Capítulo 120

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Andamos em silêncio depois disso, eu gostaria de não ficar igual à ele porque não quero ser... Ou me transformar naquela criatura obscura. Se isso está guardado dentro de mim, eu espero nunca desperta-lá, prefiro continuar com minha forma humana. Sempre me assusto toda vez que o vejo daquela forma, ele sabe disso e eu tento me conformar e agi normalmente mas é impossível. Pra mim, não é meu pai, e isso me deixa insegura do que eu realmente sou.
Passamos por um beco escuro onde eu escutei gritos de socorro e risadas masculinas. Eu fiz meu pai parar na frente dele onde me deparei com quatro homens batendo em uma jovem com as roupas rasgadas e sujas na lama que tinha no chão saindo das latas de lixos cheias. Ela se encolhia em um canto levantando sua mão impedindo o pedaço de pau de bater na sua cabeça, a outra ela segurava o último pedaço da sua blusa fina para não deixar seus seios aparecerem. Os homens nos perceberam aqui e pararam na hora deixando a jovem jogada no chão ensanguentada.
-oque vocês querem?
Perguntou o que estava batendo nela se dirigindo até nós. Me encolhi do lado do meu pai que ficou tenso me puxando para ficar mais perto do seu corpo. O homem cuspiu no chão e fez um gesto com a cabeça para nós cobrando nossa resposta, mas nenhum de nós dissemos nada e ele voltou para perto da jovem já toda machucada e ferida semi nua no chão sujo. Oque me deu vontade de fazer era pular nas costas dele e agarrar seu pescoço e tirar um pedaço dele depois por fazer tamanha maldade com a garota inocente e indefesa.
-pai...?
Sussurrei olhando pra ele pedindo que ajudasse de alguma forma, mas ele só fez olhar para jovem de novo e depois pra mim sério e voltando a me puxar para seguir em frente. Mas eu me recusei e sair do seu lado correndo na direção daquele beco de novo agarrando o homem por trás tirando o pedaço de pau da sua mão e indo para perto da jovem na esperança de protege-lá. Fiquei em posição e os homens riram enquanto faziam um círculo em minha volta sorrindo se divertindo com minha coragem que não iria adiantar nada nesse momento.
Me virei para garota chorando de dor e comecei a tirar minha blusa tirando as latas de comida de gato dela e oferecendo à ela que pegou logo depois se cobrindo. Voltei a encarar os homens e arrisquei uma paulada na cabeça do que interrogou eu e meu pai que parece está só assistindo vendo oque sua filha poderia fazer. Mas aí eu fui domada pela raiva dos estrupadores e dei mais uma paulada mas pernas dele fazendo-o cair no chão sendo segurado pelos outros dois. Mas aí vieram mais dois na minha direção e eu fui segura pelos braços depois tentaram me desarmar e eu não admiti isso e comecei a me contorcer mordendo suas mãos até elas sangrarem arrancando deles gritos de dor, mas eles me soltaram logo em seguida e eu não perdi tempo acertando o oque estava mais perto de mim na cabeça com mais força que quebrei o pedaço de pau deixando ele com uma ponta bem afiada e eu olhei direto para o os outros três que faltavam. Eles me olharam ainda segurando oque eu tinha acertado primeiro e o perfurei com o pau na barriga fazendo os outros dois se afastarem com medo e irem para o fundo do beco procurando alguma coisa para se defenderem, mas eu fui mais rápido acertando outro e furando o pescoço do que ficou sobrando vendo ele morrer na minha frente me provocando um sorriso que Lucy me fez mostrar.
Quando tudo acabou, a jovem saio correndo com medo e assutada mas pelo menos eu a salvei. Não preciso de agradecimentos, depois olhei para meu pai que sorriu e estendeu sua mão para me juntar à ele. Eu fiz isso soltando o pedaço de pau cravando ele na barriga do primeiro homem que eu acertei.
-eu sei que você não tem mais aquela adaga... Mas eu acho que você pode gostar disso
Falava voltando a colocar seu braço no meu ombro e me mostrou uma pequena faquinha acompanhada de um tipo de sinto marrom, ela também tinha uma bainha e era bem pequena do tamanho da minha mão junto com meu pulso. O sinto era bem pequeno e eu sabia que não era pra colocar na minha cintura. Então eu a peguei e medi na minha coxa parando no meio da calçada. Ela serviu direitinho e não era desconfortável. Sorri pra ele que me retribuiu um mais animado ainda me obrigando a abraça-lo agradecendo pelo presente que seria muito útil pra mim.
-cada dia você ficar mais forte, daqui a pouco você vai ter problemas pra controlar oque existe dentro de você, mas eu vou está aqui pra te ajudar...
Passei meus dedos na minhas pálpebras tirando a pequena umidade que se formou lá com suas palavras. Me forcei a continuar andando vendo se a faquinha me incomodava mas ela parecia está ali. Realmente eu adorei esse presente.

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora