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Helena:

Senti o corpo dele por cima do meu e respirei fundo, tentando controlar minha respiração, e senti ele fazer a mesma coisa.

Gavião: agora sim, bom dia - respondeu ao meu bom dia, que eu dei a alguns minutos atrás, antes de ele me atacar de novo.

Depois de hoje de madrugada na lancha, fomos pegar o carro em Cabo Frio e voltamos para o Rio, mas nem fomos para o morro; viemos direto para o motel.

Chegamos aqui umas 5 da manhã e tu acha que fomos dormir? Que nada, fomos continuar o que estávamos fazendo na lancha. Quando viemos tirar um cochilo, já era perto das 7 e acordamos agora, às 08:20, e mesmo assim só porque precisamos voltar para o morro. Ele para resolver as coisas dele e eu para descansar.

Mas ele também já acordou no pique, me puxando para ele, e eu não neguei.

Empurrei-o para o lado e me levantei da cama, sentindo meu corpo dolorido, e fui em direção ao banheiro.

Helena: mentira - sussurrei quando me olhei no espelho e vi que ele tinha me deixado marcada pouco acima do peito e perto do pescoço.

Virei de costas e me olhei, vendo minha bunda toda marcada também com a mão enorme dele.

Gavião: fazer uma tatuagem - olhei para ele parado nu na porta do banheiro.

Helena: olha como você me deixou - falei indagada - como vou usar minhas blusas? Vai dar para ver.

Gavião: era para eu ter deixado mais ainda - se aproximou e eu neguei com a cabeça - pra tu aprender a não brincar comigo, pô.

Helena: rum - resmunguei e ele me puxou para ele, começando a beijar meu pescoço e fazendo eu me arrepiar toda - tá bom também - tentei sair e ele me prendeu mais, fazendo eu sentir o pau dele tocar na minha barriga.

Gavião: minha vontade por tu não passou ainda - me olhou - como que eu faço? - segurou meu pescoço.

Helena: Dorme que passa - sorri e ele continuou sério. - Eu tô toda dolorida, de verdade. - Coloquei minhas mãos na cintura dele. - Se a gente fizer de novo, eu saio daqui sem andar.

Gavião: Era isso que eu queria ver. - Neguei e dei risada, ficando na ponta do pé e beijando-o rápido.

Helena: Quanto você tem de altura, hein? - Segurei o rosto dele.

Gavião: Sei lá. - Me pegou no colo e saiu do banheiro, me levando até a parte onde fica a banheira, que já estava quase cheia e com espuma.

Entrei ainda no colo dele e ele se sentou, me deixando ainda no seu colo, me fazendo sentir sua generosidade.

Helena: Agora responde minha pergunta. - Me mexi no seu colo e ele respirou fundo, me olhando sério.

Gavião: Tu gosta de maltratar, né, porra? - Sorri e olhei para baixo, indo com a minha mão no seu pau.

Helena: Responde logo. - Olhei para ele. - Qual sua altura?

Gavião: não lembro, caralho. É um e oitenta e oito. Quase um e noventa - sorri e me ajeitei melhor, começando a encaixar o pau dele na minha entrada.

Helena: quantos centímetros? - fui descendo devagar e ele fechou os olhos, jogando a cabeça para trás. Gemi baixinho e contraí, parando de descer, esperando ele responder. - Não vai me responder? - ele respirou fundo e me olhou nos olhos.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora