
Gavião: Tô precisando de você - falou, sem muito rodeio, e fiquei sem entender mais ainda, começando a abrir o portão. - Na verdade, o Juninho está precisando.
Helena: Aconteceu alguma coisa grave? - entrei, vendo-o entrar também.
Gavião: Depende do que é grave para você - encarei-o, que sorriu de lado e passou a mão na cabeça. - Ele não está machucado. - Respirei aliviada - ainda.
Helena: O que ele fez? - Entramos na casa e já estava tudo escuro, sinal de que a Helô já estava dormindo. Fui em direção ao quarto, vendo ele vir também, mas eu nem chamei.
Gavião: Ele não falou ainda. Disse que queria bater um papo sério com nós dois. Mas se ele estiver aprontando algo grave, não vou entender legal. - Revirei os olhos.
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
