Capítulo 167

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Eu ainda olhava para Joseph parado na minha frente a dois metros de distância que me impediam de chegar até ele, também por causa do garoto idiota me segurando e mais um no meio de nós dois. As pessoas ao nosso redor começaram a cochichar e eu já havia me irritado o bastante para ficar incomoda com isso.
-você não é daqui não é?
Perguntou o garoto que estava no meio de nós dois. Joseph olhou pra ele balançou a cabeça negando mas ainda olhava pra mim como se tivesse se divertindo com isso. Eu juro a mim mesma que isso ainda vai ter volta, não vou admitir que ele saia rindo dessa por ter me feito de idiota, eu confesso que ele foi esperto o suficiente pra mim nem ter percebido sua voz.
-então vou pedi que se retire porque não é permitido a entrada de...
-tá eu já vou
Interrompeu o garoto passando por ele caminhando tranquilamente para a direção da saída. Mas eu fui mais rápida e o fiz parar colocando minha mão no seu peito olhando pra ele com ódio mas controlada. Ele sorriu ainda mais gozando de mim com certeza, ele vai pensar duas vezes antes de me enganar de novo.
-isso não acabou
-então vou está esperando
Apertei minha mão na sua blusa mas não conseguir fazer oque queria porque novamente aquele imbecil me segurou pelos cotovelos e me afastou. Eu não sei porque está me impedindo de brigar com esse outro idiota.
-me solta merda!!
Rosnei tirando meus braços dos deles o empurrando depois. Eu olhei para todo mundo ali e pensei logo que poderia dá problema pra mim se alguém resolver me denunciar para a coordenação. Mas eu não liguei pra isso e me dirigir até o refeitório de novo passando por lá sem olhar na cara de ninguém. Fui até minha sala onde se encontrava vazia e eu já sabia pra onde eles tinham ido, peguei a chave do meu armário na mochila e me dirigir até o vestiário procurando meu uniforme de educação física com raiva e me vestindo com raiva também porque não sabia que era tão ridículo assim. Mas eu respirei fundo soltando o ar pela boca dizendo a mim mesma que não vou mais me estressar, já percebi que quanto mais faço isso, mais minha situação piora. Primeiro aquilo e depois isso. Eu desisto.
Fui até o ginásio dentro da escola, era um lugar que nunca havia entrado, tive que pedi informações no corredor para encontrá-lo. Era bem grande e bem no meio estava minha turma, o professor explicava alguma coisa que não prestava atenção enquanto me aproximava. Eu não sabia oque jogaria aqui, ou que tipo de aulas práticas eles fazem aqui, mas eu me juntei a eles e fiquei prestando atenção no que ele dizia.
E quando ele terminou, dois alunos apenas ficaram de um lado da quadra e eu fiquei confusa seguindo os outros que iam para o banco perto dali. Aí começou o jogo mais sem graça que já vi eles praticarem, dois alunos de cada lado, ambos os pares ficavam jogando uma bolinha para o lado e para outro com uma raquete. De vez enquando a dupla do lado esquerdo não conseguiam rebater a bola e acabavam perdendo. A outra dupla comemorava e eu não entendia o motivo, acho que ganhavam toda vez que a outra dupla não rebatia a bola. Isso é tão chato. Mas até que eu me voluntarizei querendo ver qual o sentido desse jogo e a dificuldade que existe rebater uma bola até o outro lado. Minha dupla era uma menina que parecia animada provocando a dupla adversária, eu estava esperando eles sacarem e eu fiquei feliz por terem jogado na minha direção, eu fiz a mesma coisa que eles e conseguir mandar a bola para o outro lado. Mas achei que fosse mais fácil. A garota foi para o meu lado se metendo na minha frente quando a bola veio fraca demais e conseguimos fazer um ponto.
Ela comemorou e se aproximou de mim contente levantando suas mãos esperando alguma coisa. Eu fiquei encarando ela confusa não entendo isso.
-é pra bater...
Disse erguendo os ombros perdendo o ânimo pra fazer isso que parecia ser divertido. Então eu fiz ainda confusa sem entender e peguei a raquete pressa entre meus joelhos me posicionado de novo ainda sem entender aquilo. Mas me concentrei de novo e imaginei que minha raquete fosse minha barra de ferro a bola a cabeça daquele garoto que matei, a coisa mais divertida que já fiz na minha vida. E conseguir fazer outro ponto desempatando o jogo.

Depois que havíamos terminado o jogo, fomos dispensados e eu me lembrei na hora que tinha que conversar com meu pai. Aquela conversa que eu tanto esperei, eu não vou esconder nada dele. Vou dizer mesmo que não tô gostando disso não interessa se não é nada que eles tem. Sei que é nada! Porque pensei nisso?
Eu só não quero que ele misture com aquela cachorra, só isso... Que é meu medo. E que agora não sei oque fazer se...
Entrei em desespero passando as duas mãos na minha cabeça e depois tentando ficar calma porque eu já estou indo resolver isso. Tenho que levar em conta também que só estou indo falar com ele, não estou indo resolver nada.
-Louise!
Olhei pra trás e vi Joseph andando rápido na minha direção. Eu não estava com paciência para ter que xingar ele agora, eu desisto. Só quero ir pra casa, mas parei e fiquei esperando ele se aproximar. Não vou dividir minha raiva com ele.
-vim terminar aquilo, mas não é do jeito que você quer
Sorriu da mesma forma que lá na escola, eu não estava afim de discutir. Então apenas abaixei minha cabeça e fiquei em silêncio escolhendo oque dizer a ele. Passei a mão na testa massageando ela imitando o gesto do meu pai para tirar o stress.
-eu tô achando você muito estressada, eu ia te convidar pra ir num lugar legal aqui por perto. Pode te ajudar a ficar mais... Calma
Olhei pra ele unindo as sombrancelhas tentando descobrir sua verdadeira intenção, eu vi só um sorriso gentil. Eu via aquele tal Jean nele... Era estranho saber que alguém tão legal como pensei que fosse o Jean, na verdade é esse garoto. Mas... Eu acho que não custa nada esquecer um pouco meus problemas e aceitar ver ele como aquele Jean que eu gostava de conversar.

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora