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Gavião:
Papo reto, eu não sei o que tinha dado na minha cabeça para contar o que aconteceu no meu passado para a Helena. Achei que só ia falar do bagulho da morte da minha coroa, e quando vi, estava falando mais do que deveria.
Não gosto de ficar falando desses bagulhos com ninguém, mas quando fui perceber, estava falando para ela. Mas já deixei ela ciente, pô. Se ela sair espalhando o bagulho, não vou entender legal.
Contei a ela um bagulho que ainda mexe pra caralho comigo e ainda achei que ela iria me julgar, mas ela só ficou me escutando, deu uns papos ainda, mas eu estava ligado que ela não sabia o que falar direito, só que ao mesmo tempo queria falar.
Deixei quieto e ainda transei com ela. Ficou toda cismada achando que alguém iria aparecer lá, mas eu já estava na intenção e já tinha mandado uns seguranças ficarem na parte de baixo, para deixar ninguém subir pra lá.
Fudemos no pelo ainda. Bagulho bom pra caralho, nunca mais tinha fodido assim e, quando vim fazer, foi logo com ela. Não tinha como negar, a patricinha sabia fazer, pô, e ainda me deixava com mais vontade.
Saímos de lá, já estava perto das duas da manhã. Ia deixar ela em casa, mas passaram a visão de que a Heloísa não tinha chegado ainda e bolei legal. Gosto quando ela sai assim, não.
De onde nós estávamos, era mais perto ir para a minha casa do que descer para a da Heloísa, então fui direto para a minha, e a Helena já foi entrando, dizendo que ia tomar banho.
Falei com a segurança da casa e passei a visão; queria atenção redobrada essa noite, tava sentindo que vinha algum bagulho aí e não quero ser pego desprevenido.
Entrei em casa e subi para o meu quarto, já vendo a Helena deitada na minha cama, toda enrolada.
Gavião: Tá pelada? - perguntei, e ela virou a atenção na minha direção.
Helena: Peguei uma blusa sua que estava aqui na cama - encarei-a sério - e usei a mesma escova de dente que usei naquele dia.
Gavião: Tu fica pegando minhas blusas e até hoje não devolveu uma que tu pegou aqui - ela sorriu de lado - gosto disso não.
Helena: Eu não lembro disso - negou com a cabeça - agora me deixa dormir, que eu estou cansada. O dia foi muito longo.
Estalei a língua e deixei ela lá, indo tomar banho. Assim que terminei, escovei meus dentes e saí, indo até o closet. Vesti só uma cueca e passei desodorante, liguei o ar-condicionado e me deitei na cama, vendo a Helena se virar na minha direção.
Helena: As mulheres que tu te envolve, tu traz para cá? - me olhou e encarei-a sério, sem entender o porquê da pergunta - quero saber. Vai que você manda todas usarem aquela escova de dente. Que nojo.
Gavião: Tu é toda fresca, papo reto - neguei com a cabeça - só podia ser cria de condomínio. - Ela ergueu a sobrancelha - ninguém usa aquela escova, não, só tu.
Helena: Rum - resmungou - vou começar a andar com minha escova de dentes para todo canto. Não dá para confiar em você.
Estalei a língua e neguei com a cabeça. Eu nem sou de estar trazendo nenhuma mulher para a minha casa; quando eu vou ficar com alguma, é sempre na casa da mina ou pego algum barraco pequeno no morro.
Só essa maluca que tô trazendo esses dias.
Gavião: Não era tu que tava cansada? - perguntei sério, e ela estreitou os olhos na minha direção - qual foi? Tu não disse isso?
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
