Andamos em silêncio depois disso, eu gostaria de não ficar igual à ele porque não quero ser... Ou me transformar naquela criatura obscura. Se isso está guardado dentro de mim, eu espero nunca desperta-lá, prefiro continuar com minha forma humana. Sempre me assusto toda vez que o vejo daquela forma, ele sabe disso e eu tento me conformar e agi normalmente mas é impossível. Pra mim, não é meu pai, e isso me deixa insegura do que eu realmente sou.
Passamos por um beco escuro onde eu escutei gritos de socorro e risadas masculinas. Eu fiz meu pai parar na frente dele onde me deparei com quatro homens batendo em uma jovem com as roupas rasgadas e sujas na lama que tinha no chão saindo das latas de lixos cheias. Ela se encolhia em um canto levantando sua mão impedindo o pedaço de pau de bater na sua cabeça, a outra ela segurava o último pedaço da sua blusa fina para não deixar seus seios aparecerem. Os homens nos perceberam aqui e pararam na hora deixando a jovem jogada no chão ensanguentada.
-oque vocês querem?
Perguntou o que estava batendo nela se dirigindo até nós. Me encolhi do lado do meu pai que ficou tenso me puxando para ficar mais perto do seu corpo. O homem cuspiu no chão e fez um gesto com a cabeça para nós cobrando nossa resposta, mas nenhum de nós dissemos nada e ele voltou para perto da jovem já toda machucada e ferida semi nua no chão sujo. Oque me deu vontade de fazer era pular nas costas dele e agarrar seu pescoço e tirar um pedaço dele depois por fazer tamanha maldade com a garota inocente e indefesa.
-pai...?
Sussurrei olhando pra ele pedindo que ajudasse de alguma forma, mas ele só fez olhar para jovem de novo e depois pra mim sério e voltando a me puxar para seguir em frente. Mas eu me recusei e sair do seu lado correndo na direção daquele beco de novo agarrando o homem por trás tirando o pedaço de pau da sua mão e indo para perto da jovem na esperança de protege-lá. Fiquei em posição e os homens riram enquanto faziam um círculo em minha volta sorrindo se divertindo com minha coragem que não iria adiantar nada nesse momento.
Me virei para garota chorando de dor e comecei a tirar minha blusa tirando as latas de comida de gato dela e oferecendo à ela que pegou logo depois se cobrindo. Voltei a encarar os homens e arrisquei uma paulada na cabeça do que interrogou eu e meu pai que parece está só assistindo vendo oque sua filha poderia fazer. Mas aí eu fui domada pela raiva dos estrupadores e dei mais uma paulada mas pernas dele fazendo-o cair no chão sendo segurado pelos outros dois. Mas aí vieram mais dois na minha direção e eu fui segura pelos braços depois tentaram me desarmar e eu não admiti isso e comecei a me contorcer mordendo suas mãos até elas sangrarem arrancando deles gritos de dor, mas eles me soltaram logo em seguida e eu não perdi tempo acertando o oque estava mais perto de mim na cabeça com mais força que quebrei o pedaço de pau deixando ele com uma ponta bem afiada e eu olhei direto para o os outros três que faltavam. Eles me olharam ainda segurando oque eu tinha acertado primeiro e o perfurei com o pau na barriga fazendo os outros dois se afastarem com medo e irem para o fundo do beco procurando alguma coisa para se defenderem, mas eu fui mais rápido acertando outro e furando o pescoço do que ficou sobrando vendo ele morrer na minha frente me provocando um sorriso que Lucy me fez mostrar.
Quando tudo acabou, a jovem saio correndo com medo e assutada mas pelo menos eu a salvei. Não preciso de agradecimentos, depois olhei para meu pai que sorriu e estendeu sua mão para me juntar à ele. Eu fiz isso soltando o pedaço de pau cravando ele na barriga do primeiro homem que eu acertei.
-eu sei que você não tem mais aquela adaga... Mas eu acho que você pode gostar disso
Falava voltando a colocar seu braço no meu ombro e me mostrou uma pequena faquinha acompanhada de um tipo de sinto marrom, ela também tinha uma bainha e era bem pequena do tamanho da minha mão junto com meu pulso. O sinto era bem pequeno e eu sabia que não era pra colocar na minha cintura. Então eu a peguei e medi na minha coxa parando no meio da calçada. Ela serviu direitinho e não era desconfortável. Sorri pra ele que me retribuiu um mais animado ainda me obrigando a abraça-lo agradecendo pelo presente que seria muito útil pra mim.
-cada dia você ficar mais forte, daqui a pouco você vai ter problemas pra controlar oque existe dentro de você, mas eu vou está aqui pra te ajudar...
Passei meus dedos na minhas pálpebras tirando a pequena umidade que se formou lá com suas palavras. Me forcei a continuar andando vendo se a faquinha me incomodava mas ela parecia está ali. Realmente eu adorei esse presente.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
