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Nem sei se consegui corrigir direito,
mas valorizem, porque minha rotina está corrida.

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2 semanas depois...

Helena:

Eu não sei a que ponto resolvi chegar, mas sei que, de um jeito ou de outro, me permiti passar por situações chatas e, no fim, cheguei aqui. Mesmo brigando, batendo o pé e discutindo, no fim, permaneci e, para falar a verdade, mesmo dizendo que iria embora, nunca conseguiria.

Porque, desde o dia em que realmente conheci o Igor, no dia em que fomos para o alto do morro, antes mesmo de termos algo sério, desabafei mais uma vez sobre a minha vida e ele, pela primeira vez, se abriu comigo, contou sobre seu passado conturbado e me deixou ver um lado dele que eu nunca tinha visto. Eu me apeguei ainda mais a ele e achei que, de uma forma ou de outra, conseguiria mudá-lo.

Eu iria conseguir mudar o jeito durão, cavalo e meio babaca dele, mas já se passaram quase oito meses. Oito meses. Não foram oito horas ou oito dias; foram oito meses praticamente dando murro em ponta de faca. Não vou ser hipócrita e cuspir no prato em que comi, dizendo que só foram momentos de estresse e brigas – a grande maioria foi, sim – mas tivemos os nossos momentos bons, rimos, nos divertimos do nosso jeito meio doido e talvez tenha sido a esses momentos que me prendi, pensando que um dia ele iria mudar.

Mas quem sou eu para mudar o Igor? Ou melhor, o Gavião. Quem sou eu para mudar um tipo de homem como ele?

Somos diferentes em diversos aspectos. Eu amo ajudar as pessoas e salvar vidas. Ele só ajuda os dele, e olhe lá; uma das coisas que ele mais gosta é simplesmente matar. Eu sou comunicativa, gosto de fazer amizades, de falar, gravar vídeos, tirar fotos, e ele, bom... ele não é nada disso. Ele é um ogro puro e odeia tudo que seja exibição.

No fim, acho que nunca daríamos certo. E erramos, ou melhor, eu errei em ter me entregado tanto assim. Não falo em me entregar em relação a amar, porque em todas as minhas relações sempre fui intensa, ou pelo menos achava que era. Porque, depois que conheci o Igor, descobri o que é viver na intensidade.

Começamos a namorar dois meses depois de termos começado a ficar, viemos morar juntos pouco tempo depois, e o que era para ser um namoro se tornou uma vida de casados. Eu, que sempre disse aos meus antigos namorados que só iria morar junto depois do casamento, me vi fazendo tudo na contramão com o Igor.

Cara, eu só tenho 21 anos. 21. E mesmo assim, porque estou completando hoje. E aos 20, eu assumi uma responsabilidade enorme. Por mais que eu ame o Juninho e o considere como um filho, por mais que eu ame a Camile e por mais que eu já esteja desenvolvendo um carinho enorme pelo Vini, eu assumi uma carga pesada para a minha vida com apenas 20 anos. Eu praticamente me casei. Ainda teve a Gabi, que foi meu grande amor, e por mais que eu tenha o sonho de ser mãe, ela chegou meio que do nada e eu tive mais essa responsabilidade.

Com apenas 20 anos.

Em menos de um ano de relacionamento, eu vivi tudo isso com o Igor e mais um pouco. Tem noção?

Heloísa: minha gêmea gostosa - dei risada, sentindo ela me abraçar com tudo, e eu a apertei no abraço, já sentindo vontade de chorar. - feliz aniversário, minha vida. Eu te amo daqui até a eternidade. - beijou minha bochecha e me olhou, vendo que eu já estava chorando. - Para de graça, Helena, eu não quero chorar.

Falou, e eu dei risada, abraçando-a de novo.

Helena: feliz aniversário, irmã. Você já sabe que eu te amo demais, né? - olhei para ela, deixando minhas lágrimas escorrerem, e vi os olhos dela encherem de lágrimas. - Não sei o que seria da minha vida sem você.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora