Capítulo 59

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Perdi o controle do meu corpo e comecei a correr para fora da casa sentindo uma energia muito forte dentro de mim me obrigando a fazer alguma coisa que não sabia, mas era algo que eu não conseguia controlar. Minhas pernas tremiam enquanto eu corria para algum lugar que eu achava que tinha que ir, eu não sabia como parar. Me encostei em uma árvore e olhei envolta sentindo um cheiro estranho, eu não sabia como conseguir sentir isso. Mas eu comecei a correr naquela direção escutando uma voz bem longe, mas era masculina e não estava sozinha. Cheguei mais perto das vozes e subi em uma árvore alta ficando quase no topo olhando minha direita, lá embaixo tinha um área aberta e sem árvores, era uma área de desmatamento, haviam vários troncos acumulados um do lado do outro e em cima do outro também. Vi uma espécie de trator desligado perto de uma casa pequena feita de madeiras escuras. Oque me chamou atenção foi uma pessoa perto das toras de madeira mexendo em algo na sua mão, a distância não me deixou identificar oque era. A outra estava saindo de dentro da casa e foi falar com oque estava perto das tortas de madeira.
Vá agora.
Obedeci descendo da árvore pousando no chão começando a correr desesperada naquela direção escutando as vozes, não demorou para eu começar a enxergar a área aberta e logo vi os dois homens parados de costas pra mim conversando entre si. Fiquei parada esperando eles se virarem por vontade própria. Foquei meus olhos no homem da direita, era mais novo e parecia mais ingênuo do que o outro que dava instruções sobre alguma coisa pra ele. Resolvi andar até lá silenciosamente só para assusta-los, só que nenhum dos dois me perceberam aqui ainda. Então eu decidi dizer algo para ter atenção. Mas não precisei porque eles se viraram como se fossem ir para outro lugar, mas pararam ao me perceber aqui. Sorrir me divertindo com o susto deles acompanhados por um pouco de medo, tenho certeza que eles se assustaram por causa dos meus olhos.
-Jesus Cristo! Quem é você?
O mais novo me perguntou com os olhos arregalados, senti o medo dele muito rápido, sua expressão ficou vazia quando eu dei um passo na sua direção. O outro recuou também e eu o encarei rápido o provocando a sentir medo também. Me divertir com isso e sorri ainda mais os assustando mais ainda.
-responde menina, quem é você e oque quer
Fiquei calada me aproximando ainda mais, dessa vez eu fui acelerando meu passos em direção ao homem mais novo que recuava parecendo o mais assustado. Por isso eu o peguei primeiro agarrando sua blusa jogando no chão batendo sua cabeça, olhei para o que estava atrás de mim e vi ele correr em direção a pequena casa. Ia atrás dele depois... Mas oque estava aqui comigo, pegou meu rosto com uma mão e tentou me afastar empurrando meu peito com a outra. Mordi sua mão que estava no meu rosto com força até ele gritar e eu sentir gosto de sangue, soltei depois que estava quase arrancando um pedaço. Queria chegar até seu pescoço mais ele segurava o meu enquanto eu rosnava e pisava na sua barriga com meu joelho para ele parar de se contorcer.
Abaixei seus dois braços forçando ele no chão com mais força imobilizando-o de um jeito que eu conseguir chegar até sua garganta mordendo com força e com raiva por ser tão difícil conseguir fazer isso. Ele engasgou e eu continuei até que eu percebi que já era o suficiente para mata-lo com falta de sangue. Olhei para trás quando escutei alguém correndo na minha direção, sair de cima do homem ficando em pé esperando o outro homem se aproximar o suficiente de mim. Mas ele segurava uma coisa que parecia um pedaço de pau, a mesma coisa que aquele caçador usou para matar aquele cervo inocente.
-não se aproxime!
Ele gritou apontando aquilo pra mim me fazendo parar no mesmo lugar, ele se sentia confiante me ameaçando com isso, eu podia ver a raiva nos seus olhos, não o medo. Então eu me concentrei em pensar em alguma coisa para fazer com ele, sem usar nenhuma parte do meu corpo. Mas eu comecei a perceber que ele estava abaixando aquilo bem devagar com a expressão de dor enquanto fazia barulhos estranhos como se tivesse engasgando, fiquei observando ele se ajoelhar como se tivesse tendo um ataque psicótico que o fez começar a soltar uma coisa branca pela boca e depois sem mais nem menos, caiu no chão de frente sem se mexer mais. Eu tive certeza que ele já estava morto porque algo me dizia isso.
Alguns segundos depois o silêncio me trouxe de volta e mais uma vez eu estava ensanguentada vendo mais dois corpos ao meu redor. A única coisa que me lembro é de ter saído daquela casa agoniada sendo controlada por alguma coisa. Eu já sabia oque tinha acontecido e oque me controlou até aqui. Olhei minhas mãos e meus braços sujos de sangue que não era meu, cuspir quando percebi que estava com sangue na boca, logo depois o enjôo voltou e eu comecei a vomitar de novo, dessa vez o sangue que tinha engolido outra vez. Foi fácil controlar dessa vez, mas eu não queria mais ficar aqui. Estava quase perdida, mas conseguir me lembrar do caminho de volta. Eu... Deixei aquilo me controlar por fraqueza, não consigo lutar contra isso. Porque isso só está acontecendo comigo agora? Se tem a ver com oque sou, porque não sofri isso antes?
Lamento eu informar que faço parte de você agora Lucy.
Oque?
Me alimento do medo das pessoas, tem de fazer isso se não quiser quer eu enlouqueça você.
Parei no rio preto da árvore que fico, me abaixei na beira e peguei a água, mas eu parei quando olhei mais uma vez minhas mãos sujas de sangue. Comecei a chorar porque não sabia oque estava acontecendo comigo, lavava meus braços me sentindo horrível. Quase como está fora de mim porque não sentia pena dos homens que matei, essa coisa em mim não deixava eu fica assim por causa daquilo. Minhas lágrimas pararam depois porque isso não deixava eu chorar por causa daquilo. Fiquei perdida em pensamentos estranhos lavando minha boca, oque vai ser de mim daqui pra frente?

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora