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Helena:

Da raiva do Igor, porque ele começa com as gracinhas dele e depois ele próprio não aguenta. Queria ver se fosse eu que tivesse dito que estava com outro homem. Queria só ver.

Aí, só porque eu fui para o baile, ele quer vir surtar?

Gavião: a porra da polícia tá atrás de mim, caralho - apontou, e cruzei os braços encarando ele - o cara fala pra tu não ir para a porra do baile e tu vai, vai e não responde minhas mensagens. - Passou a mão no rosto e me olhou mais bolado - coloquei a vida de todo mundo em risco pra vir atrás de você.

Helena: não vem falar como se a culpa fosse minha, não - falei estressada também - não fui eu que te forcei a vir até aqui e muito menos que fiquei com gracinha pro seu lado.

Gavião: não forçou, mas me desobedeceu, né, caralho? - dei risada de raiva. - tá rindo de quê, porra?

Helena: te desobedeci? - levantei da cama - você não é meu pai nem minha mãe, Igor. Se toca! - passei a mão no cabelo - é quase impossível ter uma boa relação com você.

Gavião: e eu que sou o culpado? - se aproximou mais, me olhando bolado - tu tem que entender que sou eu quem mando, porra. - segurou meu rosto - já basta a traição que eu recebi e tu ainda quer vir testar minha paciência?

Helena: Tira sua mão de mim - empurrei-o - tá estressado? Eu também estou e nem por isso vou descontar minhas coisas em você.

Virei-me e saí do quarto dele, comecei a descer os degraus da escada e, assim que fiz a curva, chegando na parte plana que eu tenho um certo receio de descer, senti o Igor puxar meu braço.

Tentei me soltar dele e meu corpo foi todo para trás. Senti meu coração acelerar do susto e o Igor me puxou com tudo de novo, evitando que meu corpo fosse de encontro com o corrimão que é de vidro.

Gavião: Tá maluca, porra? - segurou meu corpo contra o dele e me olhou preocupado. - Se eu não te puxasse, tu ia cair lá embaixo junto com os vidros.

Falou e eu fechei os olhos, ainda sentindo meu coração parecer querer sair pela boca. Se ele não tivesse me puxado de volta, talvez agora eu estivesse desmaiada, com vários vidros em cima de mim lá embaixo.

Encostei minha cabeça no seu peito e tentei controlar minha respiração, sentindo meu corpo tremer ainda.

Helena: Igor... - murmurei, ainda sentindo medo - meu Deus, eu ia cair.

Gavião: Eu te segurei - puxou meu rosto para ele - fica querendo descer as escadas toda apressada, sabendo o risco. - falou sério, me encarando, e respirei fundo. - Bora voltar pro quarto.

Me puxou de volta, subindo as escadas, e acompanhei ele, ainda sentindo meu coração acelerado. Me sentei na cama e coloquei a mão no rosto, respirando fundo.

Gavião: Porra, minha dama, tu ia caindo.-  Sentou ao meu lado e puxou meu rosto para ele. Percebi sua respiração um pouco acelerada também, e ele olhou no meu olho. - Caralho...

Helena: Eu tô bem - murmurei - só foi um susto. - Mordi o canto da minha boca, e ele negou, beijando minha testa.

Deitei meu rosto no peito dele de novo e fui me acalmando aos poucos, sentindo ele mexer no meu cabelo.

Helena: Mas eu ainda estou com raiva da sua cara - murmurei e levantei o olhar, vendo ele sorrir de lado. - Tô falando sério, Igor. Eu não fico descontando meus estresses em você.

Lágrimas de ilusão. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora