Já tem um tempinho que criei um Instagram para compartilhar mais sobre meus livros e interagir com quem curte minhas histórias. Quem aqui já me segue por lá? Me avisa nos comentários só para eu ter uma ideia! E quem já segue, mas ainda não respondeu o que deixei por lá, vai lá rapidinho.
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1 semana depois...
Gavião:
Porra, estava foda pra caralho. A favela estava sem paz nenhuma, com invasões diretas. O Velho se irritou porque tomei o território dele e ainda matei o cara que ficava de frente, e agora quer tomar minha favela.
Meu pau pra ele.
Ainda teve o bagulho da morte da tia da Gabi. A piveta ficou toda triste, e a Helena sentou pra conversar com ela sobre esse assunto. Até achei que ela ia fazer muito escândalo, mas ela só ficou quieta na dela mesmo.
A Helena começou a ficar preocupada, e agora até eu estou, porque até hoje ela está quieta, sem brincar muito. Às vezes, sorri, mas não como antes.
Não tem como eu levar ela para algum lugar ou esses bagulhos, porque é invasão atrás de invasão e eu mal estou parando em casa também. A Gabi está ficando esses dias lá em casa, sai da ONG e, quando a Helena sai do postinho, passa na casa da Heloísa e pega ela, levando-a pra nossa casa.
Falando em Heloísa, ela veio dar uma de maluca pro meu lado, dizendo que está namorando. Rum, mané namorando.
Já estava perto de meia-noite quando saí da boca, tirei a chave do pescoço e fui em direção à moto, sentindo a brisa do vento gelado.
Minha mente estava a mil, papo reto. Estava cansado pra caralho; já tem umas três noites que não estou conseguindo dormir direito.
Guardei a moto na garagem e entrei em casa, já vendo tudo escuro. Fui subindo as escadas em direção ao quarto e passei pelo quarto em que a Gabi está ficando, abri a porta e liguei a lanterna do celular, já vendo ela dormir toda largada no meio da cama.
O quarto antes só tinha uma cama e uma cômoda, nada demais. A Helena começou a decorar quando a Gabi começou a vir dormir aqui e agora o quarto está quase todo pronto.
Abri a porta do meu quarto e, assim que entrei, vi a Helena deitada na cama, assistindo à TV. Encarei-a, que já deveria estar dormindo, e ela sorriu.
Suspirei cansado e fechei a porta, indo em direção à cama e me sentei na ponta, puxei minha camisa para cima e joguei-a em qualquer canto do quarto, tentando relaxar. Senti um movimento atrás de mim e, antes que eu virasse, senti os braços da Helena envolverem meu corpo e os dedos dela passarem pelo meu peito, beijando meu ombro e encostando o rosto nas minhas costas.
Fiquei parado, sem saber o que fazer, e não me movi, sentindo-a passar as mãos pela minha barriga.
Helena: Como você tá? - perguntou baixo, quase sussurrando, e respirei fundo.
Gavião: Tô bem - me virei um pouco para encarar seu rosto.
Helena: Você sabe que não precisa guardar tudo para você, né? - fiquei calado e puxei-a para a minha frente, fazendo-a sentar no meu colo.
Gavião: Os bagulhos são meus, pô - falei sério e segurei o rosto dela - tu não precisa ficar se preocupando, não. - falei, e ela negou com a cabeça, passando o dedo na minha sobrancelha.
Helena: Você tem que descansar, amor - me beijou - tu nem dormindo esses dias está. Acha que eu não vejo você levantando de madrugada e indo fumar? Daqui a pouco, seus pulmões nem aguentam mais.
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Lágrimas de ilusão.
Fiksi PenggemarNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
