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Gavião:
Helena veio com uns papos de que queria terminar há uns dias atrás e conversei com ela; não tinha isso, pô. Assumi ela, contei meus bagulhos que nunca contei para ninguém, trouxe-a para morar junto comigo, dei aliança e fiz os caralhos a quatro que nunca fiz parecido com ninguém.
Já tive um namoro na época de pivete, mas nada se compara ao que fiz pela Helena. Nada, pô. E agora ela quer vir com papo de terminar? Rum, tem isso, não. Quer se cuidar? Vai se cuidar ainda estando comigo; nunca proibi ela de se cuidar, não. Ela está meio estranha ainda e mal está conversando no bagulho. Tô ficando bolado com isso? Pra caralho. Mas pelo menos ela ainda está aqui na nossa casa.
Anteontem, ela recebeu uma ligação da mãe dela; a mãe quer que ela vá para São Paulo para assinar uns papéis. Já fiquei na neurose no bagulho. A velha nunca ligou, pô. Nunca fez questão da filha, foi embora para outro estado e deixou a filha sem casa e agora quer que a Helena vá lá para assinar uns papéis? Papo estranho do caralho.
Já falei com a Helena, mas ela ainda está nessa de querer me ignorar no bagulho. Rum.
Helena: Não quero seus seguranças - falou enquanto arrumava uma mala, e eu respirei fundo.
Gavião: Meus soldados, que são seus seguranças - falei sério. - Aquela velha nunca te mandou mensagem, e agora quer vir com papo de que vai para outro estado se encontrar com você? Sou menino não, porra.
Helena: Minha mãe tem nome, Gavião. - Passei a mão no rosto, começando a perder a paciência nesse caralho, e vi ela pegar uma mochila e colocar outras roupas dentro.
Gavião: Só vai passar 3 dias lá, tá levando tanta roupa pra quê? - Levantei. - Em, Helena? - puxei ela e olhei seu rosto, vendo ela me encarar sem paciência. - Tá querendo me passar para trás?
Helena: Vou nem te responder - tentou se afastar.
Gavião: não vai me responder? Rum... - puxei ela e segurei seu rosto, olhando nos seus olhos - tá querendo me passar pra trás, é? - continuei olhando nos seus olhos e ela suspirou, sem me responder ainda.
Eu estava sentindo que ela estava me escondendo alguma coisa, pô. Conheço a Helena. Ela disse que eram uns papéis da empresa da mãe dela que precisavam da assinatura dela, mas não tem essa não. Tá achando que sou bobo.
Helena: deixa eu terminar de fazer minhas coisas. Vai - dei risada.
Gavião: eu vou contigo nessa viagem - ela me encarou e negou com a cabeça - vou conhecer minha sogrinha, pô.
Helena: deixa de graça, Igor - se afastou - você vai ficar aqui e eu vou viajar.
Gavião: tá nervosa por quê, minha gata? - puxei ela e passei o braço pelo seu pescoço - não posso conhecer sua mãe, não? - cheirei seu pescoço e percebi ela se arrepiar.
Helena: Não, Igor - me encarou - eu quero ficar em paz com a minha mãe, e você é maluco, não poupa as palavras e é capaz de fazer alguma merda. Fica quieto aqui no seu morro e eu vou me resolver com a minha mãe.
Gavião: Já está tudo resolvido por aqui - soltei ela, mas antes dei um beijo na sua boca - não se preocupa, minha gata, sei me comportar.
Fui até o closet e peguei uma mochila, coloquei meus bagulhos e minha documentação falsa, fui até o banheiro pegando minha escova de dente e já estava pronto, pô. Fui mais rápido que ela.
Helena: Você só pode estar de brincadeira com a minha cara - cruzou os braços, sentando na cama.
Gavião: Tá tanto assim por quê? - coloquei a mochila na cama - ia fazer mais algum bagulho que não me contou?
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Lágrimas de ilusão.
FanfictionNunca espere demais da sorte ou dos outros; no fim, não há quem não decepcione você.
