Ainda escolhida aqui nesse canto, eu observava aquela criatura se arrastar até meu colchonete ainda tossindo e engasgando. Ele pegou o colchonete e fez uma pequena cabana com ele colocando em pé encostado na parede. Se meteu no pequeno espaço lá embaixo e ficou lá um bom tempo até eu começar a sentir molesa no corpo de novo, me sentei no chão sem tirar os olhos dele com um pouco de medo e curiosa. Eu não podia chegar até ele, mas ele podia até mim. Eu não sabia direito quem era porque ele estava manchado de sangue nas suas roupas que eram iguais as minhas. Mas ele parecia muito agressivo, eu acho que poderia ter mordido alguém porque tinha sangue ao redo da boca. Mesmo com tudo isso acontecendo, eu ainda não sei que tipo de lugar é esse e porque me colocaram aqui na mesma sala que aquele garoto extremamente selvagem.
A porta novamente se abriu, mas foi bem devagar e eu reconheci bay com aquele sorriso de novo segurando uma espécie de bandeja. O cheiro invadiu o espaço mesmo sendo bem grande, quando ele chegou até mim, meu estômago roncou e eu esperei ele se aproximar de mim o suficiente para atacar. Mas ele colocou em um lugar que eu não alcançava e eu por instinto fui até lá de quatro ainda fraca ficando de frente para bandeja e olhando pra ele esperando algo.
-pode comer
Falou fazendo um gesto para bandeja, estiquei meu braço até a beira dela e puxei para perto de mim. Onde eu peguei primeiro uma coisa crocante e marrom. Comi ela devagar bebendo o suco de uma vez acabando com ele antes de terminar aquela torrada. Mas não foi o suficiente pra mim me satisfazer. Então peguei a vasilha de plástico e uma colher, era parecido com um creme branco e doce. Mas eu não liguei e coloquei tudo dentro da minha boca com a ajuda da colher.
-deve estar se perguntando porque colocamos você aqui não é?
Falava usando uma voz tão baixa e doce que eu parei de comer para prestar atenção nele. Eu ia pegar um lenço em cima da bandeja, mas ele foi mais rápido do que eu e limpou minha boca com cuidado mantendo uma expressão séria e meio preocupada. Fiquei quieta esperando ele terminar abaixando minha cabeça.
-não tenho permissão para dizer nada à você, mas não precisa se preocupar porque não queremos te machucar
Fiquei calada e continuei comendo o creme doce rápido e um pouco desesperada. Eu ainda pensava no que ele queria dizer com tudo isso, mas eu não me importava muito. Eu queria sair daqui, mas também não acho um lugar tão ruim, se ele diz que não querem me machucar eu acredito nele. Mas também, prefiro minha vida de volta. Pensei em meu pai a na sua preocupação comigo, deve está arrancando seus cabelos tentando saber aonde eu me meti. Mas... Não posso fazer nada no momento. Só esperar e ser solta daqui.
-eu já vou e... Tome cuidado com ele
Ficou sério e se levantou do chão levando a bandeja, ele olhou para o garoto esquisito embaixo do colchonete e eu pude escutar um rosnado grave quando ele tinha passado pela porta. Eu ia seguir seu concelho, sem contato visual com aquela coisa selvagem ali. Agora que já estou alimentada, eu me levantei dali também e tentei ver algo pelas três janelas altas demais para minha altura. Então desisti e fui até a outra janela maior e de vidro aprova de som. Não tinha ninguém do outro lado, só uma mesa prateada com vários papéis em cima. Organizados um do lado do outro em pilhas. Um computador e um pequeno armário onde estava escrito "arquivos um" e "dois" nas duas gavetas. Eu tive curiosidade de saber oque exatamente eles fazem aqui com... Criaturas como nós, me referindo ao garoto selvagem. Eu sentia tanta vontade de sair daqui nesse momento, só para responder minhas perguntas. Ele disse que não tem permissão para me contar nada... Oque exatamente ele não pode contar à mim?
Voltei ao canto da parede e me deitei com o rosto no chão gelado porque aquela coisa havia pegado meu colchonete. Mesmo assim, eu não tinha coragem pra ir lá e dizer "ei, será que dá pra devolver meu colchonete?" eu posso ser mordida.
————
Mais tarde, eu fui acordada com um balde de água sendo jogado na cara. Abri os olhos passando a mão no rosto assustada, e avistei o homem mal que me trouxe aqui com uma vasilha que tinha água. Ele ria e eu me levantei me enxugando com minha blusa, minhas pernas ainda não tinham voltado ao normal e eu me apoie na parede para não perder o equilíbrio. Fiquei encarando o homem até ele passar pela porta onde estava entrando bay de novo me olhando do mesmo jeito. Quero pelo menos a resposta pra tudo isso!
-não precisava ter acordado ela desse jeito
-na minha fazenda, acordamos os animais assim
Riu e foi embora com um sorriso de satisfação no rosto, e eu morrendo de raiva porque continuava molhada. Nem sei porque me acordaram agora! Ainda está de noite pelo escuro que as janelas deixam lá fora. Aquele imbecil me chamou de quê...?
-desculpe o meio de acordar você Lucy, mas precisamos que você venha conosco
Me ofereceu sua mão meio inseguro ainda comigo. Mas pelos seus olhos ele estava sendo gentil e tentando me deixar a vontade a todo custo. Eu ainda não estou boa pra andar, mas eu fui mesmo assim até ele me segurando nos seus braços meio tonta. Ele tirou o fio do meu pescoço me aliviando e me puxou em direção a porta. Eu ia de olhos fechados apoiando minha cabeça contra seu peito com o braço envolta do seu pescoço, eu me sentia segura com ele. Eu só não se devo me senti assim.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
