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1 mês depois...
Gavião:
Helena: Me deixa em paz - falou irritada - sai daqui.
Gavião: Hum. Quero ver quem vai me tirar daqui - cruzei os braços - e eu vim ver minha irmã, não foi você, não.
Helena: E eu já disse que ela não tá aqui - cruzou os braços.
Gavião: E eu já disse que vou esperar ela aqui, pô - falei, e ela soltou um grito de raiva. - Tá ficando maluca, é?
Helena: Que raiva da sua cara - bateu o pé e saiu andando. Prestei atenção na bunda dela que se movimentava a cada passo que ela dava naquele pedaço de pano de dormir e estalei a língua, passando a mão na cabeça.
Porra, essa mulher tá comendo meu juízo. Até hoje não me deu. Mas tu acha que eu desisti? Hum. Nunca.
Até pensei em largar de mão, mas quando vi o tanto de marmanjo querendo pegar ela, voltei atrás. O caralho que vou deixar o caminho deles livre. O caralho.
Tô ficando com ela com mais frequência, principalmente agora que ela veio morar no morro. Ainda tentei arrumar uma casa para ela, mas ela disse que tinha medo de morar sozinha aqui, então preferiu ficar na casa da Heloísa, se adaptando. Daí eu aproveito pra vir pegar ela também e entrar na mente dela.
Comecei a andar pela casa para procurá-la e não a achei, o que significa que ela tá no quarto que agora é dela, mas antes era meu.
Abri a porta e vi ela deitada, mexendo no celular e sorrindo, mas quando me viu, fechou a cara. Rum.
Gavião: Rum, tá falando com quem que tá rindo?
Helena: Mano, você não me deixa quieta - cruzou os braços - o que você quer, hein?
Gavião: Deixa eu ver teu celular - falei, e ela riu da minha cara - tô brincando, não. - falei sério.
Helena: Olha só, você não vem atentar minha mente, não. Nem com paciência com você eu tô.
Gavião: Não perguntei isso - falei sério - não tá com paciência comigo e fica de risinho no celular? Sou otário?
Helena: Entenda, não temos nada. São só beijos e só.
Gavião: E tu tá puta porque eu fiquei com a mina? - ela fechou a cara.
Helena: São coisas diferentes. - falou irritada - fez inferno para eu não conversar com o menino e não passaram nem dez minutos e você já estava se agarrando com a menina lá.
Gavião: Eu posso e tu não. - me sentei na cama e ela me olhou mais irritada - Se você se estressar, é pior, pô. Vou pegar a baba de outro, é? Rum.
Helena: Seu babaca! - se levantou da cama e ia sair, mas puxei ela pelo braço, fazendo-a sentar na minha perna - Me solta, seu nojento.
Gavião: solto nada - falei sério e fui com a mão na nuca dela, puxando seu rosto para próximo do meu - tá merecendo piroca pra deixar de estresse.
Escutei sua risada e puxei mais seu rosto, encostando minha boca na dela e beijando-a. Apertei mais minha mão na sua nuca e aprofundei o beijo, sentindo-a se acomodar melhor no meu colo, passando a perna para cada lado e colocando os dois braços ao meu redor, tentando colocar os dedos entre meus cabelos.
Desci meus beijos pelo seu pescoço e a filha da puta começou a rebolar lento em cima do meu pau, que já estava duro. Fui com a mão no seu pescoço e puxei seu rosto para o meu de novo.
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Lágrimas de ilusão.
أدب الهواةNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
