Dois homens abriram a porta branca quando chegamos em uma sala bem grande com vários tipos de pessoas dentro dela. Todas sentadas perto de computadores e armários de arquivos com certeza. Passamos direto por ela e os homens pararam segurando uma porta que parecia de uma prisão, eu parei e puxei o jaleco de bay fazendo ele olhar pra mim confuso. Eu fiz uma expressão que fizesse ele entender que eu não queria entrar ali. Mas ele só fez um sinal para os homens se retirarem e eu continuei aqui tentando convence-lo.
-bay...
Coloquei minha outra mão no seu jaleco e olhei fundo nos seus olhos vendo que eu estava quase conseguindo. Ele me olhava juntando suas sombrancelhas finas e claras fazendo uma expressão de dor e compaixão por mim, fiquei aqui esperando sua resposta que não vinha. Então eu tentei abraça-lo para ver se adiantava alguma coisa, ele era bem alto e tinha um cheiro forte de álcool. Eu sabia que ele era humano, esse tipo de aproximação pode me provocar de alguma coisa, esse cheio pode despertar aquela coisa dentro de mim. Por isso me afastei e abaixei minha cabeça ficando triste porque sabia que não tinha adiantado nada com isso. Não tive escolha além de entrar e escutar a porta sendo fechada atrás de mim, ela também foi trancada e eu me senti isolada de novo. Mas um barulho estranho e familiar me fez tirar essa conclusão na hora porque era de um rosnado muito baixo e discreto vindo do meu lado. Meu corpo congelou e eu perdi meus movimentos antes de ser jogada no chão impulsionada por alguma coisa com unhas e rápido o suficiente para prender meus braços e pernas no chão com seu corpo.
Ele ficou em cima de mim e eu entrei em modo de sobrevivência atacando seu braço com meus dentes arrancando um gemido seu. Ele saiu de cima de mim e eu corri pelo espaço grande da sala na tentativa de fugir. Mas não tinha saída é claro. Então eu senti uma mão agarrar meu pulso e depois outra na minha cintura me girando de frente pra ele até eu poder bater contra seu corpo, e quando isso aconteceu eu fiquei com os braços esmagados contra seu peito e não tive como fugi ou tentar reagir quando ele colocou os dentes no meu pescoço. Eu esperei a dor que não veio de olhos fechados e apertados, eu sentia sua respiração acelerada na minha nuca e logo em seguida sua língua passando por ali bem devagar me fazendo arregalar os olhos agoniada porque depois eu sabia que ele iria arrancar um pedaço meu. Mas isso também não aconteceu e eu percebi que a força que ele usava para prender meu corpo no seu, tinha ficado mais fraca e pude notar que seus ombros tinham relaxado. Me afastei quando ele permitiu e eu vi seus olhos confusos totalmente escuros e confusos, nesse momento minha cabeça recebeu uma onda de lembranças e imagens do rosto do jass que se encaixavam perfeitamente na face do garoto selvagem na minha frente. Fiquei sem mover um músculo paralisada de medo e insegurança porque ele ainda parece que quer me matar. Mas depois se aproximou de mim de novo meio bravo e confuso, pegou meu rosto com uma mão e virou analisando minhas feições como se tivesse me conhecendo. Eu queria que ele voltasse ao normal, mas não parecia o mesmo. Ele deve ter sem esquecido de mim.
-jass...?
Falei segurando seu braço com cuidado estendendo minha mão com dificuldade até seu rosto tirando seu cabelo mais volumoso e bagunçado da sua testa tentando fazer ele voltar ao normal. Mas tudo que via nos seus olhos era raiva e ódio, um desejo de me causar dor insaciável. Eu sabia que não tinha dado certo quando ele largou meu rosto e me empurrou me jogando no chão com muita força que cheguei a senti meus ossos se deslocando. Ele se virou de costas pra mim e foi se sentar em um canto da sala abraçando seus joelhos contra o peito e lambendo sua mão que eu havia mordido. Ele parecia ter me esquecido aqui, e isso me causou uma dor dentro do peito me provocando a chorar e andar de quatro até o outro canto da parede onde fiquei encostada chorando e tentando controlar essa dor e vontade de ir lá agora e fazer ele se lembrar de mim... Fazer ele voltar a ser o de antes.
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De noite, as luzes da sala estavam apagadas. Mas eu me sentir esquisita quando algo fuçou meu cabelo que estava envolta do meu pescoço. Meu corpo inteiro se arrepiou e eu permaneci imóvel com medo e muito tensa porque tive a sensação de que iria ser atacada de novo. Mas aquilo só continuou fuçando meu pescoço e depois veio para meu rosto, onde eu senti uma coisa molhada e quente passar pelo meu queixo até meu olho direito. Eu me encolhi e apertei os olhos sem sair da minha posição. Ele ainda estava perto do meu rosto, eu podia senti sua respiração bater no meu nariz. Eu tive vontade de beija-lo porque ainda era aquele jass que eu infelizmente me apaixonei, mas que agora parece não saber quem eu sou. Respirei bem fundo antes de abri os olhos e encarar os seus brancos em um tom brilhante de novo, mas ele estava muito sério. A atmosfera ao meu redor ficou mais pesada quando ele pegou meu queixo sem delicadeza e me fez sentar me puxando por ali. Pegou a parte de trás do meu cabelo e se arredou para ficar mais perto de mim sentando nos seus pés. Ele me puxou com força pelo cabelo me obrigando a me deitar com a cabeça no seu colo onde permaneci quieta encarando a parede enquanto ele fazia carinho de uma forma bruta na minha cabeça.
Fechei os olhos e relaxei um pouco tentando ignorar o "carinho" que ele me dava do jeito dele. Eu não sabia porque ele estava fazendo isso de repente. Mas eu não queria recusar isso...
-gostei de você
Falou pousando sua mão no meu rosto acariciando minha bochecha com seu polegar. Seu tom foi normal e rouco, parecia que estava gripado. Mas pelo oque eu escutei, ele não deve se lembrar de mim... Algo me diz que isso não é tão ruim porque se ele gostou de mim significa que ainda deve haver um pouco daquele sentimento dentro dele.
-é minha agora
Disse brincando com meu cabelo colocando ele na frente dos meus olhos e depois tirando com as duas mãos se curvando até poder me encarar nos olhos. E em um movimento rápido, ele me pegou pela cintura e me arrastou até a parede onde voltou a me colocar no seu colo fazendo carinho na minha cabeça. Eu não conseguia entender seu comportamento. Ele parece primitivo, como se estivesse agindo da forma original da sua espécie, mas porque fizeram isso com ele?
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
