Depois daquilo que aconteceu, nós estávamos andando em silêncio para onde eu costumo encontrar meu pai. O dia ficou sem graça de repente, não é divertido saber que tem gente por aí matando animais inocentes. Eu não conseguia parar de pensar nisso nenhum segundo, eu até tropeçava de vez em quando por não prestar atenção por onde andava, ele respeitava meu estado e permaneci quieto o tempo todo do meu lado andando com as mãos nos bolsos de novo, o barulho dos seus passos me acalmavam de alguma forma, eu me sentia menos vulnerável com ele. Mesmo depois de vezes que fiquei com medo dele, apesar dele ser... Assim, ele não parecer ser tão ruim como julguei esse tempo todo. De vez em quando eu olhava seu rosto pelo canto dos meus olhos vendo que ele sempre sorria como se percebesse que eu o olhava. Eu parava mas depois sentia ele me olhando do mesmo jeito como se isso fosse algo divertido, e estava me deixando sem jeito. Mas eu sorria também e escondia isso olhando para outro lado, isso me fazia esquecer um pouco meus problemas com meu pai e a preocupação sobre não está mais segura enquanto a floresta onde vivo. Sempre andei por aí e nunca via humanos matando animais inocentes como aquele cervo.
O caminho começou a ficar mais familiar e eu fiquei mais tranquila por ainda ser de tarde, ia demorar um pouco para escurecer. Mas ia dá tempo de chegar dessa vez, respirei fundo me pegando pensando novamente no que dizer à ele quando me interrogar, isso eu tinha certeza que ele iria fazer. Só não conseguia pensar em nada pra dizer e encobrir toda a verdade, não acho certo dizer à ele que eu conheço esse garoto. Algo me diz que ele não gostaria disso, ele sempre me disse que não me queria mais perto daquela tal cidade que eu observava, eu entendi que ele não me quer tendo contato com humanos e com mais ninguém.
Fiquei pensando no que ele iria pensar se me encontrasse com essa criatura aqui do meu lado.
...
Balancei minha cabeça jogando essa ideia bem longe e correndo para ela não chegar até mim de novo, que nojo... Não sei mais controlar meus pensamentos. Meu pai me mataria...
Por ficar pensando nisso, eu não percebi que já estava perto demais das três árvores, esse é o limite pra ele me acompanhar. Não vou deixar meu pai vê-lo comigo. Então eu parei e esperei ele fazer o mesmo só que ele passou na minha frente e ficou me olhando esperando eu explicar meu motivo de ter parado de repente.
-eu... Sigo sozinha daqui
Disse olhando para baixo e comecei a andar naquela direção sem me importar se ele resolver me seguir de novo, eu diria que eu não quero mesmo que ele volte a me acompanhar.
Outra vez ele pegou meu pulso, só que sendo mais delicado dessa vez. Eu olhei pra ele com um pouco mais de paciência que teria se tivesse naquele estado de novo. Mas ele só estava sorrindo torto de novo, só que tinha outra coisa por trás disso, eu não consegui saber oque era.
-onde posso encontrar você?
...?
-é... Tem um rio aqui perto... Eu vou pra lá depois que conversar com ele
Oque?!
Fiquei confusa comigo mesma tentando entender porque ele perguntou isso e porque eu respondi desse jeito. Eu não sabia mais oque pensar até ele ir embora soltando meu pulso passando seus dedos pelos meus de um jeito estranho, mas eu senti um arrepio pelo toque frio quando ele me soltou. Depois que ele se afastou que eu pude me recuperar e pensar no que exatamente aconteceu comigo pra ter dito aquilo com tanta facilidade como se o conhecesse à muito tempo. Fiquei parada aqui por dois segundo e depois balancei minha cabeça e resolvendo ir logo ter essa conversa com meu pai antes que...
?
Balancei minha cabeça de novo para afastar os pensamentos estranhos e novos que estava tendo, acho melhor começar a pensar em algo... Normal para responder à meu pai. Eu vou dizer que fiquei presa numa casa abandonada e não vou contar nada sobre aquele garoto, e que não conseguir vir essas noites por está chovendo demais e eu fiquei com medo de sair na chuva. Acho melhor pensar em outra coisa porque ele não vai acreditar nisso. Mas oque eu devo dizer à ele sem ser a verdade? Eu preciso pensar rápido!
Parei atrás da primeira árvore nervosa demais, já estava escuro e eu só ouvia os grilos e minha respiração acelerada demais. Eu tentei me acalmar um pouco passando uma das mãos na nuca, uma forma de aliviar o stress, eu só espero que ele não demore muito. Eu cheguei na hora, e eu preciso falar um pouco da verdade e menti também porque não posso dizer tudo oque andei fazendo, ele me daria o dobro do castigo. Eu não sei como vou sai dessa...
-por onde andou minha filha?
Escutei sua voz atrás de mim e virei com o susto colocando a mão no peito, ele estava bem perto de mim cobrindo o rosto com pano escuro, eu não podia saber se ele estava com raiva ou não, apenas abaixei minha cabeça pensando duas vezes antes de responder.
-eu... Estava explorando a floresta durante esses dois dias, eu queria ir mais longe do que costumo ir, e toda vez eu chegava atrasada pra falar com o senhor
Isso saiu melhor do que pensei, mas mesmo assim eu continuei com a cabeça abaixada e abracei a mim mesma juntando meus braços embaixo do meu peito sentindo um pouco de medo dele não acreditar nisso.
Escutei seus passos se aproximando de mim, fiquei nervosa mas permaneci no mesmo lugar. Eu não queria demonstrar covardia com medo dele, eu preciso ser forte agora, não vai adiantar de nada, eu sei que ele não vai me deixar ir sem antes dizer seu castigo.
Tomei um susto quando ele pegou meu queixo com força e ergueu meu rosto até ficar da altura do seu, eu apenas peguei sua mão em uma forma de fazer ele parar mas não a apertei como ele fazia com meu rosto. Encarei seus olhos cheios de ódio por minha causa, ele não disse nada mas eu podia saber oque ele diria se falasse comigo agora. Eu não conseguia mais olhar pra ele então eu olhei para outro lado temendo outro tapa depois disso.
-não quero mais saber de você fazendo essas explorações, eu disse que queria você por perto, se você for de novo eu vou saber
Ele falou isso mais como uma ameaça do que um aviso, depois ele me soltou e eu me desequilibrei e cair no chão sentada nos meus pés, passei a mão onde ele tinha apertado e logo comecei a chorar pela dor que não era tão forte, mas eu estava ferida por dentro por ele me maltrata desse jeito. Eu não recebi castigo, mas fiquei proibida de ir nos lugares diferentes da floresta.
-saia daqui
Ele falou passando do meu lado friamente sem olhar pra mim, ele está me tratando como se eu fosse um animal agora. Não como sua filha de antes, tudo culpa daquele garoto idiota! Eu não teria me atrasado naquele dia se não fosse por ele! Eu não teria brigado com meu pai se não tivesse aceitado ir na sua casa!
Sai correndo dali chorando de raiva e tristeza por causa do meu pai. Ele não tem culpa de nada, ele tem o direito de está bravo comigo, eu menti pra ele, eu não devia ter conhecido aquela criatura nunca...!
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
