Eu sei que não estou postando tanto como antes, mas as coisas aqui estão ficando mais corridas com a pré-vida adulta chegando e muita coisa acontecendo. Eu ainda tenho os dias de postagem definidos, como mencionei no capítulo de apresentação, e logo voltamos à rotina normal de postagens: terça, quinta e sábado.
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Helena:
As coisas estavam realmente muito confusas, e eu também estava confusa, tentando entender o que estava acontecendo. Todo esse caos ao meu redor.
Primeiro de tudo, por que o carioca veio exatamente atrás de mim e tirou uma foto comigo? Ele não tinha cara de bandido, não tinha o jeito, não tinha nada. Não parecia alguém de quem eu precisasse me preocupar. E nem uma tatuagem ele tinha, pelo menos não que eu visse. E a maneira como ele agiu, tão friamente... Chegou como uma pessoa qualquer, educado, para no fim, mandar aquela foto me ameaçando.
Segundo, por que meu corpo reagiu daquela forma quando ele me tocou, sendo que eu nunca o tinha visto na vida? Meus olhos se encheram de lágrimas, meu corpo se arrepiou... tudo isso ainda está muito confuso na minha cabeça.
E terceiro, a Gabi. Ela tem me preocupado cada vez mais. Não sei se é por causa da ausência da tia dela, mas, de repente, ela fica em silêncio, diz que não quer brincar, que quer ficar sozinha. Já perguntei o que aconteceu, mas ela só nega com a cabeça e começa a chorar, dizendo que a cabeça dela está doendo.
E ainda tem o Igor, que parece ter desenvolvido uma obsessão por pegar o carioca de uma vez por todas. Esses dias teve outra invasão e, quando acabou, ele chegou aqui em casa estressado, acabou descontando em mim. Disse que tinha visto o carioca e até atirado nele, mas que ele conseguiu escapar.
Eu já não sei mais se isso é por causa da foto, ou se ele sempre teve essa raiva e agora não quer mais saber de conversa, só de matar o carioca. Mas as coisas estavam tão confusas e a vida tão corrida, que acabei deixando isso para ele resolver, enquanto seguia tentando trabalhar, cuidar da Gabi e da Camile, que às vezes se sente sozinha por não ter os pais por perto.
Cheguei em casa um pouco mais tarde do postinho hoje e subi as escadas com cuidado. Passei no quarto da Gabi e ela não estava lá, então fechei a porta e fui para o meu. Ao entrar, vi uma cena um tanto fofa: o Igor e a Gabi deitados na cama. Eles estavam assistindo, e a Gabi estava deitada sobre o peito dele, com os braços ao redor da cintura do Igor, toda enrolada, enquanto ele mexia no cabelo dela.
Igor olhou na minha direção e eu sorri de canto, vendo ele sorrir também. Me aproximei mais deles e percebi que estavam assistindo A Pequena Sereia.
Helena: Não sabia que você gostava – brinquei com o Igor, e ele estalou a língua. A Gabi desviou o olhar do desenho e me encarou, sorrindo em seguida.
Gabi: Tia – ela sorriu – vem assistir comigo também.
Helena: Deixa só a tia tomar um banho rápido e eu vou deitar com você, tá? – Ela balançou a cabeça e sorriu, deitando novamente no peito do Igor e voltando a prestar atenção no desenho.
Fui até o banheiro e tomei um banho rápido. Quando saí, fui até o closet, vesti meu pijama, passei desodorante e fui até a cama. O Igor abriu espaço, batendo na cama para eu me deitar ao lado dele.
Gavião: Tá de boa? – Ele beijou meu pescoço, e eu concordei, sentindo meu corpo arrepiar.
Helena: Vai dar tudo certo amanhã? – Perguntei sobre o aniversário da Gabi, e ele concordou sério.
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
