Capítulo 55

859 92 8
                                        

Acordei com a cabeça girando e tudo na minha frente estava embaçado e escuro, estava sentada apoiada em um pau com as mãos amarradas para trás. Estava muito escuro, mas eu podia ver que estava dentro de uma casa muito pequena e em formato de quadrado, tinha várias caixas cheias de coisas estranhas dentro espalhadas e empilhadas encostadas nas paredes, muitas ferramentas e armários empoeirados. Pude ver uma porta a minha frente e duas janelas pequenas de vidros dos lados dela, tentei me soltar mas alguma coisa cortou minha mão, me lembrei da lâmina que eu estava segurando quando... Alguém me trouxe pra cá. Tentei cortar as cordas amarradas no meu pulso, mas não conseguia e acabei deixando a lâmina cair do lado da minha mão direita, e não conseguir pega-lá de volta. Algo na minha frente estava se movendo e eu pude ver que era uma cabeça na frente da janela ao lado direito da porta, depois ombros e um corpo inteiro... Depois aquilo acendeu uma lâmpada amarela iluminando o pequeno cômodo, mas eu fechei meus olhos pela claridade exagerada me incomodando. Não quis virar meu rosto para aquele alguém então fiquei parada com a cabeça abaixada esperando ele ou ela falar alguma coisa.
Eu estava confusa comigo mesma porque não estava sentindo medo ainda, eu não estou me sentido ameaçada por aquela figura na minha frente. Mas isso durou muito pouco porque comecei a ouvir os passos pesados se dirigindo na minha direção. Meu coração acelerou quando sentir uma mão agarrar meus cabelos puxando meu rosto para cima me forçando a olhar para... Um homem que... Parecia só um pouco mais velho do que eu, seu cabelo era escuro como o meu e caia sobre sua testa deixando brechas para eu poder olhar seus olhos assustadores e grandes demais me olhando de forma que me causou um arrepio pela espinha e foi aí que eu senti o medo tomar contar do meu corpo me fazendo encolher minhas pernas.
Mas ele era pardo e usava uma blusa preta suja de lama e calça comprida jeans azul escuro, ele estava me assustando muito só me olhado ainda segurando meu cabelo sem dizer uma palavra. Era tão jovem... Porque fez isso comigo? Ele não parece ser um doente... Tem uma certa beleza assustadora que eu não conseguiria ter notado se ele não tivesse sorrido de forma estranha me soltando e caminhando em direção a uma mesa com gavetas perto da porta.
-oque quer comigo?
Perguntei finalmente tendo coragem, mas me arrependi porque ele tirou uma pequena faquinha de dentro de uma das gavetas e se virou pra mim jogando o cabelo com um movimento gracioso da sua cabeça. Tá bom... Oque ele vai fazer exatamente?
-não devia andar por aí sozinha, existem muitas pessoas ruins por essa cidade
Diz baixo com sua voz estranha e suave, ele passou um dedo na ponta da faquinha como se tivesse vendo se ela estava mesmo afiada. Pra mim estava, pois brilhava refletindo na luz amarela. Seus olhos encontraram os meus de novo e eu fiquei congelada quando ele sorriu bem devagar mostrando seus dentes pra mim. Senti meu corpo inteiro ficar tenso porque ele começou a andar na minha direção se abaixando a centímetros de distância de mim.
-principalmente aproveitadores de moças como você
Sua mão deslizou pela minha perna subindo bem devagar me causando um sentimento misto de vergonha e raiva, eu não tenho intimidade com ele, então recolhi minha perna bem devagar o encarando sem medo retribuindo o mesmo olhar ameaçador. Percebi que sua mão era quente, ele é humano... E tem más intenções sobre mim.
-e infelizmente você apareceu em uma noite que um deles estava passando pela rua procurando vítimas
Senti meu corpo perder a temperatura normal ficando mais gelado do que era, fechei minhas mãos com força apertando minha mandíbula sem tirar os olhos dos dele que brilharam ao perceber que eu estava ficando assustada de verdade.
Mas isso só pirou depois que ele puxou minhas pernas e eu acabei deitando no chão sentindo minhas mão serem quase arrancadas do lugar quando ele fez isso. Meu coração pulava em vês de bater, eu estava ficando desesperada quando ele se sentou nas minhas coxas me fazendo parar de tentar me debater para afasta-lo.
-não ia deixar uma garota bonita como você nas ruas, alguém poderia tentar se aproveitar de você
Falou colocando a ponta da faca no meu queixo apertando e se eu não parasse de me mexer, ele me cortaria, então eu parei e fiquei tentando controlar minha respiração olhando pra ele morrendo de medo e raiva. Não entendi sua frase porque é exatamente oque ele está fazendo.
-se não me obedecer, eu vou acabar fazendo um cortezinho em você
Engoli em seco olhando sua mão segurando a faca ali. Me lembrei da lâmina que eu deixei cair naquela hora, comecei a procura-lá tentando passar meus dedos pelo chão, mas não a encontrava de jeito nenhum.
-qual seu nome coisa linda?
Fiquei calada ainda procurando a lâmina que não tinha encontrado, continuei olhando pra ele com a esperança de que ele não me veja movendo minhas mãos. Alguns segundos depois dele ter percebido que eu não iria responder, ele chegou mais perto de mim ficando em cima da minha barriga levantando meu vestido com suas pernas forçando a faca na minha bochecha e rodando ela ali até eu gemer de dor pelo furo começando se formar.
-Louise
Respondi entre dentes olhando séria pra ele que parou de furar minha bochecha depois da minha reposta. Ele sorriu por algum motivo e olhou para minha barriga e sua posição em cima de mim. Congelei de novo e finalmente tinha encontrado a lâmina e comecei a tentar cortar a corda grossa e apertada nos meus pulsos.
-primeiro, não grite porque estamos bem longe da civilização, e segundo, pode doer bastante se você tentar me impedir
Depois de ter falado isso, ele levantou meu vestido deixando a saia dele no meu peito, depois cortou minha parte de baixo com sua faca e se levantou mexendo na sua calça me deixando em pânico e só tinha cortado a metade da corda.
-vai doer mais em você
Gritei em agonia quando ele se aproximou de mim, em uma tentativa de me salvar, eu conseguir bater na sua barriga com meu joelho fazendo ele se afastar um pouco mas não o suficiente. Também coloquei meu pé na sua calça meio abaixada puxando ele para baixo mais ele agarrou meus ombros se puxando para cima de novo. Mas quando eu percebi que estava com a mão direita livre, eu conseguir me levantar e acertar sua cara com força fazendo ele se deitar de lado me olhando com mais raiva ainda por te feito isso. Depois ele veio pra cima de mim de novo com aquela faca conseguindo afundar ela na minha barriga perto das minhas costelas, senti uma dor insuportável enquanto tentava puxar minha outra mão do pau onde estava amarrada. O sangue começou a escorrer rápido e quando eu tinha me soltado completamente ele acertou minha coxa e eu cair no chão me arrastando tentando chegar até a porta sem forças tentando levantar.
-vamos pode correr
Ele gozou atrás de mim esperando eu me levantar sozinha, precisei me apoiar na mesa perto da porta cuspindo meu próprio sangue engasgando com ele. Me virei para a porta enquanto ele ria, eu tentava sair e correr para longe, mas não fui muito longe porque cair a dois metros de distância de lá por causa do ferimento na perna direita. Abaixei minha cabeça sentindo ele me puxar pelas pernas me virando de frente e eu não tentei mais me levantar já sentindo que iria morrer com mais um golpe. Ele ficou em cima de mim de novo brincando com a faca no meu peito afundando ela bem devagar fazendo um corte profundo ali me fazendo gemer de novo. Conseguir pegar sua mão antes que afundasse mais um pouco.
Está esperando pela morte enquanto ainda pode lutar.
Oque posso fazer?
Deixa eu agir por você então.
Abri os olhos e vi realmente que eu ainda não podia desisti, tinha um garoto mais velho do que eu em cima de mim tentando me matar e ainda por cima rir. Engoli meu sangue e passei a mão na boca limpando-a, depois eu peguei sua mão com mais força e tirei a faca de lá depois ter apertado ela quase conseguindo quebrar seus dedos se ele não pegasse meu pulso e puxado para o lado. Rolei meu corpo para direita ficando na mesma posição que a poucos minutos ele me prendia.
peguei sua faca e a joguei bem longe porque não ia precisar nenhum pouco. Prendi seus braços dos dois lados da sua cabeça sentindo seu medo me fazer sorrir porque agora ele vai pagar por ter feito isso comigo. Devia ter escolhido uma humana burra!
-vai fazer oque agora?
Rosnei mas depois eu sorrir mais ainda quando ele fez uma cara de assustado tentando se soltar das minhas mãos que se apertaram mais ainda nos seus pulsos.
Mate-o.
Obedeci largando as mãos deles indo direto para seu pescoço o sufocando, mas eu parei quando vi que estava demorando demais. Então eu me aproximei e coloquei meus dentes ali mordendo sua pele até poder sentir ela se rasgando bem devagar enquanto ele gritava de dor e agonia, continuei mordendo como se quisesse arrancar um pedaço, mas eu só fiz isso para atingir sua veia importante do pescoço. Depois eu me afastei e assisti ele se engasgando e morrendo com os olhos abertos pela falta de sangue. Sai de cima dele e conseguir dá quatro passos, depois cair de joelhos colocando a mão na minha barriga me lembrando da facada. Olhei minhas mãos depois e estavam vermelhas de sangue me fazendo ficar desesperada porque não sabia oque tinha acontecido.
Olhei pra trás e vi o corpo de um homem ensanguentado com metade do pescoço ainda soltando sangue, olhei minhas mãos de novo e não acreditei quando suspeitei de mim mesma de ter feito aquilo. Fiquei sem ter oque pensar de mim mesma enquanto tentava me lembrar do que eu fiz desde a hora que estava me arrastando para fora da casa, meus ferimentos ainda doem e eu estou me sentindo tonta de tanta confusão que estava na minha cabeça nesse momento. Oque eu fiz com aquele homem? O matei?
Sim, eu fiz isso.
Sai da minha cabeça!
Apertei meus ouvidos e tranquei minha mandíbula tentando fazer essa voz parar de soar dentro da minha mente. Quem está dentro de mim? E oque quer?!

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora