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Reta final2
1 semana depois...

Helena:

Juju: porque eu sou uma princesa – jogou o cabelo para trás e eu dei risada.

Vini: a Fiona – resmungou, e eu me segurei pra não rir. Só quem não se segurou foi o resto dos meninos, principalmente o Pedro, que caiu na gargalhada.

Pedro: Júlia, a Fiona – falou, ainda rindo, e a Júlia já fez bico e cruzou os braços.

Juju: e você que nem do castelo é.

Pedro: nem você. A Fiona não tem castelo – falou, rindo.

Gui: para de encrencar com ela – saiu em defesa da Júlia – nem no aniversário dela você para de ser chato.

Juju: não vai mais ninguém pro meu aniversário – bateu o pé – nenhum de vocês. Só o Gui.

Neguei com a cabeça, deixei eles na sala e fui até a cozinha.

Gustavo: mas eu não falei nada.

Vini: é porque ela gosta do Guilherme – falou.

Juju: só dele e do Gustavo. Todos vocês são chatos.

Vini: e você, a Fiona – continuou.

Juju: mãe – gritou com a voz de choro.

Helena: Vinícius, se comporta – falei, pegando um chocolate.

Vini: Ela que é chata, vó.

Juju: Você que é feio e chato. – escutei o grito dela.

Helena: Para de gritar, Júlia. – falei mais séria, e todos ficaram em silêncio. Respirei fundo e, quando ia perguntar o que eles estavam fazendo, escutei a voz da Júlia de novo e a porta sendo aberta.

Juju: Pai, olha pros meninos. – falou com a voz de choro. – Não quero mais nenhum no meu aniversário. Esses meninos feios, chatos... – continuou, e foi quando percebi pela voz dela que agora ela estava chorando de verdade.

Voltei para a sala e vi a Júlia no colo do Igor, o rosto deitado no ombro dele e chorando. Os meninos olhavam sem saber o que fazer, e o Igor, sério, alisava as costas da Júlia.

Era choro de verdade. Não era manha nem birra. Olhei séria para os meninos, e eles baixaram a cabeça.

Gavião: Não precisa chorar, pô – falou, ainda alisando as costas dela. – O que foi que eles fizeram? – perguntou, e antes que ela falasse, o Pedro entrou na frente.

Pedro: Desculpa, tio – murmurou, baixando a cabeça.

Engraçado que era só o Igor chegar que eles já se comportavam.

Gavião: Tem que pedir desculpa pra ela, não é pra mim, não – falou ainda sério e me olhou. Suspirei e fiz sinal para ele resolver isso.

Só com a presença do Igor, todos se comportavam. Voltei para a cozinha e terminei de guardar o resto das lembrancinhas para levar pro espaço onde vai ter a festa da Júlia.

Depois de guardar, organizei a cozinha e, quando estava terminando, o Igor chegou.

Gavião: Já mandei a segurança descer pra lá – virei para ele e concordei.

Helena: Já estava quase tudo pronto, né? – falei sem encarar – meu pai disse que ia mandar uns seguranças dele também, pra não ter risco nenhum.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora