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Até próximo ano,
meus amores 😂🤍

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Helena:

O bonitinho do Igor fechou os olhos para dormir, e eu ainda fiquei apagando as merdas que estavam no celular dele. Por mais que eu já "soubesse" que teria essas coisas, eu juro que senti raiva e vontade de tacar o celular na cara dele.

No WhatsApp dele, havia um monte de contatos de mulheres, a maioria não salvos. Quando eu ia apagar e bloquear, vi as conversas: mulheres mandando fotos e vídeos peladas, e, pasmem, a grande maioria nem era ele que pedia. As mulheres simplesmente mandavam e chamavam ele, e ele, como uma roda de caminhão, respondia dizendo que estava indo.

Depois, fui para a galeria, porque, se ele realmente quer tentar algo sério comigo, ele não vai ter essas merdas no celular, não.

O bonito ainda veio com o papo: "deixa eu ver". Deu logo vontade de tacar o celular na cara dele. Safado, catraca de ônibus e roda de caminhão. Que ódio, viu?

Se não era foto e vídeo de mulher, era foto e vídeos de gente morta, sendo torturada e sei lá mais o que. Não tinha nada de bom no celular dele. Estava parecendo o Portal Zacarias e um site de pornografia.

Me estressei logo, deixei o celular dele de lado, coloquei para carregar e decidi ir dormir. Mais tarde, quando eu acordar, eu apago o resto. Puxei o cobertor, me virei, deitei e fechei os olhos para dormir.

Gavião: achei que não ia acabar nunca mais - senti o braço dele passar pela minha cintura e ele me puxar mais para ele, falando no pé do meu ouvido com a voz rouca.

Nem fiz questão de responder a esse safado, ignorei mesmo e escutei sua risada rouca no meu ouvido.

Gavião: vai negar a voz mesmo? - debochou e senti ele entrar com a mão por dentro da minha blusa e colocá-la no meu peito, apertando de leve.

Helena: me deixa dormir - falei séria, e ele beijou meu pescoço. - seu safado.

Gavião: sou mesmo - bufei e me ajeitei para dormir.

Ele continuou mexendo no meu peito e não demorou muito para eu pegar no sono. Quando acordei, foi com ele abrindo a porta do banheiro. Passei a mão nos olhos e encarei-o, que estava com a toalha enrolada na cintura e o corpo molhado.

Ele me encarou sério e eu sorri de lado, vendo-o passar a mão no cabelo ainda molhado e vir na minha direção.

Helena: Vai para onde? - perguntei, sentindo minha voz sair um pouco rouca. Ele inclinou o corpo, beijando meu pescoço e depois me dando um selinho.

Gavião: Comprar teu remédio - me olhou e eu concordei - tá cedo, ainda vai dar sete horas, volta a dormir.

Helena: Uhum - murmurei e puxei mais a coberta para meu corpo - se der, compra algum doce para mim e aqui eu te passo o dinheiro.

Falei e ele resmungou alguma coisa, se afastando e indo em direção à mochila dele, pegando a roupa e começando a se vestir.

Helena: Você tem uma bundinha tão bonita - brinquei, e ele virou de imediato, encarando-me com um olhar sério, fazendo-me dar risada - estou falando sério, quer que eu tire uma foto?

Gavião: Se liga, porra. Tá maluca? - dei risada - papo de tilte. - Neguei com a cabeça, vendo o quanto ele tinha a masculinidade frágil.

Helena: Ai, Igor - neguei ainda rindo - você é tão... - neguei com a cabeça e escutei ele estalar a língua, ainda sério.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora